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Produção industrial varia 0,2% em julho

ibge 04 08 2026FOTO: PixabayEm julho de 2026, a produção industrial variou 0,2% frente a junho, interrompendo dois meses consecutivos de taxas negativas. Em relação a julho de 2025, a indústria recuou -0,5% e interrompeu uma sequência de quatro meses de resultados positivos. O acumulado no ano mostrou expansão de 1,1%, enquanto nos últimos 12 meses, avançou 0,6%.

Na passagem de junho para julho, três das quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram avanço na produção. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%), produtos alimentícios (1,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%), com todas interrompendo dois meses consecutivos de queda na produção, período em que acumularam recuos de 12,5%, 3,3% e 11,7%, respectivamente. Vale destacar também as contribuições positivas registradas pelos setores de outros equipamentos de transporte (11,2%), produtos do fumo (11,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,3%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (2,6%). Por outro lado, entre as doze atividades que mostraram redução na produção em julho de 2026, indústrias extrativas (-1,0%) exerceu o principal impacto negativo na média da indústria e marcou a terceira taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 4,1% neste período. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de impressão e reprodução de gravações (-17,2%), produtos diversos (-9,0%), metalurgia (-1,4%), produtos químicos (-0,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com junho, bens de consumo duráveis (3,2%) e bens de capital (2,4%) registraram os avanços mais elevados em julho de 2026. O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (0,5%) também mostrou crescimento neste mês. Por outro lado, o segmento de bens intermediários (-0,2%) assinalou o único resultado negativo em julho de 2026.

Média móvel trimestral cai -0,8% no trimestre encerrado em julho

Ainda na comparação com junho, a média móvel trimestral teve queda de –0,8% no trimestre encerrado em julho. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e bens intermediários (-0,7%) assinalaram as taxas negativas. Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo duráveis (1,3%) e de bens de capital (0,4%) apontaram os resultados positivos neste mês.

Frente a julho de 2025, produção industrial recua -0,5%

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria cai –0,5% em julho de 2026, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 12 dos 25 ramos, 48 dos 80 grupos e 52,0% dos 789 produtos pesquisados.

As atividades que exerceram as principais influências negativas foram produtos químicos (-6,9%), produtos alimentícios (-2,6%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-13,7%). Outras contribuições negativas importantes foram assinaladas pelos ramos de máquinas e equipamentos (-6,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-8,2%), produtos diversos (-12,0%), produtos têxteis (-6,8%), produtos de borracha e de material plástico (-2,3%) e móveis (-6,6%).

Por outro lado, entre as doze atividades que apontaram avanço na produção, veículos automotores, reboques e carrocerias (7,6%) e indústrias extrativas (2,5%) exerceram as maiores influências na formação da média da indústria. Vale destacar também os impactos positivos assinalados pelos setores de produtos do fumo (23,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (6,4%), bebidas (5,0%), metalurgia (2,4%), produtos de minerais não metálicos (3,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,6%).

Bens de consumo semi e não duráveis e bens de capital registram quedas

Ainda na comparação com julho de 2025, bens de consumo semi e não duráveis (-2,9%) e bens de capital (-2,4%) assinalaram, em julho de 2026, os recuos entre as grandes categorias econômicas. Por outro lado, os setores produtores de bens intermediários (0,3%) e de bens de consumo duráveis (4,6%) registraram as taxas positivas neste mês.

Bens de consumo semi e não duráveis assinalou a perda mais acentuada desde agosto de 2025 (-4,8%). O desempenho negativo foi explicado, em grande parte, pelos recuos assinalados nos grupamentos de semiduráveis (-7,3%), de não duráveis (-4,6%) e de carburantes (-3,0%), pressionados, em grande medida, pela menor produção dos itens bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes (de malha ou não), conjuntos de uso feminino (de malha ou não), calçados femininos de couro, artigos do vestuário para uso adulto, blusas, camisas e semelhantes de uso feminino (de malha ou não), vestidos (de malha ou não), lustres e luminárias, roupas de cama, telefones celulares, lâmpadas, brinquedos, calçados esportivos de material sintético e calças compridas (de malha ou não), no primeiro; medicamentos e vacinas, no segundo; e gasolina automotiva, no terceiro. Vale destacar também os resultados negativos registrados pelos grupamentos de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-0,4%) e de alimentos e bebidas básicos para consumo doméstico (-35,9%), influenciados, em grande parte, pelos recuos na produção de carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas, biscoitos e bolachas, margarina, açúcar refinado, alimentos à base de milho ou de flocos de milho prontos para consumo, preparações em pó para elaboração de bebidas, batatas preparadas ou conservadas (congeladas ou não), produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de aves, pães e complementos alimentares, suplementos vitamínicos e minerais, no primeiro; e de filés e outras carnes de peixes frescos, refrigerados ou congelados e peixes congelados, no segundo.

Bens de capital marcou a quarta taxa negativa consecutiva neste tipo de comparação: junho (-1,8%), maio (-6,6%) e abril (-4,9%) de 2026. Na formação do índice deste mês, o segmento foi influenciado, principalmente, pelas perdas observadas nos grupamentos de bens de capital agrícolas (-31,6%) e de uso misto (-7,6%). Por outro lado, os subsetores de bens de capital para equipamentos de transporte (4,1%), para construção (9,8%), para energia elétrica (2,5%) e para fins industriais (0,4%) assinalaram os impactos positivos no índice interanual de julho de 2026.

Bens intermediários assinalou a sétima taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação, mas a menos elevada desta sequência. O resultado foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (10,7%), indústrias extrativas (2,5%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,0%), produtos de minerais não metálicos (3,7%), metalurgia (2,4%) e produtos de metal (0,7%), enquanto as pressões negativas foram registradas por produtos químicos (-9,4%), produtos alimentícios (-3,6%), produtos têxteis (-6,2%), produtos de borracha e de material plástico (-2,4%), máquinas e equipamentos (-1,3%) e celulose, papel e produtos de papel (-0,3%). Vale citar também os resultados assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (0,6%), que marcou a segunda taxa positiva consecutiva no índice interanual; e de embalagens (-1,2%), que voltou a recuar após apontar avanço de 0,5% em junho, quando interrompeu dois meses seguidos de queda: maio (-1,8%) e abril (-0,6%) de 2026.

Bens de consumo duráveis mostrou expansão e assinalou a terceira taxa positiva consecutiva: junho (5,5%) e maio (1,6%) de 2026. Neste mês, o setor foi impulsionado, em grande medida, pela maior fabricação de automóveis (3,6%), de eletrodomésticos da “linha branca” (14,8%) e de motocicletas (32,0%). Vale destacar também os avanços verificados nos grupamentos de outros eletrodomésticos (39,2%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (2,5%). Por outro lado, o principal impacto negativo foi registrado pelo grupamento de móveis (-3,1%).

Acumulado no ano cresce 1,1%

No acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, a indústria avançou 1,1%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 11 dos 25 ramos, 31 dos 80 grupos e 43,2% dos 789 produtos pesquisados.

Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por indústrias extrativas (6,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (5,7%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural, na primeira; álcool etílico, óleo diesel, querosenes de aviação, naftas e óleos combustíveis, na segunda; e automóveis, autopeças e veículos para o transporte de mercadorias, na terceira. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,8%), de produtos alimentícios (0,4%) e de bebidas (1,9%).

Já entre as 14 atividades em queda, as de máquinas e equipamentos (-7,5%) e de produtos químicos (-3,4%) exerceram os maiores impactos na formação da média da indústria, pressionadas, em grande medida, pela menor produção dos itens aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), máquinas para colheita, máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, bombas centrífugas, tratores agrícolas, válvulas de expansão, de segurança e redutoras de pressão, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, ventiladores e coifas (exaustores) para uso industrial e silos metálicos para cereais, na primeira; e fertilizantes químicos das fórmulas NPK, desodorantes, superfosfatos, inseticidas para usos doméstico e industrial, raticidas e outros defensivos para uso na agricultura, cloretos de potássio, tintas e vernizes para construção e polietileno linear, na segunda. Outras influências negativas importantes foram assinaladas pelos ramos de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,8%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,7%), produtos de metal (-2,9%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-4,8%), celulose, papel e produtos de papel (-1,9%) e produtos têxteis (-3,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os sete meses de 2026 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (1,9%), de bens intermediários (1,8%) e de bens de consumo semi e não duráveis (0,6%), impulsionados, principalmente, pela expansão na produção de automóveis (9,4%), no primeiro; de óleos brutos de petróleo, óleo diesel, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, gás natural, querosenes de aviação e autopeças, no segundo; e de álcool etílico, medicamentos e carnes e miudezas de aves congeladas, no terceiro. Por outro lado, o setor produtor de bens de capital (-4,9%) assinalou a única taxa negativa no indicador acumulado do período janeiro-julho de 2026, pressionado, em grande medida, pela menor fabricação de bens de capital agrícolas (-20,7%), de uso misto (-15,6%) e para fins industriais (-2,4%). (Agência IBGE de Notícias)

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