Em visita ao Sistema Ocepar, comitiva da Nigéria conhece modelo cooperativista do Paraná
O Sistema Ocepar recebeu, nessa segunda-feira (24/08), uma comitiva com representantes do governo e do setor privado da Nigéria na sede, em Curitiba. O objetivo do grupo foi conhecer o modo de organização das cooperativas do estado para pensar estratégias para o modelo nigeriano.
Eles foram recebidos pelo superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, pela coordenadora de Economia e Mercado do Sistema Ocepar, Carolina Teodoro, e pelos analistas Nathalia Vieira, Alexandre Monteiro e Anderson Sartorelli.
Na abertura do encontro, Nelson Costa explicou a finalidade do Sistema Ocepar e das três organizações que o compõem: Ocepar, Fecoopar e Sescoop/PR, e detalhou como cada uma colabora para o desenvolvimento do modelo do negócio. “Desejamos boas-vindas e nos colocamos à disposição para qualquer informação que vocês necessitarem”, disse.
Aminu Nyako, gerente-executivo do Sebore Group, maior fábrica de laticínios da Nigéria, contou o grupo atende cerca de 28 mil produtores na cadeia do leite e que, nos últimos anos, o governo identificou o potencial do setor leiteiro e busca auxiliar no seu progresso. A preocupação, atualmente, é com a sustentabilidade da cadeia a longo prazo. Por isso, surgiu o interesse em conhecer o mercado paranaense. “Sentimos a necessidade de nos organizar em cooperativas maiores para escalar o negócio, melhorar a produção e dar suporte aos produtores”, explicou. A viagem também inclui visita às cooperativas Frísia, em Carambeí, e Sicredi, em Ponta Grossa.
A coordenadora de Economia e Mercado falou sobre os números e a diversidade do cooperativismo paranaense, além de explicar o objetivo do Plano Paraná Cooperativo 300 (PRC 300) e do carimbo SomosCoop, criado em 2019 pelo Sistema OCB para caracterizar e diferenciar os produtos do cooperativismo. Em especial, falou sobre as cooperativas produtoras de leite e a intercooperação da Unium, que inclui Frísia, Castrolanda e Capal. "O diferencial do cooperativismo do Paraná é a visão de longo prazo, o planejamento", disse. Cerca de 43% do leite produzido no Paraná vem das cooperativas.
Teodoro destacou ainda o investimento do Sistema Ocepar em capacitação de cooperados e funcionários (foram 15 mil pessoas atendidas no ano passado), os principais desafios – como a distribuição de energia no campo – e as projeções de investimentos das cooperativas do Paraná, principalmente no setor agroindustrial.
FOTOS: Gisele Barão / Gerência de Comunicação e Marketing Sistema Ocepar