Unimed Cascavel recebe Sistema Ocepar e Unimed Paraná em encontro sobre gestão, desempenho e sustentabilidade
O bom desempenho de uma cooperativa não se mede apenas pelos números que aparecem nos balanços. Ele também se revela na capacidade de transformar resultados em estratégia, antecipar riscos e construir, com visão de futuro, as condições necessárias para que o negócio permaneça sustentável. Essa perspectiva norteou o encontro da Unimed Cascavel com representantes do Sistema Ocepar e da Unimed Federação do Paraná. A reunião institucional com diretores, conselheiros e líderes da cooperativa, foi na manhã de terça-feira (11/08), na sede da singular.
Mais do que uma agenda de acompanhamento, o encontro colocou em evidência a evolução da Unimed Cascavel e abriu espaço para uma discussão estratégica sobre os desafios do setor, os indicadores de desempenho, o controle de custos, os riscos operacionais e os caminhos para fortalecer a sustentabilidade nos próximos anos.
A presença das entidades que representam e acompanham o cooperativismo paranaense também teve um caráter de reconhecimento. Ao analisar os indicadores econômicos e patrimoniais da Unimed Cascavel, o Sistema Ocepar destacou o desempenho da cooperativa em comparação com os resultados observados no conjunto das cooperativas acompanhadas.
“Tanto em termos de resultado quanto em termos patrimoniais, a gente viu que a Unimed Cascavel está muito bem e tem apresentado uma grande e constante evolução. São índices acima da média geral que a gente vem acompanhando no Sescoop”, afirmou Rodrigo Gandara Donini, analista de Monitoramento da Ocepar.
Para ele, entretanto, o valor do encontro ultrapassa a análise dos indicadores. “Esse momento de reunião institucional é muito importante para a gente ir além do acompanhamento matemático feito por meio de indicadores. O encontro presencial nos aproxima da cooperativa”, complementou.
Transformar números em decisões
O acompanhamento realizado pelo Sistema Ocepar está inserido em uma estrutura mais ampla de monitoramento e autogestão das cooperativas brasileiras. A partir das informações fornecidas pelas organizações, são construídos cenários, comparativos e análises que permitem identificar tendências e pontos de atenção.
Segundo Jessé Aquino Rodrigues, coordenador de Monitoramento da Ocepar, a devolutiva às cooperativas é uma das principais finalidades desse processo.
“A gente tem a atribuição de acompanhar os números e receber as informações das cooperativas. Com isso, construímos cenários e elementos comparativos como forma de devolutiva para as cooperativas”, explicou.
No caso da Unimed Cascavel, a reunião permitiu aprofundar essa leitura. O diálogo direto com os conselhos e gestores possibilita compreender o contexto por trás dos números e identificar, com maior precisão, desafios e oportunidades.
“A partir desse diálogo com os conselhos e os gestores, conseguimos identificar melhor os cenários e os desafios que a Unimed Cascavel tem, além das demandas da Cooperativa em relação à Ocepar”, destacou Jessé.
Essa aproximação é especialmente relevante em um setor no qual decisões de hoje podem produzir impactos durante muitos anos. Para uma cooperativa de saúde, crescer de forma sustentável significa equilibrar expansão, qualidade assistencial, investimentos, eficiência operacional, segurança financeira e capacidade de enfrentar mudanças no ambiente regulatório e econômico.
Prevenção para o futuro
A agenda também contou com a participação da Unimed Federação do Paraná, que apresentou temas relacionados à gestão e à prevenção de riscos. Entre eles, o SIAS Complementar (Sistema de Indicadores para Análise e Acompanhamento das Singulares), e a CGP (Consultoria de Gestão Preventiva), que identifica riscos operacionais e pontos de atenção que podem demandar medidas antecipadas.
Antonio Carlos Valezi, diretor Administrativo e Financeiro da Unimed Federação do Paraná, ressaltou a importância de conhecer detalhadamente a estrutura de custos de cada cooperativa e de atuar preventivamente diante dos riscos.
“É fundamental que cada cooperativa tenha um controle detalhado de custos”, afirmou.
Ao mesmo tempo em que apresentou os temas que exigem atenção no sistema como um todo, Valezi fez questão de destacar a realidade encontrada na Unimed Cascavel.
“Os números da Unimed Cascavel e a gestão da Unimed Cascavel são espetaculares. Porém, a média das cooperativas não é assim. Essa é uma dor que precisa de esforços e atenção em todo o Estado”, pontuou.
A avaliação reforça que o desempenho da Unimed Cascavel não é analisado de maneira isolada. Ele faz parte de um cenário mais amplo do cooperativismo de saúde, no qual a troca de experiências entre singulares, Federação e Sistema Ocepar contribui para elevar a maturidade de gestão de todo o sistema.
Crescer hoje sem comprometer o amanhã
Para o diretor-presidente da Unimed Cascavel, Luiz Sérgio Fettback, receber as entidades representativas do cooperativismo é também uma oportunidade de olhar para a própria trajetória da cooperativa com senso crítico e, principalmente, para o futuro.
“Receber o Sistema Ocepar e a Unimed Federação do Paraná é uma oportunidade de reafirmarmos que uma gestão responsável não se faz apenas olhando para o resultado de hoje. O resultado é importante, mas ele precisa estar acompanhado de planejamento, disciplina, governança e visão de futuro. Nosso compromisso é construir uma Unimed Cascavel cada vez mais sólida, preparada para os desafios do mercado e capaz de sustentar seus investimentos e sua capacidade de cuidar. Por isso, trabalhamos com planejamento de curto, médio e longo prazo, sempre buscando equilibrar crescimento, eficiência e segurança. Queremos que as decisões que tomamos hoje sejam capazes de proteger e fortalecer a cooperativa para as próximas gerações”, afirmou.
A fala sintetiza uma das premissas centrais da gestão cooperativista: o resultado financeiro não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para garantir a perenidade da organização, gerar valor aos cooperados, ampliar a capacidade de atendimento aos beneficiários e manter a estrutura preparada para os movimentos futuros do mercado.
Cooperativismo que se fortalece na parceria
A reunião também evidenciou a importância da proximidade entre as diferentes estruturas que compõem o sistema cooperativista. De um lado, o acompanhamento técnico e institucional oferece referências, comparativos e alertas. De outro, a singular compartilha sua realidade, apresenta seus desafios e contribui para que as estratégias do sistema sejam cada vez mais conectadas às necessidades de quem está na ponta.
Nesse modelo, parceria não significa apenas apoio. Significa governança compartilhada, troca de conhecimento e construção conjunta de soluções. O encontro na Unimed Cascavel reforçou justamente essa conexão. (Assessoria de Imprensa Unimed Cascavel)