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Após estudos, negociações e oito meses de construção, a Cooperativa Agroindustrial Lar inaugurou, no dia 27 de março, em Matelândia, Oeste do Estado, uma Unidade Geradora de Energia junto à Unidade Industrial de Aves, em parceria com a Petrobras.
Neste ano, o Programa Agrária de Integração Solidária (PAIS), uma das principais ações da Cooperativa Agrária para a comunidade, vai apoiar entidades como o Serviço de Obras Sociais (SOS), a Associação de Deficientes Físicos de Guarapuava, a APAE de Pinhão e Associação Canaã. As principais ações são arrecadações de agasalhos e alimentos. Mas o programa também promove doação de sangue para o Hemocentro de Guarapuava.
O que é o PAIS - O PAIS é o Programa Agrária de Integração Solidária. O programa se desenvolve na forma de gincana. Os departamentos da Cooperativa formam quatro equipes. As atividades tem duas vertentes: na comunidade, a ajuda a entidades assistenciais; na própria Cooperativa, a realização de ações que contribuam para a segurança no trabalho.
Entidade - Cada uma das quatro equipes do PAIS uma adota uma entidade social da região. De março a dezembro, acontecem as atividades. Ao final da competição (dezembro), de acordo com a suas pontuações, de 1º ao 4º lugar, as equipes recebem, da Agrária, uma premiação em forma de recursos financeiros. O prêmio é destinado às respectivas entidades na forma de produtos e/ou serviços. (Imprensa Agrária)
Nos últimos trinta dias, a cotação da soja na Bolsa de Chicago (Cbot) aumentou 6,2%, passando de US$ 12,80/bushel para US$ 13,60/bushel, o que resulta em US$ 29,98 a saca de 60 kg. Por outro lado, nesse período, os preços do milho reduziram 4%, saindo de US$ 6,15/bushel para US$ 5,90/bushel, ou seja US$ 13,94 a saca de 60 kg. "Essa oscilação é decorrente das perdas da safra na América do Sul, que estão sendo estimadas em 15 milhões de toneladas para soja e 7 milhões de toneladas para o milho, com possibilidade deste último recuperar parte desta perda com a produção de milho safrinha que esta na fase inicial de desenvolvimento no Brasil", explica o analista técnico e econômico da Ocepar, Robson Mafioletti.
Estimativa - Ainda de acordo com ele, os preços dos dois produtos também foram influenciados pela disputa por área de soja e milho que será cultivada nos Estados Unidos. "Lá, o plantio inicia no próximo mês de abril e os números iniciais do Departamento de Agricultura norte-americano (Usda) apontavam para uma área a ser plantada de milho de 38,3 milhões de hectares e de 30,2 milhões de hectares de soja, com crescimentos de área de 3,1% e 0,5%, respectivamente. Na busca pelo possível terreno perdido para o milho, a soja começou a sofrer uma forte elevação dos preços na Cbot para tentar roubar alguns hectares do milho", acrescentou Mafioletti. O analista lembra também que o momento decisivo sobre essa questão será na próxima sexta-feira (30/03), quando o Usda divulgará o relatório mais esperado pelo mercado de commodities agrícolas, que é o de intenção de plantio nos Estados Unidos. "Daí, vamos verificar se essa movimentação de mercado dos últimos dias confirma alguma alteração dos números de área de plantio", acrescentou.
Trigo - Já a cotação do trigo aumentou 1,5% na Cbot, nos últimos trinta dias, passando de US$ 6,60/bushel para US$ 6,70/bushel, ou seja, US$ 14,77/saca de 60 kg.
Quadro 01 - Cotações da soja na CBOT - Chicago Board of Trade em 27 de março (fechamento)
SOJA | ||||
27 de março | Cotações | Cotações | Variação - dia ant. | Variação |
mai/12 | 1369,75 | 30,19 | -9,75 | -0,21 |
jul/12 | 1376,25 | 30,33 | -8,00 | -0,18 |
ago/12 | 1367,50 | 30,14 | -5,50 | -0,12 |
set/12 | 1346,00 | 29,67 | -3,50 | -0,08 |
nov/12 | 1327,75 | 29,26 | -1,75 | -0,04 |
Fonte: Cbot, http://www.cbot.com/ Elaboração: Ocepar/Getec - Março/12 - 1 bushel de soja = 27,216 kg.
Quadro 02 - Cotações do milho na CBOT - Chicago Board of Trade em 27 de março (fechamento)
MILHO | ||||
27 de março | Cotações | Cotações | Variação - dia ant. |
Variação |
mai/12 | 630,75 | 14,90 | -7,00 | -0,17 |
jul/12 | 630,75 | 14,90 | -5,25 | -0,12 |
set/12 | 574,50 | 13,57 | -2,00 | -0,05 |
dez/12 | 550,25 | 13,00 | -3,00 | -0,07 |
mar/13 | 560,50 | 13,24 | -3,00 | -0,07 |
Fonte: Cbot, http://www.cbot.com/ Elaboração: Ocepar/Getec - Março/12 - 1 bushel de soja = 27,216 kg.
