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Trimestrais da pecuária: abate de bovinos e suínos cresce no 2° trimestre

pecuaria 15 09 2026FOTO: Gilson Abreu / Arquivo AENO abate de suínos aumentou 4,0% em relação ao mesmo período de 2025 e 2,6% na comparação com o 1° trimestre de 2026. Já o abate de frangos representou alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025 e queda de 1,2% na comparação com o 1° trimestre de 2026.

A aquisição de leite cru, no 2° trimestre de 2026, foi de 6,61 bilhões de litros, alta de 1,0% em relação ao 2° trimestre de 2025, e redução de -2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

A aquisição de peças de couro pelos curtumes registrou aumento de 1,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e igual aumento de 1,9% em comparação ao 1º trimestre de 2026, somando 10,96 milhões de peças de couro.

No 2° trimestre de 2026, foram produzidos 1,25 bilhão de dúzias de ovos de galinha, aumento de 0,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 2,0% sobre a apurada no trimestre imediatamente anterior.

Abate de bovinos tem o melhor resultado para um 2º trimestre

No 2º trimestre de 2026, foram abatidas 10,72 milhões de cabeças bovinas. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento de 1,3% e em relação ao 1º trimestre de 2026, o crescimento foi de 4,0%. Esse total foi o maior resultado para um 2o trimestre da série histórica.

Junho foi o mês de maior atividade do trimestre, com um abate total de 3,66 milhões de cabeças, variação positiva de 3,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O abate de fêmeas teve queda de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025, e na comparação trimestral, cresceu 2,0%.

O abate de 135,71 mil cabeças de bovinos a mais no 2º trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 19 das 27 Unidades da Federação (UFs). Entre aquelas com participação nacional a partir de 1,0%, os incrementos mais significativos ocorreram em: São Paulo (+151,70 mil cabeças), Minas Gerais (+46,71 mil cabeças), e Mato Grosso (+34,99 mil cabeças). As quedas mais significativas ficaram por conta do Pará (-78,29 mil cabeças), Maranhão (-32,27 mil cabeças) e Mato Grosso do Sul (-30,70 mil cabeças).

Com 16,9% da participação nacional, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, seguido por São Paulo (12,2%) e Goiás (10,0%).

Abate de suínos alcança melhor 2° trimestre da série histórica

Foram abatidas, no 2º trimestre de 2026, 15,70 milhões de cabeças de suínos, representando alta de 4,0% em relação ao mesmo período de 2025 e de 2,6% na comparação com o 1° trimestre de 2026. Este resultado foi o melhor 2° trimestre da série histórica, e teve, no mês de junho (5,40 milhões de cabeças), o maior registro mensal de abate de suínos nesse período, ficando 8,6% a mais do que no mesmo mês do ano anterior.

O abate de 602,59 mil cabeças de suínos a mais no 2º trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado por aumentos em 19 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa. Entre os estados com participação de ao menos 1,0%, ocorreram aumentos em: Mato Grosso do Sul (+229,79 mil cabeças), Santa Catarina (+123,96 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+109,35 mil cabeças), Paraná (+51,35 mil cabeças) e São Paulo (+48,25 mil cabeças).

Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 27,6% da participação nacional, seguido por Paraná (21,1%) e Rio Grande do Sul (17,7%).

Abate de frangos também registra melhor resultado para um 2° trimestre

No 2º trimestre de 2026, foram abatidas 1,69 bilhão de cabeças de frangos, representando aumento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025 e queda de 1,2% na comparação com o 1° trimestre de 2026. Recorde para um 2° trimestre, este resultado teve no mês de junho (568,51 milhões de cabeças), o maior registro mensal de abate de frangos nesse período, ficando 8,2% a mais do que no mesmo mês do ano anterior.

O abate de 46,46 milhões de cabeças de frangos a mais no 2º trimestre de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi determinado pelo aumento no abate em 17 das 26 UFs que participaram da pesquisa. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram aumentos mais expressivos em: Paraná (+31,22 milhões de cabeças), São Paulo (+9,31 milhões de cabeças), Goiás (+5,13 milhões de cabeças), Bahia (+2,86 milhões de cabeças) e Rio Grande do Sul (+2,74 milhões de cabeças). Em contrapartida, ocorreu a principal queda em: Santa Catarina (-3,32 milhões de cabeças).

