Cooperativas do agro se reúnem com Banco do Brasil durante Show Rural para discutir crédito
Representantes do Banco do Brasil se reuniram com lideranças de 11 cooperativas do ramo agro nesta terça-feira (10/02), na Casa Paraná Cooperativo, durante o Show Rural Coopavel, para apresentar uma nova opção de linha de crédito disponibilizada para o setor. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, abriu o encontro, apresentando projeções atualizadas da safra, expectativas para 2026 e grandes números do cooperativismo.
“Temos 157 agroindústrias em funcionamento no cooperativismo no Paraná e mais de dez em construção. Precisamos agregar valor porque 48% do faturamento das cooperativas do agro é gerado nessas indústrias. Estamos em busca de crédito para viabilizar integralmente esses projetos”, frisou.
Entre as principais demandas do cooperativismo para 2026, Ricken destacou proposta robusta para o Plano Safra 2026/2027, redução significativa das taxas de juros, priorização das linhas de investimento e aumento do montante de recurso para equalização dos juros, além de renegociação de dívidas e fortalecimento do seguro rural.
Como solução, o Banco do Brasil apresentou o BB Barter. “É uma proposta de modelo de negócios que deverá representar, para as cooperativas, garantia do recebimento da produção, aumento das vendas, recebimento à vista, ajuste do fluxo de caixa e balanço, abertura de margens para novos investimentos, redução de custos, maior segurança e atendimento a mais cooperados. Mas para seguirmos, precisamos da parceria das cooperativas”, disse Gilson Bittencourt, vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, que também sinalizou sobre a possibilidade de personalizar a proposta de acordo com o perfil das cooperativas interessadas.
O diretor de Agro do Banco do Brasil, Alberto Martinhago, apresentou a forma de funcionamento e as taxas de juros do BB Barter e afirmou que a intenção da instituição é estar dentro das cooperativas, para uma aproximação maior com os produtores. “Queremos oferecer crédito simplificado para o produtor, além de maior agilidade, taxas reduzidas, aumento de limites, proteção de preços, menos exigência de garantias e jornada preservada”, disse.
Representantes das cooperativas se manifestaram ao final da reunião, expondo sua percepção quanto à proposta - que deverá seguir em discussão, com o agendamento de conversas individuais do Banco do Brasil com as cooperativas.
Também participaram da reunião o diretor de Riscos do Banco do Brasil, Alan Carlos Guedes de Oliveira; o diretor de crédito do Banco do Brasil, Luciano Matarazzo Regno; o superintendente estadual de varejo, Omar de Vasconcellos; o diretor-secretário da Ocepar, Luiz Roberto Baggio; e o gerente técnico e econômico da OCB, João Flávio Prieto. (Comunicação Sistema Ocepar).