Quadro 03 - Cotações do trigo na CBOT - Chicago Board of Trade em 27 de março (fechamento)
TRIGO | ||||
27 de março | Cotações | Cotações | Variação - dia ant. | Variação |
mai/12 | 639,75 | 14,10 | -19,75 | -0,44 |
jul/12 | 652,75 | 14,39 | -17,50 | -0,39 |
set/12 | 669,50 | 14,76 | -15,50 | -0,34 |
dez/12 | 690,00 | 15,21 | -14,50 | -0,32 |
mar/13 | 705,25 | 15,54 | -12,50 | -0,28 |
Fonte: Cbot, http://www.cbot.com/ Elaboração: Ocepar/Getec - Março/12 - 1 bushel de soja = 27,216 kg.
Paraná - Os preços médios recebidos pelos produtores paranaenses nesta terça-feira (27/03) levantados pela Seab/Deral, foram de R$ 49,53/saca de 60 kg para a soja, de R$ 22,82/saca de 60 kg para o milho e de 24,68/saca de 60 kg para o trigo, com elevação significativa dos preços da soja e estabilidade para o milho e trigo na comparação com a média de preços de fevereiro de 2011 e 2012.
Quadro 04 - Evolução dos preços da soja, milho e trigo (em R$ por saca de 60 kg)
Preços | 27 mar. 2012 | Fevereiro/12 | Fevereiro/11 |
Soja | 49,53 | 43,47 | 45,68 |
Milho | 22,82 | 23,07 | 22,34 |
Trigo | 24,68 | 23,43 | 25,25 |
Fonte: Seab/Deral, elaboração: Ocepar/Getec - Março/12. |
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Perdas - No Paraná, as perdas com a estiagem na safra de verão 2011/12, segundo a Seab/Deral, chegam a 5 milhões de toneladas para as culturas da soja, milho e feijão, com prejuízos financeiros na ordem de R$ 3,42 bilhões.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) publica, na edição desta quarta-feira (28/03) do Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul, o seu Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do exercício de 2011, informando o crescimento de 23,2%, em relação ao ano anterior, do número de contratações de novas operações de crédito, em volume de R$ 1,751 bilhão. Até o final do ano, foram aprovados R$ 2,166 bilhões em financiamentos. O Banco teve resultado líquido positivo pelo décimo segundo ano consecutivo, com R$ 92,1 milhões. O Paraná foi o Estado que obteve maior participação nas contratações totais do BRDE (42,9%), num total de R$ 750,5 milhões em 2011.
Novos contratos - No período de janeiro a dezembro de 2011, o BRDE realizou 2.354 novos contratos no Paraná. Foram realizadas 1.920 operações através de convênios que a instituição financeira possui com cooperativas de crédito, cooperativas agrícolas e os convênios de integração, resultando em um montante de R$ 184.311.058,00 contratados.
Cooperativas agroindustriais - As cooperativas agroindustriais paranaenses confirmaram no ano passado que seguem entre os principais clientes do BRDE, sendo contratados R$ 219.398.273,13 neste segmento, atendendo a 19 entidades do setor. Desta forma, o Banco consegue promover o desenvolvimento local e regional, pois as cooperativas se caracterizam como um meio importante para impulsionar o desenvolvimento econômico e social. Estes financiamentos têm um impacto mais amplo no que se refere aos benefícios gerados para a sociedade, uma vez que atendem as necessidades de um grande número de produtores rurais.
Pulverização - Considerando-se o valor contratado com produtores rurais, verifica-se a pulverização do crédito concedido pelo BRDE. Até dezembro de 2011, foram realizadas 2.048 operações com produtores rurais, o que representa 87% do total de contratos realizados pelo Banco. O valor médio destas operações foi de aproximadamente R$ 119 mil. Através de convênios firmados com as cooperativas de crédito, o BRDE consegue capilaridade e ampliar o seu volume de financiamento com pequenos produtores rurais.
Investimentos - No ano de 2011, os financiamentos concedidos pelo BRDE induziram cerca de R$ 1 bilhão em investimentos, que propiciaram a geração de 3.187 novos postos de trabalho e arrecadação adicional de R$ 161 milhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Paraná.
Agente do BNDES - Fomentando empreendimentos em 1.040 municípios de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, 87,5% dos municípios da Região Sul, o BRDE possuía, em 31 de dezembro, 31.031 clientes ativos. Entre as 62 instituições financeiras credenciadas a operar com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em todo o País, o BRDE ocupou a segunda colocação em desembolsos dos programas agrícolas do governo federal. No Sul, entre 48 agentes, foi o quarto principal repassador de recursos para empreendimentos. Viabilizou investimentos totais de R$ 2,3 bilhões, gerando R$ 290 milhões em receita adicional de ICMS para os estados onde atua e criando ou mantendo 43.500 empregos.
