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CEREALISTA DEU GOLPE EM MARIALVA

Cerca de duzentos agricultores da região de Maringá estão acusando a Cerealista Nossa Senhora Aparecida, de Marialva, de dar um golpe no valor aproximado de R$ 1,6 milhão pelo não pagamento de 100 mil sacas de soja e milho. O dono da empresa, Gilson Franzini, desapareceu no dia 28 de abril, dois dias antes da data acertada para o pagamento aos credores. Os agricultores lesados não levaram em conta o adágio popular que diz: ?Quando a esmola é demais, o santo desconfia?. Enquanto o mercado pagava entre R$ 17,00 a R$ 17,20 a saca de soja, a cerealista oferecia R$ 18,00 por saca, para pagamento no dia 30 de abril. Mas quando os agricultores foram receber, nem móveis havia no escritório da cerealista. Pequenos e médios produtores são a maioria entre os lesados, mas há produtores a quem a cerealista deve R$ 230 mil. Também em Paiçandú, no distrito de Água Boa, a cerealista de Agenor Dionísio Braga Filho, o ?Nhozinho?, aplicou golpe contra agricultores no valor de R$ 1,2 milhão.

Não há milagres nesse negócio - Os dois episódios, recentes, não são fatos isolados. Ocorrem em inúmeras cidades onde, muitas vezes, ?laranjas? são contratados para dizer que receberam o valor contratado. Muitos agricultores, no afã de receberem um dinheiro a mais, acabam comprometendo a safra inteira. ?Não tem milagre nesse negócio?, afirma o vice-presidente da Cocamar, José Fernandes Jardim Júnior. ?É questão de ver a estrutura que tem por trás do negócio. Nas cooperativas, quanto se perdeu? Mesmo com alguns casos de dificuldades, as cooperativas sempre honraram seus compromissos com os cooperados?, conclui José Fernandes Jardim Júnior.

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