Plano de trabalho para 2026 inclui desafios e estabelece prioridades
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Durante a Assembleia Geral Ordinária, foram apresentados os planos de trabalho e a proposta orçamentária para 2026 da Ocepar, do Sescoop e da Fecoopar. O presidente José Roberto Ricken iniciou esta etapa falando sobre o novo modelo de governança do Sistema Ocepar. Ele explicou o motivo que levou a opção pelo Conselho Deliberativo. “O Conselho Deliberativo é mais apropriado para fundações, entidades sem fins lucrativos, onde inclui-se a Ocepar e um Conselho de Administração é próprio para empresas, sociedades anônimas, cooperativas. Então, a nossa opção foi escolher o Conselho Deliberativo”, explicou Ricken.
O presidente acrescentou que o papel do conselho será definir políticas e diretrizes gerais. “Entendemos que para o momento atual seria muito apropriado um conselho que tivesse essa responsabilidade”, acrescentou. Sobre a composição do Conselho Deliberativo. Ricken esclareceu que serão apenas dirigentes eleitos das cooperativas.
Neste momento, Ricken passou a palavra para Luiz Roberto Baggio, eleito presidente do Conselho Deliberativo. “A Ocepar é formada por muita gente capacitada. A liderança do Ricken é unânime”, destacou Baggio. Segundo ele, o momento atual demanda muita segurança. “O mercado está nos observando e precisamos ter respostas rápidas”, pontuou. “O crescimento e a importância econômica do cooperativismo demandam um alinhamento estratégico. É isso que vai definir o norte do nosso desenvolvimento”, frisou.
Planejamento Estratégico
Em relação ao plano de trabalho foram apresentados os 30 projetos do PRC300 e enumerados os grandes desafios e as prioridades. Na área institucional os principais desafios são a reforma do Estatuto Social da Ocepar e o comitê permanente para acompanhar a implementação da Reforma Tributária. No âmbito do Legislativo, as prioridades são o acompanhamento da tramitação de projetos de lei e medidas provisórias, entre eles o que trata do seguro rural. E, especificamente sobre o ramo crédito, as resoluções do Banco Central.
Avançar no projeto 27 do PRC300, que trata da intercooperação por meio das alianças entre as cooperativas, e dar continuidade ao programa de formação de presidentes e executivos das cooperativas também estão entre as prioridades. Em relação à questão energética, foi citado o trabalho de aproximação com a Copel para superar as dificuldades que vem prejudicando especialmente o setor rural.
Em relação a financiamentos, foram destacadas as propostas para o Plano Safra e as tratativas com a Finep e BNDES referentes a linhas de crédito voltadas às cooperativas do ramo saúde. Sanidade, sustentabilidade, certificações, participação em feiras foram apresentadas como ações importantes em relação ao desenvolvimento dos negócios das cooperativas.
Na área de infraestrutura, consta do plano de ação a atuação em conjunto com as demais entidades do G7 buscando as melhorias de estradas, ferrovias e portos para garantir condições adequadas para o desenvolvimento da atividade econômica.
Educação Política
No cenário político, o plano de trabalho de 2026 inclui a coordenação da 3ª rodada do Programa de Educação Política, com a realização da rodada de abril a junho junto às cooperativas e a estruturação de um programa mais robusto junto às cooperativas. Foi destacada a característica suprapartidária da iniciativa, com a valorização das ações em defesa do setor cooperativista. A intenção do trabalho é avançar e fortalecer a representação do cooperativismo.
“O ano é político, nós temos que ter sabedoria. Não vamos fazer campanha, não vamos indicar candidato. Cada um deve fazer a sua escolha de forma consciente. Nós vamos estar abertos para receber candidatos que estejam interessados em nos defender. Na eleição anterior tinham 34 candidatos que apoiavam o cooperativismo, dos quais 15 foram eleitos. Queremos ampliar isso”, frisou o presidente Ricken.
Desenvolvimento Humano e Governança
Outro ponto do plano de ação é fortalecer o capital humano das cooperativas com a consolidação da formação de jovens, lideranças femininas e sucessores. E ainda a estruturação da cultura de inovação foram destacados no plano de ação do Sescoop/PR. Na área de monitoramento e consultoria, o plano prevê elevar o nível de governança, sustentabilidade e inteligência de dados das cooperativas.
Relações de trabalho
A defesa das relações de trabalho com a assessoras às cooperativas nas áreas trabalhista e previdenciária. Realizar treinamentos voltados às Normas Regulamentadoras e à saúde mental, apoiar as cooperativas em relação às condições adequadas nos ambientes de trabalho. E, também, realizar as convenções coletivas de trabalho e assessorar as cooperativas em acordos coletivos.
Durante a AGO, além dos planos de trabalho, foram também apresentadas e aprovadas as propostas orçamentárias das três instituições que compõem o Sistema Ocepar – a Ocepar, o Sescoop e a Fecoopar.
FOTOS: Reinaldo Reginato