Vocação - O saldo médio das 36.368 operações ativas de crédito, de R$ 184,9 mil, "atesta a vocação do BRDE para o atendimento às micro, pequenas e médias empresas, e aos mini e pequenos produtores rurais, melhorando os indicadores econômicos e sociais da região Sul", diz o diretor-presidente do BRDE, Renato de Mello Vianna. Ele destaca que o Banco que financia a modernização da indústria, o aparelhamento dos serviços e do comércio, do agronegócio, da inovação tecnológica, da infraestrutura e das novas matrizes energéticas, "mostra, nos números de 2011, uma pulverização das suas operações por todos os setores da economia, com a característica de não pedir reciprocidade e oferecer apoio técnico diferenciado aos empreendedores, desde o planejamento do investimento, para otimizar o crédito de longo prazo e juros baixos".
Reestruturação de dívidas - No compromisso de preservar o emprego e ampliar a geração de renda no Sul, o BRDE, em 2011, firmou 413 acordos de reestruturação de dívidas, num total de R$ 292,1 milhões, permitindo a manutenção do funcionamento de várias empresas com baixo nível de liquidez no curto prazo, mas avaliadas como viáveis no longo prazo.
Nível de risco - Em relação ao seu nível de risco, a composição da carteira do BRDE, apresenta-se mais favorável do que a média do Sistema Financeiro Nacional (SFN). As operações "AA" e "A", que representam os menores patamares de risco, perfaziam 83% da carteira do Banco, contra 65,9% no SFN. As operações de maior risco, nível "H", eram 2% da carteira do Banco, ante 3,1% do crédito total do SFN. O volume de provisionamento de créditos de liquidação duvidosa da carteira do BRDE foi de 3,6% e o do SFN de 5,1%.
Resultado líquido - O resultado líquido obtido pelo BRDE, no exercício, foi 3,9% superior ao do ano anterior, alcançando R$ 92,1 milhões. Este é o décimo segundo ano consecutivo de resultados líquidos positivos, o que permitiu que o ativo total superasse barreira histórica, com R$ 8,338 bilhões. Para que alcançasse este resultado, o Banco contou com o empenho e a dedicação dos seus 542 funcionários. Em janeiro de 2012, o BRDE realizou concurso público de nível médio e superior para o quadro de pessoal de carreira e formação de cadastro.
Operações - Nos financiamentos de 4.898 novas contratações, que alcançaram R$ 1,75 bilhão, contra R$ 1,83 bilhão de 2010, o setor industrial respondeu por R$ 574,3 milhões, representando 32,8%, enquanto que a agropecuária foi responsável por R$ 518,8 milhões, 29,6%, seguida pelo setor de comércio e serviços com R$ 397,1 milhões, 22,7%, e pela infraestrutura, que encerrou o ano com a participação de R$ 261,2 milhões, 14,9% do total.
Empreendimentos - Os micro, pequenos e médios empreendimentos rurais e urbanos foram responsáveis por 37% do valor contratado em 2011. Do total de clientes que firmaram contratos ao longo do ano, 91% são produtores rurais, sendo que 49% se enquadram nas categorias de mini e pequenos produtores. Já as micro e pequenas empresas responderam por 6% dos contratos, enquanto as médias e grandes empresas ficaram com 3%. Além do apoio direto, um grande contingente de produtores rurais foi também beneficiado pelos financiamentos do BRDE através das cooperativas agropecuárias conveniadas ao Banco.
PSI - O Sistema BNDES segue como a principal fonte de recursos dos financiamentos, com 95,7% do total, com destaque para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), para a aquisição de bens de capital, que representou 28,2% do valor das operações, num total de R$ 493,7 milhões.
Inadimplência - O BRDE encerrou 2011 com a inadimplência em 3%, enquanto que o SFN fechou o ano com este índice 3,6%, conforme o Banco Central (Bacen). (Assessoria de Imprensa BRDE)
A Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura (Mapa) promove nesta terça e quarta-feira (27 e 28/03), em Brasília (DF), o 1º Encontro Técnico sobre Estratégias para uma Agricultura Sustentável. O evento reúne especialistas do setor que vão expor os desafios da agropecuária brasileira e os possíveis direcionamentos para enfrentá-los. Os debates servirão de subsídio para a formulação do Plano Estratégico para a Agropecuária Sustentável. O gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra, participa do evento.
O Porto de Santos passará a contar com uma cobertura de 21 mil metros quadrados (suficiente para cobrir mais de dois campos de futebol) a partir da safra 2013. Com proteção, que custará R$ 65 milhões, os graneleiros de açúcar e soja que aportarem no porto estarão protegidos da chuva. Espera-se que o telhado, que cobrirá um terço da atracação, acelere o ritmo do embarque de grãos e, principalmente, de açúcar. A operadora portuária perde, em média, 110 dias por ano para o carregamento de navios por causa da chuva. O projeto está sendo realizado pela Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, maior produtor de açúcar do mundo. No Paraná, a cobertura do Porto de Paranaguá (foto) é discutida há mais de um ano, com custo estimado em US$ 60 milhões. (Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)
A balança comercial da quarta semana de março registrou superávit de US$ 372 milhões. As exportações somaram US$ 4,839 bilhões e as importações fecharam a semana em US$ 4,467 bilhões. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (26/03) pelo Ministério do Desenvolvimento. Em todo o mês de março, a balança tem saldo positivo de US$ 1,1 bilhão. No acumulado de 2012, o superávit soma US$ 1,523 bilhão.
Média - Em comparação com a média da semana anterior, as exportações entre os dias 19 e 25 de março cresceram 1,5% - principalmente por causa de produtos semimanufaturados (12,1%). Nesse quesito, foram responsáveis pela expansão o ouro em forma semimanufaturada, semimanufaturados de ferro e aço, óleo de soja em bruto e ferro-ligas.
Produtos básicos - Já os produtos básicos cresceram 1,3%, "com destaques para minério de ferro, soja em grão, carne de frango, farelo de soja e café em grão", informou , em nota, a assessoria de imprensa do Mdic. As vendas de manufaturas diminuíram 0,8% "em consequência, principalmente, de autopeças, açúcar refinado e máquinas para terraplanagem".
Importações - Nas importações, a expansão foi de 0,1% em comparação com a semana anterior, puxada "pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, plásticos e obras e adubos e fertilizantes". (Valor Econômico)
Com um café da manhã a ser oferecido a associados e colaboradores em todas as suas unidades operacionais, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial comemora 49 anos de fundação nesta terça-feira (27/03). Depois de fechar 2011 com faturamento recorde de R$ 2 bilhões e expansão de 31% sobre 2010, a cooperativa se vê diante do desafio de continuar crescendo nos próximos anos e planeja chegar R$ 3 bilhões em 2015.
Exigência - Segundo o vice-presidente José Fernandes Jardim Júnior, “crescer é uma exigência para que a estrutura tenha escala e seja competitiva” e lembra a importância de os produtores associados aproveitarem o momento de preços favoráveis na agricultura para investir em novas tecnologias. Ele cita, para isso, a grande disponibilidade de recursos junto aos agentes financeiros, a custos agrícolas, que devem ser aproveitados. E chama atenção para a necessidade de os produtores conhecerem as vantagens proporcionadas pelo sistema de integração sustentável entre agricultura e pecuária – um programa incentivado pela Cocamar.
Planos - Sobre os planos da cooperativa para 2012, um dos mais importantes, de acordo com José Fernandes, é avançar na consolidação da presença da mesma em municípios das regiões de Londrina e Rolândia, oferecendo apoio aos produtores. “Fortalecer a participação cooperativista é fundamental para os seus negócios”, completa.
Números da aniversariante - R$ 2 bilhões em faturamento (2011) – recorde / 950 mil toneladas de soja recebidas – recorde / 510 mil toneladas de milho recebidas – recorde - / 859 mil toneladas de soja esmagadas / 10,8 mil cooperados / 2,2 mil colaboradores / 54 unidades operacionais no noroeste e norte do Paraná. (Imprensa Cocamar)
A quebra na safra de verão 2011/12 no Paraná não deverá ser tão expressiva quanto se previa. Estimativa divulgada nesta sexta-feira (23/03) pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná indica que deverão ser colhidos 17,55 milhões de toneladas de grãos – o que representa uma quebra de 21% em relação aos 22,30 milhões esperados inicialmente. O levantamento de fevereiro indicava uma quebra de 23%. O prejuízo financeiro é estimado, em valores atuais, em R$ 3,42 bilhões.
Prejuízo menor - O relatório constatou redução nos prejuízos causados nas lavouras do milho da primeira safra pela estiagem que castiga o Estado desde o fim do ano passado. Juntas, as principais culturas de verão – soja, milho primeira safra e feijão da primeira safra – somam perdas de 4,8 milhões de toneladas. A soja responde por 71% desse volume.
Total - Apesar da queda de produção desta primeira safra, o levantamento realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) aponta para uma safra total de grãos de 30,73 milhões de toneladas, a quarta maior da história do Estado.
Milho safrinha - O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, ressalta a importância da segunda safra de milho que está em curso. Ele lembra que o Paraná é um exportador e fornecedor de milho para os Estados vizinhos do Sul e Sudeste, além de importante produtor de frangos, suínos e bovinos de leite, grandes consumidores de milho. “Com a redução da produtividade na primeira safra, estamos de olho na segunda, que se tornou a principal em nosso Estado”, afirmou.
Safra de inverno - Em relação à safra de inverno que se aproxima, Ortigara observa que embora o trigo apresente uma expectativa inicial de redução de área, a cultura ainda é de grande expressão omercial para os produtores paranaenses. “Estamos ampliando o Programa de Subvenção ao Prêmio de Seguro Rural, como instrumento mitigador de risco. Buscamos baratear os custos para o pagamento do prêmio de seguro, com vistas a melhorar a margem de renda dos produtores de trigo”, disse o secretário.
