Cocamar: Dia de Campo apresenta resultados de cooperação técnica com a Embrapa Agropecuária Oeste, em Anaurilândia (MS)
Para apresentar resultados de trabalhos que vêm sendo conduzidos por uma equipe de pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados (MS), junto à Fazenda Cerrado 3 A, no município de Araurilândia, naquele estado, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial promove no dia 18 deste mês um Dia de Campo no local.
Programado para o período das 9 às 12h, o evento é direcionado a produtores, pecuaristas e técnicos do município e região.
Conforme explica o pesquisador Dr. Rodrigo Arroyo Garcia, da instituição, foram estruturadas ali duas Unidades de Referência Tecnológicas (URT): uma voltada ao sistema de integração lavoura-pecuária e, outra, a alternativas para a entressafra da soja.
Desafios
“A gente está fazendo um trabalho em parceria com a Cocamar, porque essa região é um desafio bastante grande”, comenta Garcia, ao frisar que a expansão da atividade agrícola vem ocorrendo em solos mais fracos e típicos de Anaurilândia, onde há histórico de veranicos.
“Os desafios de solo e clima fazem parte da realidade do produtor, tanto que ali se observa o predomínio de pecuária extensiva, com pastagens degradadas”, diz, ao acrescentar que a região oferece oportunidades, mas sob um risco maior. Por isso, a Embrapa, com sua equipe, desenvolve na fazenda um trabalho para garantir mais sustentabilidade à soja, a cultura de maior retorno econômico.
ILP
Na URT sobre integração lavoura-pecuária, que tem a presença de gado, é realizada a reforma da pastagem, começando pela correção química do solo com calcário e gesso, reposição de nutrientes e plantio de capim com vistas à safra de soja do ciclo 2026/27. “É feito todo esse trabalho com o objetivo de elevar o potencial da soja mediante um risco menor”, além da receita antecipada obtida pela pecuária, detalha Garcia.
Alternativas
Na outra URT, voltada exclusivamente à lavoura, em vez da predominância do sistema soja-milho, comum em outras regiões, mas que, segundo o pesquisador, dificilmente se consolidará ali. De início, estão sendo experimentadas opções para o período de safrinha com o intuito de melhorar o solo, o ambiente de produção, garantir uma renda adicional e potencializar a soja.
Nesse contexto, o milho entra para servir de comparação, ao lado de culturas mais tolerantes a condições menos favoráveis de solo e clima, entre as quais o sorgo – considerado por Garcia “uma alternativa interessante, de menor custo e com retorno econômico” -, a exemplo do gergelim, que vem conquistando espaço pelo custo mais acessível e as possibilidades de mercado, o milheto, voltado a produzir grãos, e até mesmo a carinata, matéria-prima utilizada para fabricação de biocombustível.
O trabalho compreende também – completa o pesquisador - um mix de espécies destinadas apenas à produção de massa, para cobertura do solo, além da própria braquiária. (Assessoria de Imprensa Cocamar)