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Cocamar: Dia de Campo apresenta resultados de cooperação técnica com a Embrapa Agropecuária Oeste, em Anaurilândia (MS)

cocamar 16 06 2026Para apresentar resultados de trabalhos que vêm sendo conduzidos por uma equipe de pesquisadores da Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados (MS), junto à Fazenda Cerrado 3 A, no município de Araurilândia, naquele estado, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial promove no dia 18 deste mês um Dia de Campo no local.

Programado para o período das 9 às 12h, o evento é direcionado a produtores, pecuaristas e técnicos do município e região.

Conforme explica o pesquisador Dr. Rodrigo Arroyo Garcia, da instituição, foram estruturadas ali duas Unidades de Referência Tecnológicas (URT): uma voltada ao sistema de integração lavoura-pecuária e, outra, a alternativas para a entressafra da soja.

Desafios

 “A gente está fazendo um trabalho em parceria com a Cocamar, porque essa região é um desafio bastante grande”, comenta Garcia, ao frisar que a expansão da atividade agrícola vem ocorrendo em solos mais fracos e típicos de Anaurilândia, onde há histórico de veranicos.

“Os desafios de solo e clima fazem parte da realidade do produtor, tanto que ali se observa o predomínio de pecuária extensiva, com pastagens degradadas”, diz, ao acrescentar que a região oferece oportunidades, mas sob um risco maior. Por isso, a Embrapa, com sua equipe, desenvolve na fazenda um trabalho para garantir mais sustentabilidade à soja, a cultura de maior retorno econômico.

ILP

 Na URT sobre integração lavoura-pecuária, que tem a presença de gado, é realizada a reforma da pastagem, começando pela correção química do solo com calcário e gesso, reposição de nutrientes e plantio de capim com vistas à safra de soja do ciclo 2026/27. “É feito todo esse trabalho com o objetivo de elevar o potencial da soja mediante um risco menor”, além da receita antecipada obtida pela pecuária, detalha Garcia.

Alternativas

 Na outra URT, voltada exclusivamente à lavoura, em vez da predominância do sistema soja-milho, comum em outras regiões, mas que, segundo o pesquisador, dificilmente se consolidará ali. De início, estão sendo experimentadas opções para o período de safrinha com o intuito de melhorar o solo, o ambiente de produção, garantir uma renda adicional e potencializar a soja.

Nesse contexto, o milho entra para servir de comparação, ao lado de culturas mais tolerantes a condições menos favoráveis de solo e clima, entre as quais o sorgo – considerado por Garcia “uma alternativa interessante, de menor custo e com retorno econômico” -, a exemplo do gergelim, que vem conquistando espaço pelo custo mais acessível e as possibilidades de mercado, o milheto, voltado a produzir grãos, e até mesmo a carinata, matéria-prima utilizada para fabricação de biocombustível.

O trabalho compreende também – completa o pesquisador - um mix de espécies destinadas apenas à produção de massa, para cobertura do solo, além da própria braquiária. (Assessoria de Imprensa Cocamar)

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