Área - Para o ano de 2012 o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), Francisco Carlos Simioni, prevê uma área de 871.750 hectares com trigo, o que representa uma diminuição de 17% em relação ao ano passado. Em condições climáticas normais a produção de trigo poderá superar em cerca de 2% o resultado da safra passada, atingindo um volume de 2,48 milhões de toneladas.
Tecnologia - De acordo com Simioni, os prejuízos resultantes da seca só não foram maiores graças ao empenho dos produtores paranaenses, que ano a ano vêm utilizando mais e novas tecnologias para o plantio e manejo das suas lavouras. “A utilização de sementes mais produtivas e práticas conservacionistas, como proteção do solo e da água, são algumas das recomendações da assistência técnica e pesquisa que estão sendo adotadas pelos agricultores em nosso Estado”, afirmou.
Culturas de verão – O levantamento do Deral informa que foram plantados 4,37 milhões de hectares de soja. A produção apontava para uma safra de 14,07 milhões de toneladas do grão. Com a estiagem, o volume esperado da cultura caiu para 10,71 milhões de toneladas, uma redução de 24%, que está resultando num prejuízo de R$ 2,78 bilhões aos produtores.
Oeste - A região mais prejudicada foi o Oeste, onde deixaram de ser produzidas cerca de 1,41 milhão de toneladas de soja. Na região Norte do Estado o volume perdido foi de 717 mil toneladas, seguida pelo Sudoeste, com 494 mil toneladas, e do Centro-Oeste com 325 mil toneladas. Nas últimas semanas a cotação da soja apresentou reações que podem reduzir em parte os prejuízos dos produtores paranaenses.
Milho primeira safra - O milho da primeira safra, plantado durante a primavera de 2011, também teve perda expressiva. A estimativa de produção, inicialmente de 7,60 milhões de toneladas, foi reduzida para 6,31 milhões, uma perda de 1,29 milhão de toneladas (17%). Os prejuízos financeiros apurados até o momento foram de R$ 492,9 milhões.
Feijão - Outro produto penalizado pela estiagem, conforme o levantamento técnico realizado pelo Deral, foi o feijão da primeira safra, que teve quebra de produção de 20%. A estimativa inicial, que era de 434.631 toneladas, foi reduzida para 348.410 toneladas – o que representa um prejuízo de R$ 152,78 milhões aos produtores. No caso do feijão, também, o aumento nos preços está compensando parte das perdas. (AEN)
O comprometimento do orçamento das famílias com dívidas aumentou gradualmente ao longo de 2011, junto com um aumento da inadimplência. A combinação de dívidas maiores e número crescente de devedores, segundo economistas, pode atenuar o crescimento do consumo este ano.
Ritmo moderado - Ainda que em ritmo moderado, a parcela da renda mensal dos brasileiros destinada ao pagamento de débitos vem subindo desde abril e atingiu em dezembro 22,3%, último dado divulgado pelo Banco Central e maior percentual para o mês desde 2005, início da série histórica. As dívidas já assumidas pelas famílias cresceram em 2011 e representam 42,3% da sua renda anual, nível mais alto para qualquer mês da pesquisa do BC.
Inadimplência - O aumento da inadimplência das famílias no ano passado pode ser considerado forte - passou de 5,7% para 7,4% nos atrasos com prazo superior a 90 dias em um cenário de pleno emprego. Caso seja necessário algum movimento de aperto na política monetária, com reflexo recessivo na economia e perda de emprego, é possível que o sistema financeiro enfrente uma alta bastante acentuada dos atrasos, partindo de patamar bastante elevado, avalia um executivo do mercado financeiro.
Aperto monetário - A alta da inadimplência no ano passado decorreu diretamente do ciclo de aperto monetário do primeiro semestre, com elevação dos juros e restrição à elevação dos prazos, via medidas macroprudenciais. Com mais dívidas para pagar, o nível de inadimplência das famílias piorou no fim de 2011. Em dezembro, o percentual de atrasos superiores a 90 dias aumentou em operações de crédito pessoal, cheque especial, aquisição de veículos e outros bens, de acordo com os dados do BC.
Varejo mais forte - A maior parte dos analistas acredita que o endividamento maior deve afetar em alguma medida o poder de fogo dos consumidores, mas, com inflação menor, queda dos juros e aumento real de 7,5% do salário mínimo, há quem aposte em varejo mais forte em 2012 do que em 2011. Como a renda real é fator determinante da inadimplência, o atual ciclo de redução da Selic deve permitir uma melhora desse indicador, à medida que os ganhos dos trabalhadores se elevem e os juros bancários acompanhem a trajetória declinante da taxa básica.