No ranking das UFs, Paraná lidera amplamente o abate de frangos, com 35% da participação nacional, seguido por Santa Catarina (13,1%), São Paulo (11,6%) e Rio Grande do Sul (11,3%).

Aquisição de leite tem acréscimo de 1,0% em comparação com o mesmo período do ano anterior

No 2º trimestre de 2026, a aquisição de leite cru foi de 6,61 bilhões de litros, equivalente a um acréscimo de 1,0% em relação ao 2° trimestre de 2025, e uma redução de –2,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os meses de abril, maio e junho de 2026 apresentaram os maiores valores da série histórica, considerando os respectivos meses de todos os segundos trimestres.

Maio foi o mês de maior captação, com mais de 2,23 bilhões de litros.

O preço médio do leite pago ao produtor foi de R$ 2,70, uma recuperação expressiva da baixa do preço verificada nos trimestres anteriores. O preço foi 1,5% inferior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior, porém, em comparação ao preço médio do 1º trimestre de 2026, houve crescimento de 20,5%.

No comparativo do 2º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, o acréscimo de 64,6 milhões de litros de leite captados em nível nacional é proveniente de aumentos registrados em 12 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite.

Em nível de Unidades da Federação, os acréscimos mais relevantes ocorreram no Paraná (+49,61 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+44,28 milhões de litros) e Santa Catarina (+17,92 milhões de litros). As principais quedas ocorreram em: Goiás (-38,11 milhões de litros), Rondônia (-11,57 milhões de litros) e Tocantins (-9,63 milhões de litros).

Minas Gerais liderou o ranking de aquisição de leite, com 23,8% da captação nacional, seguido por Paraná (16,2%) e Rio Grande do Sul (13,1%).    

Aquisição de couro cresce 1,9% em relação ao 2º trimestre de 2025

No 2º trimestre de 2026, os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro declararam ter recebido 10,96 milhões de peças de couro bovino. Esse total representa aumentos de 1,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e aumento também de 1,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

O comparativo entre os 2os trimestres de 2025 e 2026 indica uma variação positiva de 206,52 mil peças no total adquirido pelos estabelecimentos. Foram verificados aumentos em 10 das 17 Unidades da Federação que possuíam curtumes elegíveis pelo universo da pesquisa. As variações positivas mais expressivas, em estados com mais de 5,0% de participação na aquisição nacional, e, ao menos, três estabelecimentos ativos, ocorreram no Mato Grosso (+226,04 mil peças), em Goiás (+125,98 mil peças), Mato Grosso do Sul (+47,18 mil peças) e São Paulo (+7,82 mil peças). As principais quedas ocorreram no Rio Grande do Sul (-137,57 mil peças), em Rondônia (-429,48 mil peças) e no Paraná (-28,69 mil peças).

Goiás seguiu na liderança da relação de UFs que recebem peças de couro cru de bovino para processamento, com 19,0% da participação nacional, seguido por Mato Grosso (18,8%) e Mato Grosso do Sul (13,1%).

Produção de ovos de galinha registra 1,25 bilhão de dúzias

A produção de ovos de galinha, no 2º trimestre de 2026, alcançou 1,25 bilhão de dúzias, correspondendo a um aumento de 0,8% em relação ao apurado no mesmo trimestre do ano anterior e 2,0% sobre a apurada no trimestre imediatamente anterior.

A produção de 9,41 milhões de dúzias de ovos a mais, em nível nacional, se comparados os 2°s trimestres de 2026 e 2025, foi consequência de aumentos em 18 das 26 UFs com granjas enquadradas no universo da pesquisa. Os acréscimos mais significativos ocorreram em Minas Gerais (+5,32 milhões de dúzias), Rio Grande do Sul (+4,17 milhões de dúzias), Paraná (+2,95 milhões de dúzias) e Pará (+2,74 milhões de dúzias).

Verificou-se que mais da metade das granjas, 1.151 (54,3%), produziram ovos para o consumo, respondendo por 82,6% do total de ovos produzidos, enquanto 968 granjas (45,7%) produziram ovos para incubação, respondendo por 17,4% do total de ovos produzidos.

No segundo trimestre de 2026, o Estado de São Paulo, com 24,7% da produção nacional seguiu como maior produtor de ovos dentre as UFs, seguido por Minas Gerais (10,2%), Paraná (9,6%) e Espírito Santo (7,9%). (Agência IBGE de Notícias)

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