A Hora da Colheita reúne cooperativas em Maringá

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Promovido na manhã de segunda-feira (24/03), em Maringá (PR), na sede da cooperativa de crédito Sicredi Dexis, o evento A Hora da Colheita, realizado pela Rádio CBN Maringá e mediado pelo jornalista Cassiano Ribeiro (CBN Brasil, Valor Econômico, Globo Rural e O Globo), reuniu representantes de cooperativas de vários segmentos para uma abordagem sobre a colheita da safra 2024/25 e alguns dos principais desafios do setor.

Participaram o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, o presidente da Sicredi Dexis, Wellington Ferreira, que esteve acompanhado do diretor executivo Rogério Machado e outros diretores, e o vice-presidente da Unicampo, Luciano Ferreira Lopes, ao lado de vários dirigentes daquela cooperativa, dentre os quais o presidente André Carlos Garcia Vilhegas.

A bancada contou, ainda, com a presença do prefeito de Maringá, Silvio Barros, da presidente da Sociedade Rural de Maringá, Maria Iraclézia de Araújo, o presidente da Alcopar Bioenergia, Miguel Tranin, o presidente do Grupo Santa Terezinha, Paulo Meneguetti, o reitor da Universidade Estadual de Maringá, Leandro Vanali, e o diretor da Certezza Consultoria, Márcio Rodrigo Frizzo.  

Convidada especial, a senadora Tereza Cristina teve dificuldades de última hora em sua agenda e não conseguiu participar. 

Assuntos 

Lourenço e Galinari comentaram sobre o desempenho da safra de soja 2024/25, que apresentou variações de produtividade devido a problemas climáticos. “Ela não é tão ruim quanto a do ano passado, e nem a maravilha que se esperava”, citou Lourenço, enquanto o presidente da Coamo mencionou que as maiores perdas ocorrem no Mato Grosso do Sul.

Os dois dirigentes falaram também sobre investimentos. Enquanto a Cocamar começa a construir uma nova planta de esmagamento de soja em Maringá, a Coamo implanta uma usina de biodiesel no seu parque industrial em Campo Mourão.    

Entre outros temas, as altas taxas de juros no momento mereceram destaque, uma vez que inibem investimentos por parte dos produtores, ao passo que os representantes do setor de bioenergia discorreram a respeito do início da safra 2025/26, e atenção especial foi dada aos efeitos da reforma tributária no agronegócio.  

Sustentabilidade

Segundo Luiz Lourenço, é preciso atentar para a adoção de práticas conservacionistas, como o manejo adequado do solo. “O solo nem sempre é bem cuidado”, disse, lembrando que uma alternativa para que os produtores sejam mais sustentáveis em seus negócios, é o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, modelo que, entre vários outros benefícios, revitaliza o solo e diversifica as fontes de renda.

Números

Considerando a soja, principal produto do agronegócio paranaense e levando em conta que o Paraná é o 2º maior produtor nacional, em 2024 o Valor Bruto de Produção (VBP) foi de R$ 37,6 bilhões, uma queda de 28,7% em comparação aos R$ 52,7 bilhões alcançados em 2023, refletindo a severidade das condições climáticas.

Em relação ao milho, também o segundo maior estado produtor, houve igualmente de 2023 para 2024 uma queda expressiva de 23,6% no VBP, que passou de R$ 17,1 bilhões para R$ 13 bilhões, como resultado de intempéries que prejudicaram a colheita e a produtividade em várias regiões do estado.

E houve perdas importantes também na safra de trigo, em relação ao qual o Paraná se posiciona entre os principais produtores do país.

Proteína animal

Em compensação, no setor do frango de corte o Paraná manteve a liderança no ranking nacional, com um VBP de R$ 35,7 bilhões (quase igual ao da soja), um crescimento de 8,6% em comparação aos R$ 32,8 bilhões registrados em 2023. Esse desempenho reflete o fortalecimento das exportações, especialmente para mercados asiáticos e do Oriente Médio, e a eficiência das cadeias produtivas integradas no estado.

O Paraná e o 2º maior produtor de leite, o 3º em carne suína, o 4º em produção de ovos, o 1º em cultivo de peixes (tilápia), o 1º em feijão, e tem participação de destaque, no contexto nacional, nos segmentos de cana-de-açúcar (com açúcar, etanol e outros), mandioca, laranja e demais frutas, batata, café, casulos e madeira de floresta manejada.   

Representatividade

Apesar de representar apenas 2,3% do território nacional, o Paraná contribuiu em 2024 com 11,25% de todo o VBP da agropecuária brasileira. Na soma de todas as atividades agrícolas e pecuárias, o VBP, ou seja, toda a geração de riquezas do setor no Paraná em 2024 foi de R$ 136,9 bilhões, ficando abaixo do recorde obtido em 2023, de R$ 153,2 bilhões.  

A expectativa é que com uma safra de verão muito melhor em 2025, em fase final de colheita, os números referentes a este ano subam consideravelmente, fazendo com que o Paraná reconquiste a segunda posição em VBP entre os principais estados produtores, fortalecendo ainda mais a sua economia. (Assessoria de Imprensa Cocamar)  

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