Renda comprometida - Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, destaca que a renda mensal das famílias ficou mais comprometida no fim de 2011, não devido aos gastos com juros, mas com o principal da dívida. Esse tipo de despesa subiu quase dois pontos percentuais desde maio e alcançou 14,3%, enquanto o dispêndio com juros teve ligeira alta no período, de apenas 0,43 ponto percentual, para 8%. Para Vale, o movimento reflete o avanço do crédito imobiliário, que é mais caro. Essa trajetória não preocupa o economista, já que, num cenário de desemprego baixo, esse financiamento não é predatório.
Crédito habitacional - O crédito habitacional, entre recursos direcionados e livres, alcançou 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2011, alta de um ponto percentual sobre igual mês de 2010, diz o economista Wermeson França, da LCA Consultores. Na mesma comparação, a relação entre crédito para bens de consumo e o PIB ficou quase estagnada, passando de 4,1% para 4,4%.
Espaço - França afirma que o financiamento habitacional ainda tem muito espaço para crescer no país, mas não deve aumentar o nível de endividamento das famílias em 2012 - que, em sua opinião, já está elevado. "Nos Estados Unidos, o comprometimento da renda com dívidas está em 17%. Não há muito espaço para novas aquisições de financiamentos. O crédito imobiliário deve tomar espaço de outros tipos de financiamento", diz.
Dívidas de longo prazo - Contribui para essa avaliação o fato de que, segundo dados do BC, as dívidas de mais longo prazo - crédito imobiliário e aquisição de veículos - representavam, cada uma, 21,3% da carteira de crédito para pessoas físicas em dezembro de 2011. Ou seja, pelo menos 42% da dívida das famílias vai demorar para ser liquidada, limitando a capacidade de ampliar o consumo com novos financiamentos.
Desaceleração - No curto prazo, se o varejo se desacelerar [entre janeiro e março], será mais como efeito do emprego industrial - que está em queda e deve seguir em situação ruim - do que de um endividamento maior, diz Vale. Mesmo sem projetar retomada para a ocupação no setor, o analista trabalha com alta de 9% das vendas em 2012, que, em seu cenário-base, serão impulsionadas pela inflação mais comportada e pela reaceleração da atividade no segundo semestre.
Comércio - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta sexta-feira (23/03) resultados das vendas do varejo de janeiro, mas dados antecedentes indicam que o desempenho do comércio perdeu força neste início de ano. A atividade do comércio medida pela Serasa Experian caiu 0,3% em fevereiro frente a janeiro na série dessazonalizada. No primeiro mês do ano, também houve recuo na comparação com dezembro, de 1,6%. Já as vendas de veículos, medidas pela Fenabrave, caíram 23% e 6,9% em janeiro e fevereiro, respectivamente.
Consumo menor - Segundo Luiz Rabi, economista da Serasa, o aumento da inadimplência - que, de acordo com indicador da empresa, atingiu seu pico em outubro do ano passado e, desde então, vem recuando lentamente - reduziu o movimento nas lojas e a demanda dos consumidores por crédito no primeiro bimestre, movimento que deve continuar em março. "Há uma concentração muito grande de pagamentos neste mês. Este primeiro trimestre está muito fraco para o consumo e, a partir do segundo, devemos entrar em um cenário de recuperação."
Retomada - A retomada do varejo, diz Rabi, será mais evidente na segunda metade do ano, na esteira da queda gradual da inadimplência e da inflação, assim como dos juros básicos. "Temos que acreditar que a educação financeira das pessoas melhorou após o boom do crédito em 2010". Na média de 2012, mesmo com um início mais tímido, o Serasa espera que as vendas do varejo cresçam a uma taxa próxima a de 2011, de 6,7% segundo o IBGE.
Supermercados - Paulo Neves, economista da LCA, aposta em ritmo forte das vendas no primeiro trimestre, impulsionado pelo setor de hiper e supermercados, o mais beneficiado com o reajuste do mínimo. Para o ano como um todo, no entanto, o endividamento é visto como entrave a um crescimento maior do comércio. "O afrouxamento monetário é limitado pela seletividade dos bancos e pela inadimplência e endividamento. Além disso, o crescimento da renda deste começo de ano não deve se repetir nos meses seguintes", diz Neves, que projeta expansão do varejo próxima à observada em 2011.
Aumento - Esse não é o cenário de Fabio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, para quem as vendas devem aumentar 5,5% este ano. A desaceleração, segundo ele, será provocada pela perda de fôlego da massa salarial, o que também pode, ao contrário do que projeta a Serasa, abrir espaço para nova alta da inadimplência no fim do ano.
