Coamo investe em industrialização e avança para o mercado de bioenergia
A Coamo, maior cooperativa de produção da América Latina, destaca a construção de um modelo de desenvolvimento baseado em investimentos constantes e na industrialização da produção. O mais novo passo dessa estratégia é a construção de uma indústria de etanol de milho, um empreendimento que promete agregar ainda mais valor à produção dos cooperados e ampliar a participação da cooperativa no mercado de bioenergia.
Quem observa a estrutura da Coamo atualmente talvez não imagine que tudo começou em 1970, quando um grupo de produtores rurais buscava mais força para comercializar sua produção. Com o passar dos anos, a cooperativa compreendeu que produzir era apenas parte da missão. Era necessário transformar essa produção em novos produtos, conquistar mercados e criar oportunidades para os cooperados.
Trigo
A industrialização começou em 1975, com a aquisição de um pequeno moinho de trigo. O processo avançou para a soja, com a implantação de indústrias de esmagamento, e também para o algodão, com a instalação de uma fiação que permanece em atividade até hoje. No caso do milho, a primeira etapa da industrialização ocorreu com a produção de rações, sempre com o objetivo de ampliar o valor da matéria-prima entregue pelos cooperados.
Ao longo de mais de cinco décadas, a industrialização tornou-se uma das principais estratégias de crescimento da Coamo. Mais do que receber a produção dos associados, a cooperativa passou a transformar matérias-primas em produtos com maior valor agregado, fortalecendo sua presença nos mercados nacional e internacional.
Estratégia
Atualmente, a Coamo conta com 12 indústrias em operação e mais duas em construção: a de etanol de milho, em Campo Mourão, e a de biodiesel, em Paranaguá. Com isso, a cooperativa chegará a 14 unidades industriais.
O parque industrial transforma milho em etanol e rações; soja em óleos, margarinas e farelos; café em produtos industrializados; algodão em fios; e trigo em farinha e misturas para bolos. Todo esse processo tem como finalidade agregar valor à produção dos cooperados.
Mas o processo de expansão continua forte. Em Campo Mourão, a Coamo constrói um dos maiores investimentos de sua história: a indústria de etanol de milho. Atualmente, cerca de mil trabalhadores atuam no canteiro de obras. Mas quando entrar em operação, a unidade receberá diariamente milho produzido pelos cooperados para transformá-lo em etanol e outros produtos de valor agregado. A expectativa é produzir 750 mil litros de etanol por dia, além de 510 toneladas de DDGS e 36 toneladas diárias de óleo de milho.
“Todo o milho processado será proveniente dos cooperados. A planta deverá consumir aproximadamente 1.700 toneladas de milho por dia, o equivalente a cerca de 15% de todo o volume recebido atualmente pela cooperativa. A obra já alcançou cerca de 50% de execução, considerando projetos e construção. A expectativa é que a operação tenha início no primeiro trimestre de 2027”, explica Airton Galinari, presidente Executivo da Coamo.
Além do etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos, a unidade produzirá etanol anidro, destinado à mistura na gasolina. Também serão fabricados produtos voltados à nutrição animal, como DDG, DDGS e WDG, amplamente utilizados em rações para bovinos.
"A nova indústria representa mais um passo na transformação da cooperativa, que deixa de atuar apenas como comercializadora de grãos para se consolidar também como produtora de biocombustíveis e ingredientes para alimentação animal”, diz Galinari.
Expansão
Os investimentos em bioenergia não param por aí. Em Paranaguá, a Coamo está implantando uma indústria de biodiesel, destinada a industrializar o óleo bruto produzido pela cooperativa. O objetivo é agregar ainda mais valor à matéria-prima e ampliar a atuação nos mercados nacional e internacional.
Com a entrada em operação das novas unidades, a cooperativa passará a atuar de forma definitiva no segmento de bioenergia, produzindo etanol e biodiesel.
“Para os cooperados, cada nova indústria representa mais alternativas para a produção agrícola. Quanto maior a capacidade de transformação dos produtos do campo, maior é a geração de riqueza dentro do próprio sistema cooperativista”, afirma Divaldo Correa, diretor Industrial da Coamo. Segundo ele, a industrialização permite que a cooperativa remunere melhor os produtos entregues pelos associados, especialmente quando matérias-primas como o milho são transformadas em produtos de maior valor agregado, como etanol e farelos. Além disso, os resultados gerados pelas indústrias retornam aos cooperados na forma de sobras distribuídas ao final de cada exercício. (Assessoria de Imprensa Coamo)