Balança comercial registra superávit de US$ 5,11 bilhões na terceira semana de agosto
FOTO: PixabayO Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgou, nessa segunda-feira (24/08), os dados da balança comercial da 3ª semana de agosto de 2026. Até a 3ª semana de agosto/2026, comparado a agosto/2025, as exportações cresceram 14,3% e somaram US$ 24,14 bilhões. As importações cresceram 13,0% e totalizaram US$ 19,03 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 5,11 bilhões , com crescimento de 19,7%, e a corrente de comércio aumentou 13,7%, alcançando US$ 43,18 bilhões.
No acumulado laneiro até 3ª Semana de agosto/2026, em comparação à janeiro/agosto 2025, as exportações cresceram 10,7% e somaram US$ 242,69 bilhões. As importações cresceram 6,2% e totalizaram US$ 188,55 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 54,15 bilhões , com crescimento de 30,2%, e a corrente de comércio registrou aumento de 8,7%, atingindo US$ 431,24 bilhões.
Setores e produtos
Exportações - Mensal
Até a 3ª semana de agosto/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 9,8% em Agropecuária, que somou US$ 5,20 bilhões; crescimento de 34,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 6,87 bilhões e, por fim, crescimento de 6,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 11,87 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (141,9%), Café não torrado ( 26,0%) e Soja ( 11,4%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (309,1%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (129,6%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (46,9%) na Indústria Extrativa ; Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (44,1%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais ( 38,9%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (49,9%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Milho não moído, exceto milho doce (-23,0%), Mel natural (-21,1%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-51,8%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-15,8%), Minérios de níquel e seus concentrados ( -100,0%) e Minérios de alumínio e seus concentrados (-60,0%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (-18,6%), Açúcares e melaços (-45,4%) e Bombas, centrífugas, compressores de ar, ventiladores, exaustores, aparelhos de filtrar ou depurar e suas partes (-63,4%) na Indústria de Transformação.
Importações - Mensal
Até a 3ª semana de agosto/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 3,9% em Agropecuária, que somou US$ 0,32 bilhões; queda de -29,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,88 bilhões e, por fim, crescimento de 16,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,72 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (54,4%), Trigo e centeio, não moídos ( 12,2%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 70,7%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto ( 9,5%), Minério de ferro e seus concentrados (4.611.293,6%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 15,7%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (110,8%), Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários ( 58,5%) e Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (69,9%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-30,7%), Soja (-17,8%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-10,6%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-5,9%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( -7,4%) e Gás natural, liquefeito ou não (-65,1%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (-31,2%), Obras de ferro ou aço e outros artigos de metais comuns (-19,9%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-66,9%) na Indústria de Transformação. (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços)