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CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Condições climáticas afetam frutas de forma diferente, analisa boletim

conjuntura agropecuaria 06 07 2021A pouca ocorrência de chuvas no Paraná há mais de um ano, agravada pelas geadas nos últimos meses, afetou o desenvolvimento de várias culturas. As frutas não escaparam. As análises sobre as perdas ainda não terminaram, mas, dependendo da fase de desenvolvimento da planta, a gradação vai de poucos estragos a dizimados.

Boletim - A análise sobre a situação de várias frutas produzidas no Estado é um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária na semana de 31 de julho a 5 de agosto. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, e traz informações sobre várias outras atividades agropecuárias no território paranaense.

Comportamento - Nos últimos dois anos, o comportamento das frutíferas foi influenciado pelos ciclos de estiagem cada vez mais frequentes. A deficiência hídrica compromete safras atuais e futuras e influencia as mais diversas fases das frutas. Recentemente, três geadas - 30 de junho e 19 e 28 de julho - afetaram a fruticultura de maneira geral.

Diversidade - A quantificação das perdas levará algum tempo, pois a preocupação maior das equipes de assistência técnica, no momento, é minimizar o impacto da continuidade dos prejuízos. Mesmo assim, o boletim do Deral aponta como algumas das principais frutas, que representam 90% das produzidas no Estado, foram atingidas.

Citros - Os citros – laranja, tangerina e limão – e a maçã foram menos impactadas. Já as frutas de caroço – pêssego, ameixa e nectarina – foram diretamente afetadas. Mesmo situação dos abacaxis, variando conforme a indução floral, e das uvas, dependendo da fase da poda.

Abacates - Para os abacates, que estão em fase de produção ou florescimento, e os maracujás, em final de colheita, as perdas não foram expressivas. No caso dos morangos, as plantações protegidas por estufas não sofreram. Mas para aquelas a céu aberto, os danos foram grandes, mesma situação sentida pela banana.

Pecuária e aves - O boletim também discorre sobre os efeitos da estiagem e das geadas na produção de pecuária de corte e leiteira do Estado.

Pastagens - As pastagens perenes e as anuais de verão foram prejudicadas, o que atrasou o plantio das cultivares de inverno. Com isso, a redução do pasto, somada ao encarecimento da ração, levou à diminuição na produtividade de leite e atrasou a engorda.

Exportações - O documento preparado pelo Deral também analisa as exportações brasileiras de carne de frango, no primeiro semestre de 2021, que tiveram aumento de 10% em faturamento em relação ao acumulado de 2020. No Paraná, maior produtor e exportador nacional de carne de frango, o crescimento foi de 6,3% em volume e de 4,7% em faturamento.

Feijão e alho - O boletim também fala do alho, que tem 322 hectares na safra 2020/21 no Paraná. A colheita começa no final de agosto e se estende até março de 2022, com previsão de 1,8 mil toneladas. As análises de campo apontam que 89% das áreas apresentam condições boas, enquanto 11%, médias.

Safra 2021/22 - Os produtores paranaenses de feijão já começam a se preparar para a safra 2021/22. Do ciclo anterior, falta apenas a colheita da terceira safra, que tem volume de apenas 1,2 mil toneladas. A primeira safra rendeu 257 mil toneladas, enquanto a segunda, 282,3 mil toneladas.

Grãos - As lavouras de trigo foram reavaliadas após as geadas e tiveram suas condições rebaixadas. As áreas que continuam consideradas boas estão em 64%, ante 90% na semana anterior. As que apresentam condições médias subiram de 8% para 28%, enquanto as ruins foram de 2% para 8%.

Soja - Na soja, o boletim informa a expectativa para o anúncio no fim do mês da primeira estimativa de área da safra 2021/22. Nos últimos anos foram verificados aumentos, seja em razão dos preços atrativos ou pelo menor desempenho do milho, que é o principal concorrente no período mais quente do ano.

Milho - Como o milho está com preços bons este ano, pode haver um crescimento de área para essa cultura ocupando espaços que, em outros anos, seriam destinados à soja. O documento do Deral destaca, sobre o milho, o avanço na colheita da safra 2020/21, que atinge 10% da área total de 2,5 milhões de hectares. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

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