NOTÍCIAS INOVAÇÃO

Cocamar testa composto com resíduos sólidos urbanos como combustível em caldeiras de seu parque industrial

defaultCom a ampliação de sua capacidade industrial e do processamento de soja previsto para 2027, quando colocará em operação uma nova indústria, em Maringá (PR), a Cocamar Cooperativa Agroindustrial passa a demandar mais biomassa para geração de vapor em suas caldeiras.

Nesse sentido, o composto biossintético industrial, proveniente de resíduos sólidos urbanos que teriam como destino os aterros sanitários, surge como uma alternativa complementar, além de apresentar uma solução sustentável para um problema comum nas cidades, alinhada aos princípios da economia circular.

A Cocamar está sendo uma das primeiras corporações do segmento industrial do Paraná a realizar estudos de viabilidade técnica com a utilização de novas fontes de energia, testando a queima desse composto mediante autorização do Instituto Água e Terra (IAT) e com monitoramento ambiental específico.

Segundo a cooperativa, que fez o teste entre os dias 16 e 20 de junho, o material apresenta poder calorífico elevado e potencial para aproveitamento energético em processos industriais.

O resíduo 

Conforme explica a gerente de Responsabilidade Socioambiental da Cocamar, Silvia Podolan, para que possa ser utilizado, o resíduo sólido urbano comum passa por etapas de separação com a retirada de metais e outros componentes inadequados para esse fim. Em seguida é triturado, seco e processado em reator para sua homogeneização, gerando assim um combustível sólido de composição controlada e próprio para uso energético.

Nos testes ocorridos na Cocamar, além de elevado poder calorífico, o composto apresentou baixa umidade e potencial comparável a outros tipos de combustíveis empregados na geração de calor, sendo utilizado em dois percentuais de adição complementar ao cavaco de madeira – limitados a 10% e 20% - conforme estabelece a legislação. Os limites têm como objetivo evitar a descaracterização do combustível principal, o cavaco de madeira.

Em síntese, de acordo com Silvia, foram avaliados o comportamento operacional da caldeira, a eficiência da combustão, as características físico-químicas do material, a conformidade com a legislação ambiental e emissões atmosféricas geradas durante o processo.

“Durante os testes foram monitorados diversos parâmetros ambientais, incluindo material particulado, monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, metais, dioxinas, furanos e outros compostos exigidos pela legislação ambiental”, explica a gerente.

Benefícios

Entre os principais benefícios potenciais do uso desse composto, Silvia destaca a redução do volume de resíduos encaminhados para aterros sanitários, a criação de uma alternativa energética complementar ao cavaco de madeira na indústria, o estímulo à economia circular por meio da valorização de resíduos, o aproveitamento energético de materiais que hoje são descartados e potencial diversificação da matriz de combustíveis utilizada na indústria.

“Com a disponibilização dos resultados dos monitoramentos ambientais, a Cocamar poderá concluir a análise técnica e ambiental da utilização do composto como combustível complementar, verificar a conformidade da operação com os requisitos legais e definir os próximos encaminhamentos junto aos órgãos ambientais competentes”, informa.

A gerente acrescenta, ainda, que conforme previsto no Plano de Avaliação de Desempenho, os resultados do teste e dos monitoramentos deverão subsidiar a elaboração de um relatório técnico final a ser apresentado para avaliação do órgão ambiental. (Assessoria de Imprensa Cocamar)

Conteúdos Relacionados

Image
SISTEMA OCB © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.