IRI - nº 14 - Informe semanal - abril.2025
A Coordenação de Relações Parlamentares do Sistema Ocepar, vinculada à Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec) publica, semanalmente, informes com os principais destaques de assuntos de interesse do cooperativismo em discussão tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP); proposições no âmbito do Poder Executivo (federal, estadual e municipal), além de outros temas vinculados às áreas de atuação das cooperativas do Paraná. Os informes também são disponibilizados na Rádio Paraná Cooperativo (clique aqui)
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O Informe de Crédito Rural da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, tem como objetivo observar a evolução do funding do Crédito Rural no Brasil, bem como os recursos disponibilizados para as cooperativas a nível nacional e do estado do Paraná, além de identificar e comparar o volume de captação de recursos mensais com safras anteriores. O acumulado de Crédito Rural na Safra 2022/23 contratado até fevereiro superou os R$ 241 bilhões. O montante é de, aproximadamente, 22% superior ao registrado no mesmo período da safra passada, quando foram captados R$ 198 bilhões. Vale destacar que a maior parte dos recursos usados para contratação do Plano Safra vigente teve origem na poupança rural (39%); recursos obrigatórios (24%); recursos com taxas livres (21%); fundos constitucionais (7%), BNDES equalizável (6%) e outros (3%). Com relação ao setor cooperativista, o informe demonstra que as cooperativas brasileiras captaram do início do Plano Safra até janeiro do corrente ano, cerca de, R$ 20,26 bilhões, ou seja, R$ 1,31 bilhões a mais do volume captado referente ao mês anterior (R$ 18,95 bilhões). A distribuição dos recursos tem como a maior parte destinados para à industrialização, custeio, comercialização e investimento, nesta ordem de importância. As cooperativas paranaenses, até o momento, captaram um volume significativo de recursos, ou seja, aproximadamente 30% (R$ 6,16 bilhões) do total captado pelas cooperativas do país. As cooperativas paranaenses aplicaram os recursos captados nas finalidades de industrialização, custeio, investimento e comercialização. Verifica-se também, que o montante total já captado de Crédito Rural do Plano Safra 2022/23 represente um montante de R$ 241,9 bilhões dos R$ 340,9 bilhões disponibilizados. Ou seja, aproximadamente, 71% dos recurso do Plano Safra já foram utilizados.
O Informe de Crédito Rural da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar tem como objetivo monitorar a evolução do financiamento agrícola no Brasil, com foco especial na destinação de recursos para as cooperativas, tanto no âmbito nacional quanto no estado do Paraná. Além disso, realiza a análise e a comparação do volume de recursos contratados mensalmente em relação às safras anteriores. No acumulado dos seis primeiros meses de vigência do Plano Safra 2025/26, os recursos aplicados no crédito rural têm origem em diversas fontes, sendo a principal os Recursos Livres, que respondem por 36% do total. Na sequência, destacam-se os Recursos Obrigatórios (21%), LCA (16%), Poupança Rural (9%), Fundos Constitucionais (9%), BNDES (5%) e Outras Fontes (3%). Os dados, divulgados pelo Banco Central do Brasil, evidenciam a diversificação das fontes de financiamento disponíveis para o setor rural. A evolução do crédito rural nos últimos anos revela uma tendência de redução no volume contratado, reflexo, em grande parte, do aumento das taxas de juros em decorrência da elevação da taxa Selic. No Plano Safra 2023/24, o montante contratado foi de R$ 415,46 bilhões, enquanto no ciclo seguinte (2024/25) totalizou R$ 377,99 bilhões. Para a safra atual (2025/26), estão disponíveis R$ 594,4 bilhões para contratação. Contudo, o acumulado nos seis primeiros meses de operação (julho a dezembro de 2025) foram contratados R$ 187,02 bilhões, valor 15,1% inferior ao registrado no mesmo período da safra passada (R$ 220,38 bilhões). As cooperativas brasileiras contrataram, neste período inicial da safra 2025/26, cerca de R$ 26,47 bilhões em financiamentos rurais. Desse total, as cooperativas paranaenses respondem por, aproximadamente, 29% (R$ 7,63 bilhões), reforçando a relevância do Paraná no cenário nacional do crédito rural.
A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (28/03), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2022, 2023 e 2024. O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, no período de um ano. Ele é um indicador de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período, por exemplo, se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo, por isso ele é um indicador importante para a avaliação do desempenho da economia. A projeção para o PIB do país não variou com relação à projeção da semana passada, ou seja, em 2022 o país deve crescer 0,5%, um crescimento inferior ao de 2021. O IPCA é um índice criado para medir a variação de preços do mercado para o consumidor final, e representa o índice oficial da inflação no Brasil. A projeção para o IPCA (inflação) para o ano de 2022 ficou em 6,89 % a.a, acima da projeção da semana passada, ficando acima dos limites da meta estabelecida pelo governo. A Selic é a taxa básica de juros da economia no Brasil, utilizada no mercado interbancário para financiamento de operações com duração diária, lastreadas em títulos públicos federais. A projeção para a taxa SELIC não variou com relação à projeção da semana passada, devendo encerrar o ano de 2022 em 13% a.a. A taxa de câmbio é uma relação entre moedas de dois países que resulta no preço de uma delas medido em relação à outra. Além de expressar quantitativamente a condição de troca entre duas moedas, ela expressa as relações de troca entre dois países. O câmbio é uma das variáveis macroeconômicas mais importantes, sobretudo para as relações comerciais e financeiras de um país com o conjunto dos demais países. A projeção para a taxa de CÂMBIO diminui com relação à projeção da semana passada, devendo encerrar o ano de 2022 em R$ 5,25 / dólar. Informe elaborado pela GETEC - Ocepar com base no Boletim Focus de 25 de março de 2022 - Bacen.
O Informe de Crédito Rural da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, tem como objetivo observar a evolução do funding do Crédito Rural no Brasil, bem como os recursos disponibilizados para as cooperativas a nível nacional e no Paraná, além de comparar a captação de recursos mensais com safras anteriores. Dos R$ 251,2 bilhões anunciados pelo governo federal para a safra 2021/22, R$ 239,5 bilhões foram aplicados até o mês de maio de 2022, a maior parte dos recursos, ou seja, 43%, teve origem na poupança rural; 22% em recursos obrigatórios; 21% em recursos com taxas livres; 9% em fundos constitucionais, 5% no BNDES equalizável e menos de 1% em outras fontes. O informe demonstra que no período que compreende os meses de julho de 2021 até maio de 2022, as cooperativas brasileiras captaram R$ 33,3 bilhões, sendo a maior parte destinados à industrialização, custeio, comercialização e investimento, nesta ordem de importância. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 11,56 bilhões, representando mais de um terço dos recursos captados pelas cooperativas nacionais, destacando-se os segmentos: industrialização e custeio. Essa captação de recursos poderia ser ainda maior se existisse uma disponibilidade de recurso orçamentário do Plano Safra disponível. Entretanto, apesar das adversidades impostas pelo cenário econômico as cooperativas paranaenses acreditam que a agregação de valor, por meio de investimentos em industrialização, seja o fator diferencial para expandir mercado e suas margens de lucros, consequentemente. Verifica-se também, que a captação total de recursos na política do Crédito Rural, em maio da safra atual (2021/2022), apresentou um leve crescimento em relação ao acumulado do mês anterior. Mantendo-se próximo do acumulado no mês de maio das safras 2017/18, 2018/19 e 2019/20, ficando com uma margem significativa abaixo do acumulado de recursos aplicados na safra 2020/21.