Massa salarial - O economista pondera que, mesmo com o aumento do mínimo, um crescimento menor tanto da ocupação como dos rendimentos deve fazer com que a massa salarial tenha alta de 2,8% este ano, menor que o avanço de 4,9%, registrado em 2011. (Valor Econômico)
“Qualidade e Resolutividade- Proposta de um novo modelo de pagamento para prestadores” é tema de uma das mesas-redondas promovidas pelo 20º Suespar (Simpósio das Unimeds do Paraná), que acontecerá em Foz do Iguaçu, entre os dias 28 e 30 de abril. A mesa será comandada pelo especialista em gestão de planos de saúde André Médici dos Estados Unidos, juntamente com médico Renato Couto, da Fundação Unimed. Médici é doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo, mestre em Economia pela Unicamp e especialista sênior em Desenvolvimento Social do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, EUA.
Doutor em Medicina - Renato Couto, por sua vez, consultor da Fundação Unimed, é especialista em Clínica Médica (UFMG), especialista em Terapia Intensiva (AMIB) e doutor em Medicina (UFMG) na área de controle de processos assistenciais. É ainda coordenador da linha de pesquisa de desenvolvimento de métodos gerenciais para hospitais e outros serviços de saúde e coordenador do curso de especialização em Acreditação da ONA – Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – IAG Saúde.
Serviço - 20 º Suespar acontecerá entre os dias 28 e 30 de abril, no Hotel Mabu Thermas & Resort, em Foz do Iguaçu (PR). Inscrições pelo site www.suespar.com.br. (Imprensa Federação Unimed)
O Ministério da Agricultura do Brasil trabalha na elaboração do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da próxima safra (2012/13) com a expectativa de elevar ligeiramente os recursos destinados a financiar o setor no período, por conta do aumento dos custos de produção, disse nessa segunda-feira (19/03) o secretário-executivo do Ministério da Agricultura. "Estamos em fase de levantamento dos dados e sugestões para o plano. Estamos ouvindo associações do setor, cooperativas, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos)... E trabalhamos com a expectativa de construir um plano de safra com um volume um pouco superior ao de anos anteriores, porque o custo de produção sempre aumenta um pouco", disse o secretário-executivo, José Carlos Vaz. O Plano Safra 2011/12 contou com recursos de 107,2 bilhões de reais.
Qualitativo - Na avaliação de Vaz, o plano precisa ser qualitativo e indutor do desenvolvimento do agronegócio brasileiro, não apenas para grãos, mas também para pecuária, cana e o setor florestal. O secretário falou à Reuters antes de sua participação em evento sobre o cenário atual do agronegócio, no qual fala em políticas e programas governamentais para o setor.
Classe média - Segundo ele, o novo plano deve trabalhar fortemente a questão da classe média rural e continuará a desenvolver a questão do seguro rural. Vaz avalia que até o final de abril o governo já deve ter definidas as premissas deste novo plano agrícola e pecuário. A partir daí, deve partir para a questão operacional, como a definição de recursos, a fonte e o custo de dinheiro, para então anunciar o plano até meados de junho.
Antecipação - Questionado se haveria intenção do governo de antecipar a divulgação do plano, demanda recorrente de produtores agrícolas, Vaz afirmou que "gostaria de antecipar", mas isso dependeria do processo de elaboração do plano. O plano também contempla uma análise dos preços mínimos apontados para cada cultura, mas não implicaria necessariamente em mudança dos valores. O valor é usado como referência para definição de políticas de apoio ao setor.
Cana - O secretário-executivo ressaltou em sua apresentação no painel sobre os programas governamentais que a agropecuária brasileira precisa de um plano estratégico plurianual, compreendendo um prazo superior a um ano, para tornar o setor mais previsível. Segundo ele, é neste sentido, por exemplo, que o governo vem trabalhando com a questão da cana. A meta é avaliar até onde o governo poderá atuar para ajudar o setor a construir uma "previsibilidade" de receita, tanto para a cana como para o produtor de etanol e açúcar.
Segurança - Para ele, esta é uma alternativa que traz mais segurança ao setor, facilitando a captação de recursos a longo prazo para investir e elevar a produção. "Estamos trabalhando com isso. Este ano ainda a gente constrói esta política, juntamente com as demais áreas do governo, que ajudará a dar esta previsibilidade", disse Vaz. Sem investimentos na renovação dos canaviais, e após dois anos de clima adverso, o setor viu a produtividade da cana despencar, o que resultou na primeira queda de safra em mais de uma década em 2011/12.
Etanol - O governo anunciou recentemente um pacote de 65 bilhões de reais para estimular a produção de etanol em quatro anos. Contudo, ainda não definiu completamente sobre a fonte destes recursos. O coordenador do GV Agro/FGV e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, ponderou que o problema do setor esbarra na rentabilidade. "O preço administrado da gasolina distorce o mercado de etanol... não vejo ninguém querendo fazer investimentos em greenfield (novos projetos), porque não há retorno", disse Rodrigues, acrescentando que o governo precisa trabalhar uma estratégia para o setor.
Logística e escoamento - Já no painel destinado à logística, o diretor executivo da Associação Brasileira de Logística (Abralog), César Borges, criticou a imprevisibilidade do governo nos projetos de infraestrutura.
