COOPERATIVISMO II: Castrolanda, da amostra à marca própria
Quando a cooperativa Castrolanda (Castro, Campos Gerais) começou a produzir salgadinhos de batata, em 2003, oferecia um pacote aos representantes das empresas clientes para convencê-los da qualidade do produto. Foi assim que surgiu a marca Frittas Coop. A terceirização se manteve e agora, com nova versão dos salgadinhos de batata e o couro pururuca, a meta é conquistar o consumidor e crescer.
Produção - A fábrica fica localizada na colônia Castrolanda e produz 100 toneladas/ano de salgados. Desse total, apenas 10% são voltados para as marcas próprias da Castrolanda. A maioria restante é vendida para as fábricas da Tip Top (Campina Grande do Sul), Slice (Itajaí-SC), Ki-fritas (Itajaí-SC), Lavale (Araucária) e Divina Mesa (Curitiba). Também são vendidas batatas salgadas a granel para outras indústrias.
Marcas próprias - Como a unidade resolveu investir no varejo, parou a fabricação da marca Frittas Coop, em 2009, e passou a formatar o projeto das marcas próprias. Em março deste ano, lançou a linha Smaaks, de batatas onduladas com sabores, e a linha Spekys, de couro pururuca. Os salgados com o nome da Castrolanda são vendidos em 2,5 mil pontos de venda. Há distribuidores em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Cambé, no Norte do estado, e em Cascavel, no Oeste. "Assim, podemos atender a todo o estado", afirma o coordenador de produção, Cassiano de Oliveira Carrano.
Cautela - O projeto é cauteloso, por enquanto. "Queremos crescer, mas vamos consolidar o mercado no Paraná primeiro", pondera, lembrando que a intenção é atingir outros estados e até mesmo ampliar o número de produtos. A matéria-prima é ofertada entre os próprios produtores da Castrolanda. A batata, da variedade Atlantic - própria para a fabricação de salgados -, vem de Castro. Já o couro de porco vem de uma indústria catarinense que desenvolveu a técnica do couro desidratado. O material é tratado na unidade paranaense e empacotado para o consumidor.
Preço - Conforme Carrano, o preço do produto final é praticamente o mesmo praticado pelas marcas famosas. Segundo ele, as empresas clientes da unidade não viram o investimento em linhas próprias como uma concorrência, já que o abastecimento à clientela continua o mesmo. A intenção, conforme Carrano, é manter a terceirização. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)