Simepar estuda parceria com cooperativas para qualificar monitoramento agrometeorológico no Paraná
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apresentou ao Sistema Ocepar nesta terça-feira (04/08), em Curitiba, a proposta de criação da Rede de Estações Meteorológicas das Cooperativas Paranaenses (Remcoop-PR). O objetivo é transformar estações isoladas em uma infraestrutura estadual de monitoramento.
O projeto foi apresentado pelo presidente do Simepar, Paulo de Tarso, e pelo consultor Gustavo Sbrissia ao superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, e ao gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra. No modelo proposto, as cooperativas forneceriam dados brutos, e o Simepar seria responsável por processar, qualificar e devolver inteligência agrometeorológica consolidada de toda a rede.
Mafioletti destacou que a Ocepar pode contribuir com a articulação institucional e a mobilização das cooperativas, se o projeto for aprovado pela base. "Isso é de interesse das cooperativas. Vamos analisar e, se houver aprovação, podemos fazer um acordo de cooperação técnica”, avaliou. Essa reunião marca uma conversa inicial entre as duas entidades, mas o tema ainda será levado para as cooperativas, conselheiros e dirigentes da Ocepar.
Segundo o presidente do Simepar, se formalizado um acordo entre o Simepar e o Sistema Ocepar, os próximos passos seriam a seleção de cooperativas para o piloto; capacitação para técnicos de cooperativas para interpretação e uso adequado dos dados agrometeorológicos e, por fim, a estruturação de uma plataforma de consolidação e expansão gradual para as demais cooperativas do estado. "A ideia é formar rede de estações meteorológicas. O resultado esperado é uma densidade de monitoramento muito maior", explicou. O Simepar tem 140 estações no estado e mantém parcerias com outras instituições do setor, como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O consultor Gustavo Sbrissia explicou que as cooperativas podem se beneficiar da redução dos gastos diretos com manutenção técnica e calibração, por exemplo, além de acesso a dados validados pelo Simepar. "Enxergamos possibilidade de redução de custos para as cooperativas. Com melhor precisão de dados, também é possível gestão de riscos com dados mais robustos. E a grande diferença seria essa capacitação técnica em agrometeorologia com cooperativas interessadas”, disse.
FOTOS: Gisele Barão / Gerência de Comunicação e Marketing Sistema Ocepar