"Não pode depender de pessoas, com a queda de dirigentes do DNIT (Departamento Nacional de Infraestutura e Transportes), por exemplo, alguns projetos foram paralisados. Isso não pode acontecer", disse Borges.
Mais cedo - Ele observou que neste ano, com a antecipação da colheita da soja, a pressão sobre a movimentação no porto de Santos começou mais cedo, no início de março. "O escoamento da soja está mais veloz este ano, por causa da colheita em Mato Grosso. Isso pressiona o porto", disse. Segundo Borges, já se contabilizam navios com espera de 15 a 20 dias, o que representa um custo para o setor. (Reuters / Agrolink)
Os financiamentos de custeio agrícola que forem contratados no terceiro trimestre deste ano também poderão abater o recolhimento compulsório dos bancos sobre depósitos à vista. A decisão foi publicada na tarde desta segunda-feira (19/03) pelo Banco Central (BC), ao divulgar a circular n° 3.586.
Mais abrangente - O normativo por ela modificado permitia que fossem deduzidas apenas operações contratadas no primeiro semestre de 2012. O novo texto é mais abrangente também porque prevê a dedução de operações de crédito para custeio pecuário, o que não constava na circular 3.573, editada em 21 de janeiro deste ano.
Genérica - No caso das operações de crédito agrícola, a norma editada nesta segunda é mais genérica, pois se refere apenas a custeio agrícola, ao passo que a anterior permitia que fossem abatidas especificamente operações de financiamento da safrinha (2ª safra), safra de inverno e da safra do Nordeste.
Aumento de recursos - A possibilidade de considerar operações de crédito rural para reduzir o compulsório sobre depósito à vista foi aberta pela norma de janeiro. Na ocasião, o BC informou que a medida aumentaria em R$ 3 bilhões a disponibilidade de recursos para financiamento ao setor em 2012.
Abatimento - O abatimento está limitado a 5% do compulsório. Atualmente, as instituições financeiras que captam depósitos à vista são obrigadas a recolher 43% desses recursos ao BC, sem contar aí o desconto autorizado a partir de janeiro. Em julho, a alíquota vai subir para 44%; no mesmo mês de 2013, para 45%. É do valor resultante da aplicação dessas alíquotas que os bancos podem abater o saldo médio diário das operações de crédito rural citadas na circular publicada nesta segunda. (Valor Econômico)
Para amenizar os problemas recorrentes de escoamento da safra, o Paraná deu início ao projeto Corredor de Exportação. A ação é desenvolvida em parceria entre a Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), a Ferroeste e as Secretarias Estaduais de Agricultura e de Infraestrutura e Logística. Com investimentos de R$ 15 milhões, o projeto busca aprimorar a estrutura destinada à exportação no Estado.
Centros logísticos - Atualmente, a Codapar possui seis centros logísticos, localizados nos municípios de Ponta Grossa, Maringá, Cascavel, Guarapuava e Araucária. No total, a capacidade estática é de 250 mil toneladas, das quais 110 mil estarão à disposição do projeto Corredor de Exportação. O diretor técnico da Companhia, Sinval Reis, revela que um projeto piloto está sendo instalado entre Ponta Grossa, Cascavel e Guarapuava e deve iniciar as operações ainda este ano. A iniciativa deve chegar às demais unidades em 2013. ""As unidades vão receber, estocar, classificar e, em seguida, enviar por caminhões ou trens a produção para os portos de Paranaguá e Antonina"", explica.
Infraestrutura - Segundo Reis, as unidades terão infraestrutura para melhor atender os caminhoneiros e a modernização das estruturas vai agilizar o desembarque nos portos, tendo em vista que a carga já estará classificada. ""Vamos investir em infraestrutura de escoamento da produção. Acreditamos que será possível reduzir de 15% a 20% o custo Paraná"", avalia.
Ampliação - A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) negocia atualmente, junto ao governo federal, três projetos para ampliação da estrutura. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, os projetos envolvem a reestruturação do corredor de exportação, com a construção de um sistema de píer para a atracação de quatro navios que ampliará a capacidade de embarque para 16 mil toneladas por hora; a construção de um corredor de exportação de granéis sólidos oeste; e a substituição dos armazéns horizontais do corredor de exportação, que prevê a construção de dois armazéns graneleiros com capacidade estática de 195 mil toneladas e rendimento operacional de 2 mil toneladas por hora.
Aumento na movimentação - Mesmo diante da quebra de safra paranaense, a expectativa da Appa é de aumento na movimentação nos portos. O movimento da exportação de granéis registrado no primeiro bimestre de 2012 é 40% superior ao do mesmo período do ano passado. Somente na soja, o volume é quatro vezes maior do que o embarcado nos dois primeiros meses de 2011. Segundo levantamento do Deral, até terça-feira, 52% da área cultivada com soja já havia sido colhida no Estado. No mesmo dia, a fila de caminhões aguardando entrada no Porto de Paranaguá chegou a 17 km na BR-277. (Folha Rural / Folha de Londrina)