Profissionais de cooperativas participam de atualização sobre seguro rural

  • Artigos em destaque na home: Nenhum

Para ter acesso às principais novidades e normativas que regulamentam o seguro rural no Brasil, profissionais de cooperativas dos ramos agropecuário e crédito participaram de atualização promovida pelo Sistema Ocepar. O Curso Seguro Rural foi realizado nos dias 27 e 28 de maio, de forma online, reunindo 120 pessoas, aproximadamente.

O analista de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Salatiel Turra, fez a abertura do evento destacando a relevância do tema em discussão. “O curso tem por objetivo trazer informações atualizadas sobre esse instrumento importante de mitigação de risco, tendo em vista que o produtor rural trabalha com algumas adversidades. Essa é uma iniciativa do PRC300, que é o planejamento do cooperativismo paranaense, através do projeto 06, chamado de Formas Alternativas de Financiamento”.

Programação

O curso foi dividido em sete abordagens: Importância e evolução do agronegócio brasileiro; Riscos da atividade agrícola e papel do seguro rural; Proagro – Programa de Garantia da Atividade Agropecuária; Fundamentos e modalidades de seguros rurais; Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR); Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc); Atualizações Legais e Normativas sobre Proagro e Seguro Rural.

Os conteúdos foram conduzidos pelos professores Luiz Antonio Digiovani e Loureno Budke, ambos engenheiros agrônomos, consultores e palestrantes sobre o tema de crédito e seguros rurais.

A primeira apresentação foi feita por Digiovani. “É fundamental que vocês estejam bem-informados, pois vocês estão na linha de frente com cooperados. O produtor precisa saber dos instrumentos que tem para fazer gestão de risco da propriedade. A gente precisa sempre defender uma política agrícola desenvolvida porque o setor sendo apoiado gera benefícios para as pessoas, para economia, para sociedade como um todo”, afirmou.

O professor falou sobre o crescimento da produção agrícola, citando a categoria de grãos. Ele mostrou que, entre 2005 e 2025, o crescimento de área plantada no Brasil foi de 75,4%, enquanto a produção aumentou 192,2%, demonstrando aumento de tecnologia e investimentos dos produtores.

Digiovani frisou a importância de investir em Gestão de Riscos, já que a atividade no campo está sujeita a muitas intempéries, especialmente climáticas. “Nós temos três grandes pilares: o da prevenção, da transferência das consequências dos riscos e o pilar da resposta e enfrentamento. O primeiro são as ações do produtor para reduzir a probabilidade de riscos, como usar a melhor tecnologia e seguir o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). O segundo diz respeito a diluir os efeitos econômicos negativos, aí estamos falando em Proagro e Seguro Rural. E o terceiro refere-se a reconstruir ou compensar perdas ocasionadas pelo evento, com reestruturação das dívidas”.

O professor Loreno Budke iniciou sua apresentação falando sobre o PSR – Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural, iniciativa do Governo Federal, gerenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que auxilia financeiramente o produtor a proteger lavouras e rebanhos contra perdas causadas por fenômenos climáticos.

O especialista pontuou o porquê considera essencial que o produtor tenha auxílio financeiro para contratar um seguro. “O seguro agrícola é diferente de outros seguros. No caso de seguro de veículo, por exemplo, quando ocorre um sinistro, ele não atinge grande parte dos veículos segurados. Mas no caso do seguro agrícola, os riscos são correlacionados, ou seja, atingem vários produtores de uma vez só”.

Budke aproveitou para comentar sobre um outro programa de seguro, voltado a produtores do estado: o Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural do Paraná. O objetivo do é ampliar o acesso ao seguro rural, garantindo a cobertura de perdas decorrentes de adversidades incontroláveis, incorporando o seguro rural como instrumento para a estabilidade da renda agropecuária. “É importante que vocês conheçam todas as possibilidades para entender qual a melhor forma de gerenciar a propriedade rural”, finalizou.

Conteúdos Relacionados