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Alianças estratégicas são tema de painel no Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses

A união das cooperativas Castrolanda, Agrária e Frísia, buscando aumento de produção e ganho de escala para tornarem-se mais relevantes no mercado foi o tema do painel “Alianças Estratégicas em Cooperativas na Região Centro-Sul do Paraná”, realizado na manhã de sexta-feira (03/07), no Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, realizado em Castro, pelo Sistema Ocepar.

“Esse foi o caminho para viabilizar projetos de industrialização das cooperativas”, destacou Willem Berend Bouwman, presidente da Castrolanda, que sediou o Fórum. Ele falou sobre o projeto de intercooperação entre as cooperativas Castrolanda, Capal e Frísia, que resultou na Unium, uma marca institucional que representa a intercooperação das três cooperativas agroindustriais. Por meio da intercooperação as três cooperativas produzem os leites das marcas Colônia Holandesa e Naturalle, e a farinha de trigo Herança Holandesa. “São os nossos projetos em conjunto, são três unidades de beneficiamento de leite e uma indústria de farinha de trigo”, disse Bouwman.

Ele falou também do recente projeto de intercooperação entre a Castrolanda e o Sicredi, por meio do qual cooperados da Castrolanda passam a ter taxas e prazos diferenciados para financiamentos.  E uma agência do Sicredi foi instslada dentro das dependências da cooperativa, facilitando o acesso e garantindo mais agilidade.

O presidente da Castrolanda defendeu a continuidade dos projetos de intercooperação. “Temos que avançar nisso. Com a intercooperação nós conseguimos ganhos de escala, aumentamos nosso poder de compra e venda, nos tornamos mais relevantes no mercado e a cooperativa se torna muito mais forte”, frisou. Mas, Bouwman alterou para os desafios: “Temos projetos em comum, mas mantemos a nossa autonomia, cada cooperativa mantém sua vida própria. Então, temos desafios, obstáculos que temos que ultrapassar porque a governança é um pouco mais lenta, temos que vencer essa lentidão para poder tomar decisões rápidas”, pontuou.   

Maltaria Campos Gerais

 Adam Stemmer, presidente da cooperativa Agrária, falou sobre o projeto de intercooperação que resultou na Maltaria Campos Gerais, localizada entre os municípios de Ponta Grossa e Carambeí e resultado de um projeto de intercooperação entre seis cooperativas - Agrária, Bom Jesus, Capal, Castrolanda, Coopagrícola e Frísia. “Existia uma grande demanda por malte e uma conversa contínua sobre novas maltarias. A Ambev já estava mantendo algumas conversas com a Frísia para fazer uma maltaria nos Campos Gerais por ser uma região própria para a produção de cevada. Unimos o útil ao agradável e começamos a conversar com a Frísia e depois com a Castrolanda e a Capal sobre uma intercooperação. Depois, entrou a Bom Jesus,  que já tinha contrato com outra cervejaria pra produzir cevada. Por que fizemos isso? Porque o projeto era grande e interessava muito às partes envolvidas. Seria interessante construir uma maltaria grande e ter um impacto e uma representatividade maior no mercado. Então, resolvemos unir forças e fazer um projeto compartilhado ao invés de sermos concorrentes”, observou.

E acrescentou: “Esse é o modelo desenvolvido primeiramente pela Unium, depois aperfeiçoado na Maltaria Campos Gerais e, nos próximos projetos de intercooperação vamos aperfeiçoar ainda mais. Esse é o caminho para cooperativas médias poderem crescer em conjunto e terem uma grande representatividade no mercado. Nós vamos firmemente seguir nesse caminho”, afirmou.

Melhor solução para o cooperado

 “O que nós temos que fazer como cooperativas pequenas e médias é tentar crescer e, muitas vezes geograficamente não temos essa capacidade. Então, vamos fazer isso estrategicamente. E o que o mercado nos permite e as nossas particularidades nos permitem, vamos sempre fazer”, destacou Geraldo Slob, presidente da cooperativa Frísia. Ele falou sobre o respeito à cultura de cada cooperativa. “Temos um propósito comum: ter sempre a melhor solução para o nosso cooperado”.

Nessa linha, Slob falou sobre o mais recente projeto de intercooperação que envolve as cooperativas Frísia e Castrolanda na produção de sementes. “Já vínhamos conversando há dois anos, desenvolvemos um projeto piloto e foi crescendo, com a produção conjunta começando em fevereiro último”, disse. Segundo ele, a produção plena será alcançada em 2027.  

Segundo ele, são mais de 50 cultivares licenciadas. “Uma das nossas forças, lógico, é a semente de cevada, que veio também para o nosso portfólio, com desenvolvimento pela Fapa, a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária”, informou.

Mais imagens do evento estão disponíveis no Flickr do Sistema Ocepar

FOTOS: Martha Batista

 

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