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Grupo de Trabalho inicia nova etapa no enfrentamento à violência contra mulheres

Os trabalhos do Comitê de Enfrentamento à Violência contra Mulheres do Sistema Ocepar tiveram avanço significativo nos últimos dias. Na sexta-feira (07/08), o Grupo de Trabalho formado pelo Sistema Ocepar e cooperativas reuniu-se pela primeira vez para relembrar conceitos e lições que devem orientar todas as suas ações para a consolidação de ambientes seguros e igualitários.  

A reunião online foi aberta pelo superintendente do Sescoop/PR, José Ronkoski. “Sabemos que as condições humanas, sejam elas psicológicas, familiares ou sociais, têm grande influência no dia a dia das pessoas e, consequentemente, das organizações. Para quem trabalha diretamente com pessoas, muitas vezes em ambientes formados por diferentes culturas e realidades, compreender essas questões é ainda mais importante. Por isso, estamos todos unidos neste Comitê, buscando conhecimento e preparo para enfrentar esses desafios. O Sescoop/PR também tem um papel importante nessa jornada, oferecendo capacitações que apoiam as cooperativas no desenvolvimento das pessoas e na preparação para os desafios que temos pela frente.” 

Por meio de uma linha do tempo, o grupo conheceu detalhes de todas as iniciativas desenvolvidas pelo Sistema Ocepar, desde a assinatura do Termo de Compromisso  com a Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), em julho de 2025. “Fazer esse resgate é importante para que todos conheçam o caminho que já percorremos até aqui. A linha do tempo nos ajuda a entender que este trabalho não começa agora. Ele vem sendo construído desde o ano passado e, a partir deste Grupo de Trabalho, ganha uma nova etapa, com a participação das cooperativas”, pontuou Daniely Andressa da Silva, coordenadora de Relações Institucionais da Ocepar e coordenadora do comitê. 

Sob orientação da consultora e palestrante em prevenção e combate à violência contra mulheres, presidente do Instituto Batom, Larissa Hack, cerca de 40 participantes conheceram o ciclo da espiral da violência, marcado pelo aumento de tensão no relacionamento, a explosão ou incidente agudo e a reconciliação ou lua de mel. “A fase da lua de mel reduz sua duração gradativamente, até desaparecer, com a possibilidade de agressões cada vez mais graves, em uma espiral descendente em direção ao risco do feminicídio. O termo ‘espiral’ expressa melhor o movimento da violência doméstica porque mostra como há uma tendência à repetição e ao agravamento dos ataques”, explicou Hack. 

A orientadora também presentou dados alarmantes, levantados pela 11ª pesquisa nacional de violência contra a mulher (DataSenado, 2025). O estudo revelou que 27% das mulheres brasileiras declararam já ter sofrido violência doméstica ou familiar praticada por homem e 34% vivenciaram ao menos uma situação de violência – física, psicológica, patrimonial, moral ou digital – nos 12 meses anteriores à pesquisa. 

“Queremos que esse conhecimento ajude a transformar atitudes e práticas. As situações de violência também impactam a atuação das mulheres nos ambientes de trabalho e, por isso, esse é um tema que precisa ser tratado de forma ampla. O Grupo de Trabalho terá um papel importante nessa construção, e vamos juntos avançar na busca por ações que contribuam para a prevenção e o enfrentamento da violência contra as mulheres”, afirmou Ketlyn Zipperer Mali, coordenadora de Desenvolvimento Profissional do Sescoop/PR e organizadora do evento. 

Workshop de comunicação 

Na segunda-feira (10/08), o Comitê do Sistema Ocepar teve seu primeiro workshop, com orientações de como deve ser a comunicação inclusiva e de combate à desigualdade. 

Também sob orientação de Larissa Hack, o comitê conheceu boas práticas adotadas por empresas. Ela apresentou a estratégia dos três pês – presença, perspectiva e personalidade - e estruturas mais eficientes na forma de transmitir informações sobre o tema, com foco no combate ao preconceito e à desigualdade. “Temos falado sobre a preferência pela adoção da tipificação das formas de violência, no lugar da ocorrência. Então, o ideal é utilizar ‘violência física’, e não ‘briga de casal’”, exemplificou. 

Ao longo de duas horas, o grupo tirou dúvidas e participou de atividades práticas.  

Este foi o primeiro de uma série de workshops promovidos pelo Comitê de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. 

A próxima ação será na sexta-feira (14/08), com a palestra aberta às cooperativas “Agosto Lilás – a Dor que nos Une”. 

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