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PRECIPITAÇÃO II: Milho safrinha apodrece nas lavouras

Na Região de Campo Mourão/PR (Centro-Oeste), o milho começa a apodrecer em algumas lavouras que já passaram do ponto de colheita. Com uma área de 58,8 mil hectares de milho safrinha, pronta para colher, o agricultor Juvercindo Gaia começou a encontrar espigas apodrecendo depois de tanta umidade. "Há uma semana espero a chuva dar uma trégua", conta Gaia. Ele diz que a safra além de enfrentar a estiagem em parte do ciclo, o que causou perdas de cerca de 20%, ainda foi atingida pela geada e castigada pelo excesso de chuvas no início da colheita.

Expectativas - Somente em julho, o agricultor registrou 250 milímetros de chuvas na propriedade. "Há muito tempo não chovia tanto. Sem sol, a água fica depositada na espiga, o que faz com que o grão brote ou a espiga apodreça." No início do plantio, Gaia pretendia colher uma média de 5 mil quilos por hectare. "Mas a seca, a geada e agora a chuva frustraram minhas expectativas. Os técnicos já atestaram uma média de apenas 1 mil quilos", desabafa Gaia.

Aguardando -  Com apenas 30% colhidos, de uma área de 50 hectares, o agricultor Marcelo Riva, que aguarda há mais de uma semana para voltar com as máquinas ao campo, já começou a contabilizar os prejuízos da safra por causa das chuvas. "A geada causou estragos de 20% e a chuva mais de 20%. A estimativa era colher 4,8 mil quilos por hectare, mas a produção vai despencar", acredita Riva.

Perdas -  "A estiagem e a geada causaram perdas de 30% na produtividade do milho safrinha. Ainda não avaliamos as perdas por causa das chuvas, mas uma grande área deve apresentar queda na qualidade do milho", diz o agrônomo Edílson Souza e Silva, da regional da Secretaria Estadual da Agricultura (Seab). A colheita de 1,15 milhão de toneladas da região de Campo Mourão, em uma área de 285 mil hectares, foi revista para 800 mil toneladas. (Gazeta do Povo)

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