Informe Mercado Internacional - Novembro.2024
Nesta edição, o Informe de Mercado Internacional de agosto com principais destaques da Balança Comercial do primeiro semestre de 2024.
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O Informe de Crédito Rural da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar tem como propósito acompanhar o progresso do financiamento agrícola no Brasil e a alocação de recursos para as cooperativas em nível nacional e no estado do Paraná. Além disso, visa identificar e comparar o volume de recursos captados mensalmente em comparação com safras anteriores. Até abril de 2024, o montante de Crédito Rural contratado para a Safra 2023/24 ultrapassou os R$ 347 bilhões. Isso significa que aproximadamente 80% dos recursos disponíveis para esta safra (R$ 435,8 bilhões) já foram contratados. As principais fontes de recursos são Recursos Livres (55%) e Fundos Constitucionais (20%), seguidos por BNDES (8%) e Poupança Rural (6%). Comparando com a safra anterior, nota-se uma mudança na distribuição dos recursos, com um aumento da participação de Recursos Livres e uma redução na participação de Fundos Constitucionais. No que diz respeito ao setor cooperativista, o informe revela que as cooperativas brasileiras já captaram cerca de R$ 37,24 bilhões desde o início do Plano Safra até abril de 2024. É relevante destacar que esse valor corresponde a 37% a mais do total captado no plano safra passado. A distribuição dos recursos foi majoritariamente destinada para atividades de industrialização, custeio, investimento e comercialização, nessa ordem de importância. As cooperativas paranaenses já captaram neste mesmo período cerca de R$ 12,2 bilhões, o que representa aproximadamente 33% do montante total captado pelas cooperativas do Brasil. Além disso, o total captado pelas cooperativas do Paraná na safra 2023/24, já ultrapassa em 50% do valor total captado na safra passada.
A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) publica, semanalmente, informes com os principais destaques de assuntos de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP); proposições no âmbito do Poder Executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Os informes também são disponibilizados na Rádio Paraná Cooperativo (clique aqui)
O Informe de Crédito Rural da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar tem como objetivo observar a evolução do funding do Crédito Rural no Brasil, bem como os recursos disponibilizados para as cooperativas a nível nacional e do estado do Paraná, além de identificar e comparar o volume de captação de recursos mensais com safras anteriores. O total das contratações de Crédito Rural na Safra 2022/23, superou em R$ 113 bilhões nos dois meses do seu lançamento. Vale destacar que a maior parte dos recursos usados para contratação teve origem na poupança rural (49%); recursos obrigatórios (22%); recursos com taxas livres (17%); fundos constitucionais (7%), BNDES equalizável (4%) e Outros (1%). O informe demonstra que no período que compreende os meses de julho de 2022 até setembro de 2022, ou seja, os dois primeiros meses do novo Plano Safra, as cooperativas brasileiras captaram R$ 5,73 bilhões, sendo a maior parte destinados para à industrialização e custeio, nesta ordem de importância. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 2,02 bilhões, representando, no plano safra 2022/23, mais de 35% dos recursos captados pelas cooperativas nacionais, destacando-se os segmentos: industrialização e custeio. A captação dos recursos aumentou, significativamente, quando comparado com anos anteriores tendo a maior necessidade para cobrir o elevado custo de produção apresentado nesta safra. Apesar do cenário econômico estar conturbado, as cooperativas paranaenses apostam na agregação investindo na industrialização para, consequentemente, expandir seus mercados e suas sobras. Verifica-se também que a captação total de recurso Crédito Rural, em agosto da safra 2022/23, apresentou um forte crescimento em relação ao mesmo período do ano passado. Contudo, dado o aumento do custo de produção provocado pelo cenário econômico, o volume captado até o momento é relevante, tendo em vista que os preços recebidos pelas commodities são otimistas e influenciam da tomada de decisões do produtores, desde a aquisição de insumos como máquinas agrícolas.
No ano de 2025, o Brasil foi surpreendido mais de uma vez com o anúncio de tarifas para a entrada de produtos brasileiros nos EUA. Em abril de 2025, o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, anunciou tarifas destinadas a setores estratégicos de países tidos como concorrentes ou com relações comerciais desequilibradas com os EUA. O Brasil, maior economia da América Latina e grande player do agronegócio global, foi no momento taxado com 10%. Em julho, um novo anuncio por meio de carta direta ao presidente Lula, eleva esses valores para 50% com entrada em vigor prevista para 1º. de agosto. No final do mesmo mês, cerca de 700 produtos foram excluídos da lista, levando ao setor produtivo a necessidade de avaliar os impactos, agora com entrada em vigor adiada para o dia 06 de agosto.