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title: IDS I: Índice de Desempenho Socioeconômico do Brasil sobe 12,8% | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2023-06-26T07:30:00Z
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![ids I 26 06 2023](https://paranacooperativo.coop.br/images/unidades/pr/comunicacao/2023/noticias/06/26/ids_i/ids_I_26_06_2023.jpg)O Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS) do Brasil subiu 12,8% entre 2008-2009 e 2017-2018, períodos das duas últimas edições da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). O indicador saiu de 5,452 para 6,147. Somadas as aquisições não monetárias de serviços, o IDS atinge 6,212, captadas apenas na edição 2017-2018.

**Categorias** - As categorias que tiveram mais importância na composição dos efeitos marginais do IDS para o Brasil, em 2017-2018, foram educação e acesso aos serviços financeiros e padrão de vida. Os percentuais ficaram em torno de 19%. Moradia atingiu 16,1% e acesso aos serviços de utilidade pública e saúde e alimentação, cerca de 14% do total dos efeitos marginais observados no resultado deste indicador.

**Aquisição não monetárias** - Considerando as aquisições não monetárias de serviços, os maiores IDS no período 2017-2018, ficaram com o Distrito Federal (6,981) e São Paulo (6,878). As menores taxas foram as do Maranhão (4,909) e do Pará (5,108). Os dados fazem parte da POF 2017-2018: Evolução dos indicadores de qualidade de vida no Brasil, divulgada nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

**Renda** - Segundo o IBGE, a renda não monetária é a soma de todos os valores dos bens e serviços pelos quais a pessoa não precisou pagar. São incluídos aí valores de bens e serviços prestados pelo governo, como os de saúde, e de famílias que têm despesas pagas por um parente, assim como o aluguel estimado.

**Exemplo** - “Na POF, além de se perguntar por todas as despesas que as pessoas tiveram no período de referência, de produtos e serviços \[em\] que elas efetivamente desembolsaram dinheiro -- por exemplo, pagou uma consulta médica, então, este é um serviço monetário –, mas tem casos em que quem pagou a consulta foi um parente. Isso entrou de forma não monetária, como no caso de uma consulta pelo SUS \[Sistema Único de Saúde\] em que também não se desembolsa dinheiro”, explicou a analista do IBGE Luciana dos Santos, em entrevista coletiva virtual.

**Unidades da federação** - De acordo com a pesquisa, todas as unidades da federação apresentaram ganhos. Roraima (32%) e Sergipe (25,8%) tiveram o maior crescimento e Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, o menor, 9,1% e 5,6%, respectivamente.

**Qualidade de vida** - Em um período de quase dez anos, a perda de qualidade de vida da população recuou de 0,227 para 0,157. No período entre a POF 2008-2009 e a mais recente, de 2017-2018, o Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) teve retração de 30,8%. “A variação do IPQV de 30,8%, indo de 0,227 para 0,157, reflete não só a melhora de um grupo, mas de todos os grupos. A redução do índice reflete a melhora tanto para pessoas que tinham perdas elevadas, quanto para as que tinham poucas perdas. Nesse período, a melhora foi praticamente generalizada”, disse o analista da pesquisa Leonardo Oliveira, também durante a entrevista.

**Índice** - No IPQV calculado após a última edição da POF, o índice ficou em 0,183, quando a pessoa de referência era preta ou parda, o que significa queda de 31,4% em relação à pesquisa anterior, e chegava a 0,122, quando ela era branca, o que equivale a retração de 32,3%. Como as taxas dos indicadores caem em patamares parecidas, a desigualdade entre os dois grupos em termos relativos permanece, acrescentou Oliveira.

**Desigualdades** - Apesar das melhoras, houve desigualdades também nos grupos em que a pessoa de referência é mulher (-27,6%) e no que tem como referência o homem (-33,5%). “A melhora no caso do grupo em que a pessoa de referência é o homem é um pouquinho maior”, ressaltou o analista.

**Comportamento** - A pesquisa mostrou que, ao se observar o comportamento das regiões urbana e rural, a retração da perda agregada aproximou-se do mesmo percentual encontrado para o Brasil. Para a área urbana, o IPQV saiu de 0,205 para 0,142 e, para a rural, de 0,337 para 0,244. “Um destaque adicional é que, apesar da redução da perda, as contribuições para a composição do índice nacional ficaram estáveis no tempo, sendo a contribuição da população que vivia na área urbana em torno de 75% do IPQV. Por outro lado, a população concentrada na área rural manteve sua contribuição em torno de 25%”, informou o IBGE.

**Análise temporal** - Para dar sequência à série de estudos que apuram a qualidade de vida no Brasil, dentro das estatísticas experimentais do IBGE, a pesquisa faz uma análise temporal do tema, baseada no cálculo do Índice de Perda de Qualidade de Vida e do Índice de Desempenho Socioeconômico relativos às edições de 2008-2009 e 2017-2018. Esta é a primeira vez que o IBGE faz a comparação temporal dos dois indicadores que medem a qualidade de vida da população com base em dados das duas últimas edições da POF.

**Recortes geográficos** - “O IPQV é apresentado por recortes geográficos; variáveis associadas à qualificação para o convívio social e para o ingresso na atividade econômica, como a escolaridade; e variáveis relativas à inserção da pessoa de referência da família no mercado de trabalho. O IDS, por sua vez, é apresentado para o Brasil e as unidades da federação”, informou o diretor de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo Pereira, no texto de apresentação da pesquisa.

**Relevância e impacto** - O IBGE informou que, por causa da relevância e do impacto dos resultados alcançados com o cálculo dos dois índices para a POF 2017-2018, os pesquisadores decidiram ampliar a análise desses indicadores multidimensionais para a pesquisa 2008-2009 e observar a evolução da qualidade de vida da população brasileira entre as duas edições da pesquisa.

**Natureza experimental** - “A análise temporal ora empreendida também tem natureza experimental, por contemplar estatísticas novas, que ainda estão em fase de teste e sob avaliação”, completou o IBGE.

**Informações** - Segundo o IBGE, a Pesquisa de Orçamentos Familiares traz informações sobre a composição orçamentária doméstica, as condições de vida e o perfil nutricional da população, medindo as estruturas de consumo, dos gastos, dos rendimentos e parte da variação patrimonial das famílias. “Possibilita traçar, portanto, um perfil das condições de vida da população brasileira a partir da análise de seus orçamentos domésticos.” (*Agência Brasil*)

**FOTO**: *Pixabay*

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