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Hospital da Unimed Londrina realiza implante inédito de marcapasso sem eletrodo no átrio na América do Sul

unimed londrina 17 03 2026O Hospital Regional Unimed Londrina realizou um procedimento inovador na área de estimulação cardíaca: o implante de um marcapasso sem eletrodo diretamente no átrio do coração. A tecnologia é extremamente recente e começou a ser utilizada no Brasil em fevereiro deste ano. Até então, no país, havia sido realizado apenas um implante do dispositivo envolvendo átrio e ventrículo. O procedimento feito na cooperativa no início de março é o primeiro na América do Sul com implante exclusivo no átrio.

Diferentemente do marcapasso convencional, que exige a passagem de eletrodos — fios que conduzem os estímulos elétricos — até o coração, o novo dispositivo dispensa esses cabos, reduzindo riscos associados à presença dos fios nas veias e nas cavidades cardíacas.

“O marcapasso tradicional é implantado no tórax e utiliza eletrodos que passam pelas veias até o coração para levar o estímulo elétrico. Em alguns pacientes isso pode gerar complicações, como infecções ou obstruções vasculares. No caso que tratamos hoje, o paciente apresentava trombose por onde passavam esses fios”, explica o cardiologista Gustavo Galli.

Segundo o médico, a nova tecnologia amplia as possibilidades de tratamento para perfis específicos de pacientes, como aqueles que realizam hemodiálise, apresentam problemas de coagulação ou que têm limitações para o implante convencional.

O dispositivo mede cerca de três centímetros, mas possui bateria de longa duração, que pode chegar a até dez anos. O implante é realizado por cateterismo, em um procedimento minimamente invasivo feito pela virilha.

“Introduzimos o dispositivo por meio de um cateter e o conduzimos até o coração, onde ele é implantado no local adequado. É um procedimento rápido, seguro e com recuperação muito tranquila para o paciente”, destaca o especialista.

Mesmo com poucos meses de funcionamento, o Hospital Regional Unimed Londrina já realiza procedimentos de alta complexidade. Por se tratar de uma tecnologia inovadora e ainda em fase inicial de implementação no mundo, o implante contou com o suporte de uma equipe dos Estados Unidos, responsável pelo acompanhamento e controle de qualidade dos primeiros procedimentos realizados globalmente. (Assessoria de Imprensa Unimed Londrina)

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