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Cocari capacita equipe técnica para orientar cooperados na implantação da safra de soja 26/27

cocari I 02 09 2026Com o início da nova safra de soja se aproximando, a Cocari reuniu, na última sexta-feira (28/08), mais de 80 profissionais que integram seu corpo técnico no Paraná para um dia inteiro de capacitação sobre sementes e semeadura da cultura da soja. Promovido pelo Departamento Técnico (Detec), o treinamento foi conduzido pelo engenheiro agrônomo e doutor em sementes Ricardo Bagatelli, pesquisador e consultor com experiência em produção vegetal e tecnologia de sementes no Brasil e no Paraguai.

A programação combinou conteúdo teórico atualizado com atividades práticas e dinâmicas envolvendo sementes de soja, qualidade fisiológica, semeadura e comportamento das sementes em diferentes condições. Esse trabalho prático foi elaborado e conduzido pela equipe de profissionais que integra o Laboratório de Análise de Sementes (LAS), da Cocari. O objetivo foi ampliar o conhecimento dos profissionais que estão na linha de frente da assistência técnica aos cooperados, fortalecendo sua capacidade de interpretar situações de campo e orientar as melhores decisões para a implantação da lavoura.

Para o gerente do Detec da Cocari, Rafael Herrig Furlanetto, a capacitação faz parte de um compromisso permanente da cooperativa com a qualidade da assistência oferecida aos produtores.

“A Cocari sempre investe na capacitação do seu time, porque o nosso propósito é levar uma orientação de qualidade ao nosso cooperado.”

Segundo Rafael, o treinamento ocorre em um momento estratégico do calendário agrícola, quando os produtores se preparam para iniciar um novo ciclo de verão.

“Estamos encerrando o inverno, começando um novo ciclo de verão, e hoje estamos falando principalmente da qualidade da Sementes Cocari. A semente da Cocari é um elo na cadeia de produção, que deve estar atrelada a todo um portfólio de práticas adequadas e conhecimento.”

Por isso, a proposta do treinamento foi justamente conectar a qualidade dos insumos ao conhecimento necessário para utilizá-los corretamente. “Estamos hoje com o propósito de treinar o time, passar para ele todas as orientações, para que ele possa levar uma informação de qualidade para o produtor”, explica o gerente.

Semeadura exige planejamento e precisão

Entre os principais temas abordados esteve a implantação da lavoura. A semeadura é uma etapa que exige planejamento, pois decisões ou falhas ocorridas nesse momento podem comprometer o desenvolvimento da cultura posteriormente.

Rafael destaca que a preparação envolve diferentes fatores, desde a escolha da semente até as condições de operação da máquina.

“O produtor precisa ter uma regulagem de máquina muito bem-feita. A máquina é um instrumento importante para poder colocar essa semente no lugar certo.”

Além da regulagem da plantadeira, o produtor precisa observar as condições de umidade e temperatura do solo e seguir as recomendações técnicas para o momento da operação.

“A semente, a Cocari fornece a qualidade. O profissional leva o conhecimento. E o produtor faz isso com capricho, com orientação, para garantir o início de safra da melhor forma.”

A mesma visão foi destacada por Ricardo Bagatelli. Para ele, diante da complexidade do cenário agrícola, o produtor precisa evitar que a ansiedade pelo início do plantio faça com que etapas importantes sejam deixadas de lado.

“É muito importante a gente ter calma, escolher corretamente a nossa variedade, o nosso parceiro de sementes, sementes de alto vigor, muito bem tratadas, e que a gente possa ter feito o nosso dever de casa.”

Esse “dever de casa”, segundo o especialista, inclui revisar a plantadeira, preparar adequadamente o solo, verificar a palhada e realizar a dessecação pré-plantio, entre outros cuidados.

Vigor das sementes e acompanhamento técnico

Um dos conceitos trabalhados durante o treinamento foi o papel do vigor das sementes na implantação da lavoura. Para Bagatelli, o vigor deve ser considerado um requisito fundamental na escolha do material.

“Nós não discutimos mais isso. Não se discute se vamos ter vigor ou não. É obrigatório ter vigor, independente do cenário.”

O especialista explica que o vigor está diretamente relacionado à capacidade de a semente estabelecer rapidamente uma planta, reduzindo o período em que permanece exposta às condições do ambiente.

“Vigor é ganhar tempo. Fazer com que a gente tenha a condição de dar a semente, ela fica o menor tempo possível no solo. Ela vire uma planta logo. Estabeleça uma lavoura de forma mais rápida possível.”

Durante as atividades práticas, os técnicos puderam observar justamente diferenças de desempenho das sementes em diferentes condições, relacionando conceitos de fisiologia e qualidade de sementes às situações que podem ser encontradas nas propriedades.

Para Bagatelli, esse conhecimento precisa chegar ao produtor por meio de uma assistência técnica próxima e presente.

“Nós estamos vivendo a era da IA, mas nada supera ir lá. A recomendação que eu tenho dado sempre é essa: é ir lá, acompanhar o processo.”

De acordo com o especialista, a assistência técnica tem papel fundamental porque a semeadura é uma atividade que envolve diferentes elementos e precisa ser acompanhada de perto.

“A semeadura é uma atividade compartilhada: entre o vigor da semente, da semeadura, com o uso da semente, amparado pela assistência técnica.”

Da agricultura de produto para a agricultura de processo

A importância da capacitação do DETEC também foi relacionada por Bagatelli a uma transformação na própria forma de fazer agricultura.

“Nós estamos vivendo um momento que nós não estamos mais na agricultura de produtos, nós estamos na agricultura de processo. E aqui no meio está o serviço.”

Para ele, o diferencial da cooperativa está justamente na capacidade de associar produtos e tecnologia a conhecimento e acompanhamento técnico.

“O serviço que a cooperativa faz, exatamente, é o grande diferencial. É respaldar tecnicamente, validado pela assistência técnica, pelo departamento técnico da cooperativa, as recomendações que foram feitas.”

É essa conexão entre tecnologia, conhecimento e acompanhamento que a Cocari busca fortalecer com a capacitação permanente de seus profissionais.

Rafael reforça que o objetivo final de todo esse processo está diretamente ligado ao resultado obtido pelo cooperado.

“O nosso principal objetivo, ao final de tudo isso, é que qualidade e conhecimento gerem produtividade e rentabilidade ao nosso associado.”

Manejo de plantas daninhas também está no foco

Além de sementes e semeadura, o treinamento integra um processo mais amplo de atualização do corpo técnico da Cocari. Rafael lembra que o manejo de plantas daninhas também vem sendo trabalhado pelo Detec desde junho, diante dos desafios enfrentados pelos produtores nos últimos anos.

“Plantas daninhas talvez tenham sido o principal problema dos produtores nesses últimos anos. A gente já vem capacitando o Detec desde junho com relação à orientação correta ao manejo das plantas daninhas.”

A preparação da equipe, portanto, acompanha as diferentes etapas do ciclo produtivo, com o propósito de oferecer ao cooperado uma assistência cada vez mais qualificada e alinhada às condições encontradas no campo.

Ao investir na atualização de seu corpo técnico, a Cocari fortalece um dos principais elos de sua relação com o produtor: transformar conhecimento em orientação prática para ajudar o cooperado a tomar decisões mais seguras e buscar melhores resultados na lavoura. (Assessoria de Imprensa Cocari)

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