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Webinar apresenta oportunidades e experiências proporcionadas pelo Selo Clima Paraná

O Sistema Ocepar promoveu, na tarde de sexta-feira (14/08), o Webinar “Mudanças climáticas no cooperativismo: oportunidades e experiências com o Selo Clima Paraná”. O evento foi conduzido pela analista da Gerência de Desenvolvimento Técnico (Getec), Bruna Mayer, e acompanhado por cerca de 43 profissionais das cooperativas paranaenses. O objetivo foi demonstrar que o Selo Clima Paraná, além reconhecer as práticas sustentáveis adotadas pelas cooperativas, pode ser utilizado como um meio para avançar no processo de mitigação dos efeitos climáticos.

“Quando falamos em mudanças climáticas, muitas vezes pensamos inicialmente nos desafios e nas obrigações que estão surgindo. Mas nós entendemos que esse processo também pode representar oportunidades de inovação, eficiência, redução de custos, acesso a mercados, melhoria da gestão e geração de valor para o cooperativismo”, destacou Bruna.

Ela lembrou que as cooperativas paranaenses já desenvolvem diversas ações sustentáveis, como investimentos em energias renováveis, eficiência energética, gestão de resíduos, produção de biogás e biometano, conservação de recursos naturais, entre outras. 

“O desafio que temos agora é avançar também na mensuração, na organização dessas informações e na demonstração dos resultados. E é justamente nesse contexto que entra o Selo Clima Paraná. A iniciativa permite que as organizações avancem na gestão das emissões de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, reconhece os esforços que já estão sendo realizados”, complementou.

O Selo Clima Paraná é uma iniciativa da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) que reconhece empresas, cooperativas, órgãos públicos e municípios que medem e gerenciam emissões de gases de efeito estufa (GEE). No evento, o engenheiro ambiental da Sedest, Thomas Gaspar Santana, forneceu detalhes sobre o Selo que, neste ano, está em sua 12ª edição. Podem participar organizações privadas e empresas de diversos portes, órgãos e instituições públicas e municípios paranaenses. “A adesão é voluntária e gratuita, mas é necessário que os interessados em participar atuem em território paranaense e possuam pelo menos um CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica] registrado no Estado”, ressaltou Santana.

Ele também falou sobre as modalidades (mercados interno e externo), os tipos de declaração que devem ser apresentadas (simplificada e completa), os critérios de pontuação, entre outros itens. Santana informou ainda que o Selo é dividido em quatro categorias, que vão do A ao D, sendo que a pontuação mínima para se classificar é 1,6. E frisou que os dados do inventário de emissões e das ações devem ser referentes a 2025 e o prazo de inscrições encerra no dia 28 de agosto. Clique aqui para mais informações.

Experiências

“O Selo Clima Paraná veio para fortalecer o nosso posicionamento diante do mercado”, afirmou a analista de Relacionamento da Cresol Instituto, Mayá Prolo. Durante o Webinar, ela compartilhou a experiência da sua cooperativa que, no ano passado, participou pela primeira vez da iniciativa e já obteve o Selo Clima na categoria A - Mercado Interno. Também falou sobre as evidências apresentadas, as ações elencadas e a expectativa de continuar participando do Selo Clima Paraná com bons resultados.

Já a Cocamar participa do Selo Clima Paraná desde 2024 e, na edição passada, a cooperativa foi reconhecida na categoria A – Mercado Externo, de acordo com  a especialista em Processos, Letícia Camargo Hass. No evento, ela relatou que a cooperativa possui um inventário de emissões estruturado, indicadores ambientais monitorados, um Relatório de Sustentabilidade consolidado e já obteve diversas certificações e reconhecimentos em ESG.

“Para a Cocamar, o Selo Clima Paraná foi uma oportunidade de demonstrar a maturidade da sua gestão ESG, evidenciar o compromisso com a mensuração das emissões de gases de efeito estufa e reforçar a transparência proporcionada pelo Relatório de Sustentabilidade”, afirmou Letícia.

Programa ESG+Coop

O evento contou ainda com a participação do analista da Gerência de Monitoramento e Consultoria do Sescoop/PR, Matheus Felipe da Silva. Ele discorreu sobre o Programa ESG+Coop e informou que está sendo elaborada uma publicação com os resultados do diagnóstico de maturidade das cooperativas do Paraná, com a atualização dos dados de 65 cooperativas, que será distribuída logo que for finalizada. Ainda de acordo com Matheus, entre os meses de outubro e novembro, será realizado do Fórum ESG, com a apresentação de grandes cases do mercado. “Também estamos finalizando o projeto-piloto realizado em parceria com a ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas] em três cooperativas para implementarmos a certificação ESG+Coop e será produzido um compêndio, com as boas práticas adotadas pelas cooperativas do Paraná, que deverá ser publicada até o final do ano”, disse.

Sistema Ocepar

No final do evento, Bruna fez um relato sobre como foi a participação do Sistema Ocepar no Selo Clima Paraná, ocorrido pela primeira vez no ano passado, a partir da Ocepar, que obteve o Selo C. A organização é formada por três entidades – Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar – e, neste ano, o objetivo é inscrever também o Sescoop/PR e a Fecoopar na iniciativa.

“Nesse processo, tivemos um aprendizado que considero importante compartilhar com vocês: não é preciso começar com tudo estruturado e com todas as informações perfeitamente organizadas. É possível começar, por exemplo, identificando quais dados a organização já possui, onde essas informações estão, quais áreas são responsáveis por elas e quais informações ainda precisam ser levantadas”, afirmou.

De acordo com ela, esse primeiro movimento já permite que a organização comece a entender como funciona o processo de inventário, quais são as fontes de emissão que precisam ser consideradas e quais dados precisam ser acompanhados ao longo do tempo.

“Porque, no final, mais importante do que simplesmente chegar ao resultado de um inventário é criar dentro da organização a capacidade de medir, acompanhar, entender e tomar decisões a partir dessas informações. E é justamente essa visão que queremos estimular no cooperativismo paranaense”, finalizou Bruna.

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