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Comunicação institucional é tema do 4º módulo da Trilha de Educação Política Aplicada

O diretor do Movimento Voto Consciente, Bruno Silva, conversou com cerca de 90 representantes de cooperativas de todo o Paraná durante o 4º módulo da Trilha de Educação Política Aplicada, promovida pelo Sistema Ocepar na sexta-feira (24/07), em formato online. 

Com o tema Comunicação Institucional sobre Educação Política, Bruno compartilhou reflexões sobre o atual momento político, destacando a necessidade de qualificação para que o racional prevaleça sobre o emocional no processo eleitoral democrático. O palestrante apontou motivos para acreditar que o cooperativismo é um ambiente fértil para que esse trabalho ganhe dimensões maiores, traçando paralelos entre os dois temas, como a adesão livre e voluntária; a gestão democrática; a participação econômica; a autonomia e a independência; a educação, a formação e a informação; a intercooperação; o interesse pela comunidade. 

“A educação política é a promessa não cumprida da democracia: é um desafio presente desde a Antiguidade Clássica. Para que um projeto de letramento político seja eficiente, precisamos ter como perguntas primordiais ‘Por que educar?’, ‘Quem educar’ e ‘Como educar’?”, avaliou. 

Silva apresentou dados que revelam um cenário cívico desafiador para a democracia, em âmbito internacional. “Quarenta e cinco por cento apoiam a democracia, índice abaixo da média histórica latino-americana, que é de 52%. Trinta e um por cento são indiferentes ao regime, o que representa um terreno fértil para a proliferação de discursos demagógicos, narrativas populistas e lideranças autocratas. E 12% declararam preferir o autoritarismo. Trata-se de uma minoria do eleitorado, altamente estável e articulada nas mídias digitais”, afirmou. 

Ao abordar a migração do debate público para as redes sociais, ele falou sobre o problema da disseminação das fake news, como força para corroer a confiança nas instituições democráticas, com a polarização como um resultado da prática. 

Como orientações para a comunicação cotidiana, especialmente em situações de divergência, ele lembrou que é fundamental manter o limite e o respeito. “É importante ouvir uma dúvida sem reagir à carga emocional do interlocutor; mudar a abordagem dos questionamentos políticos de ‘Quem está certo?’ para ‘O que é melhor para nosso setor e nossa cooperativa?’; usar a Frencoop [Frente Parlamentar do Cooperativismo] como escudo e ponte, lembrando que a bancada é suprapartidária, com atuação técnica e institucional; e sobretudo, respeitar a pluralidade, lembrando sempre que a cooperativa é de todos e para todos, e que o foco é o bem comum do sistema.”

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