Cooperativismo em alta: perspectivas econômicas para o agro em 2026 e a força da intercooperação

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cocari 20 01 2026O ano de 2026 se desenha como um período desafiador, mas repleto de oportunidades para o agronegócio brasileiro. Em meio a um cenário marcado por variáveis econômicas, ambiente eleitoral, juros ainda elevados e atenção redobrada ao clima, o cooperativismo se firma como um dos principais pilares de estabilidade, planejamento e crescimento sustentável para o setor.

Na Cocari, a expectativa é de que 2026 seja um ano de consolidação, proximidade com o produtor e fortalecimento da confiança mútua. Para o presidente da cooperativa, Dr. Marcos Trintinalha, fatores externos continuarão influenciando o crédito e o ambiente de negócios, mas há uma perspectiva positiva com a possível redução das taxas de juros a partir do primeiro semestre. “O crédito é um movimento cíclico e exige organização, planejamento e parceria. É nesse contexto que reforçamos o papel da cooperativa ao lado do produtor”, destaca.

A confiança dos cooperados segue como base dos resultados da Cocari. Em 2025, a cooperativa recebeu a maior safra de sua história, abrangendo soja, milho safrinha e culturas de inverno — reflexo direto da segurança e da credibilidade construídas ao longo dos anos. Para 2026, a expectativa é de boas condições climáticas e produtividade, tanto na safra de verão quanto na de inverno.

Outro destaque é o fortalecimento do Programa Sou Mais Cocari, que seguirá ampliando condições diferenciadas aos associados, incentivando o planejamento antecipado de compras e safras, além da proximidade técnica por meio de consultores agronômicos, zootécnicos e veterinários. “Nosso melhor está ligado à proximidade que queremos trilhar com os cooperados”, reforça o presidente. 

Intercooperação, inovação e presença no campo

Para o superintendente de Insumos Agrícolas da Cocari, Roberson Lima, 2026 começa com um misto de desafios e oportunidades. “Esse ano requer atenção redobrada quanto à volatilidade de mercado e questões climáticas, porém nos mantemos firmes em nosso propósito de impulsionar o agro sustentável e é justamente nesse cenário que o cooperativismo se mostra um modelo resiliente, capaz de gerar segurança e oportunidades ao produtor”, analisa.

Na visão do superintendente, a resposta para os desafios de 2026 está na inovação.  “Parcerias estratégicas e soluções construídas em conjunto ampliam nosso impacto e fortalecem o portfólio de produtos e serviços oferecidos aos associados. Quando o agricultor prospera, toda a cadeia se fortalece”, afirma.

Roberson aponta que entre as ações previstas para o início de 2026, estão a intensificação da consultoria técnica no campo e a realização de eventos de alinhamento estratégico, reforçando a transparência e o engajamento. “Estaremos ainda mais presentes no campo em 2026, intensificando a consultoria técnica e promovendo momentos de alinhamento com cooperados e colaboradores, porque só com proximidade e união conseguiremos construir um futuro sólido”, completa. 

Industrial e crescimento integrado

No ambiente industrial, o superintendente Jacy Cesar Fermino da Rocha destaca que será um período complexo. “O ano de 2026 será complexo do ponto de vista econômico e comercial, com juros elevados e ajustes tributários, o que exige da cooperativa eficiência operacional, disciplina financeira e decisões estratégicas bem planejadas”, detalha.

Entre os principais projetos está a ampliação do Fomento Avícola, acompanhando o crescimento da Aurora Coop, com previsão de mais 100 mil metros quadrados de integração até 2027, fortalecendo a cadeia produtiva e gerando valor aos integrados.

A área de rações também projeta retomada de volumes, ampliação do portfólio e investimentos em capacidade produtiva, com destaque para os segmentos Aqua, Pet e Ruminantes.

Outros segmentos estratégicos, como fiação, piscicultura e sementes, entram em 2026 com foco em eficiência, ampliação de mercado, fortalecimento de parcerias e ganhos de competitividade, sempre alinhados à sustentabilidade e à previsibilidade produtiva. “Na área industrial, trabalhamos para ampliar capacidade, fortalecer portfólios e ganhar competitividade, seja em rações, seja em piscicultura, sementes ou fiação, integrando os negócios e garantindo previsibilidade e resultados”, ressalta Jacy.

Cooperativismo paranaense em crescimento

No cenário estadual, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, avalia que, apesar dos desafios enfrentados em 2025, como questões climáticas, mercado internacional e sanidade animal, o cooperativismo paranaense fechou o ano com resultados positivos. O sistema reúne 255 cooperativas, com 4,5 milhões de cooperados, e deve ultrapassar R$ 220 bilhões em faturamento, crescimento de 8% em relação a 2024.

As cooperativas agropecuárias respondem por 66% da produção de grãos e 45% da produção de proteína animal no Paraná, exportando para mais de 150 países. Além disso, o setor gera 154 mil empregos diretos, com forte potencial de expansão industrial. “Temos um cooperativismo forte, moderno e profissional, que gera renda, desenvolvimento regional e qualidade de vida”, afirma Ricken.

O otimismo para 2026 também se apoia na expectativa de boa safra e na forte demanda internacional por alimentos, além do avanço do Plano Paraná Cooperativo, que projeta alcançar R$ 300 bilhões de faturamento até 2027. 

Cooperativismo como solução global

No âmbito nacional, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca que o reconhecimento do cooperativismo pela ONU em 2025 deixou um legado permanente, ampliando visibilidade, negócios e representação institucional. Para ele, o movimento entra em 2026 com o desafio de transformar essa visibilidade em engajamento e políticas públicas permanentes. “O cooperativismo é solução real para desafios econômicos, sociais e ambientais”, afirma.

Entre as prioridades para 2026 estão o fortalecimento do crédito e dos seguros cooperativos, a bioeconomia, a inovação, a inclusão produtiva e a formação de lideranças jovens e femininas, além da atuação estratégica em um ano eleitoral. 

Olhando para o futuro

Diante de um cenário complexo, mas promissor, Cocari, Ocepar e OCB convergem em um ponto central: cooperar é mais eficiente, seguro e sustentável do que competir sozinho. Com planejamento, intercooperação, proximidade com o produtor e investimentos estruturantes, o cooperativismo segue como protagonista no desenvolvimento do agro e da economia brasileira em 2026. (Assessoria de Imprensa Cocari)

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