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title: IBGE II: Abate de bovinos volta a crescer no 1º tri de 2022 após dois anos de queda | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2022-06-08T07:42:50Z
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#  IBGE II: Abate de bovinos volta a crescer no 1º tri de 2022 após dois anos de queda 

![ibge II 08 06 2022](https://paranacooperativo.coop.br/images/unidades/pr/comunicacao/2022/noticias/06/08/ibge_ii/ibge_II_08_06_2022.jpg)O abate de bovinos chegou a 6,96 milhões de cabeças e voltou a subir no 1º trimestre de 2022, após dois anos de queda na comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa quantidade representa um aumento de 5,5% frente ao 1º trimestre de 2021, mas manteve-se praticamente estável frente ao 4º trimestre.

**Suínos e frango** - Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, divulgados nesta quarta-feira (08/06) pelo IBGE, que mostram também que o abate de 13,64 milhões de cabeças de suínos foi recorde para um 1º trimestre, e o de frangos caiu, tanto na comparação anual quanto na comparação trimestral, mas ainda assim representa o segundo melhor 1º trimestre da série iniciada em 1997, com 1,55 bilhão de cabeças.

**Influência** - Bernardo Viscardi, supervisor da pesquisa, explica que o aumento nos bovinos foi influenciado pelo maior abate de fêmeas, que vinham sendo poupadas pelo produtor para procriação, devido à valorização nos preços dos bezerros. “Além disso, houve recorde de exportação de carne bovina para um 1º trimestre”, acrescenta.

**Comparativo** - Em relação ao mesmo período de 2021, foram 361,75 mil cabeças de bovinos a mais, com aumento mais significativo em São Paulo (+ 92,79 mil cabeças). Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 16,1% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,3%) e São Paulo (11,0%).

**Abate de suínos atinge recorde para um 1º trimestre** - Já o abate de suínos seguiu a tendência de alta, por ser uma proteína substituta à carne bovina, e atinge um 1º trimestre recorde em 2022. “Junto com esse recorde, houve uma queda nas exportações em comparação com o mesmo período do ano passado, o que aumentou a oferta no mercado interno. O aumento da oferta num cenário de demanda enfraquecida por conta do menor poder aquisitivo das famílias contribuiu para a queda nos preços pagos ao produtor na comparação anual”, explica Viscadi.

**Aumento** - No 1º trimestre de 2022, foram abatidas 13,64 milhões de cabeças de suínos, com aumentos de 7,2% em relação ao mesmo período de 2021 e de 1,5% na comparação com o 4° trimestre de 2021.

**Estados** - Em relação ao mesmo período de 2021, foram 920,43 mil cabeças de suínos a mais, com maior aumento no Paraná (+229,39 mil). Santa Catarina é o principal estado produtor, com 28,1% da participação nacional.

**Abate de frangos cai em relação ao 1º tri de 2021** - No 1º trimestre de 2022, foram abatidas 1,55 bilhão de cabeças de frangos, com quedas de 1,7% em relação ao mesmo período de 2021 e de 0,2% na comparação com o 4° trimestre de 2021.

**Regulação da cadeia** - “Essa queda é uma questão de regulação da cadeia de produção do frango. O setor segue com a demanda aquecida por conta da acessibilidade da proteína e das exportações em alta, mas o aumento de custos inibiu a expansão da atividade. Como o ciclo de produção do frango é curto, cerca de 45 dias, é possível ajustar a oferta à demanda com mais agilidade”, explica Viscadi.

**Maior queda** - Do total de 27,25 milhões de cabeças de frangos a menos no 1º trimestre de 2022, em relação a igual período do ano anterior, a maior queda ocorreu no Rio Grande do Sul (-9,97 milhões). O Paraná lidera amplamente o abate de frangos, com 33,5% da participação nacional.

**Ovos** - O mesmo ocorreu em relação à produção de ovos de galinha, que, com 977,20 milhões de dúzias, foi 2,0% inferior à estimativa do 1º trimestre do ano passado e 2,5% menor que a apurada no 4º trimestre de 2021. “Houve aumento de custos e a cadeia vem reduzindo a produção por conta da dificuldade no repasse ao consumidor final”, afirma o supervisor.

**Segundo melhor resultado** - Apesar da retração na comparação anual, este é o segundo melhor resultado mensurado para um 1º trimestre, considerando a série histórica iniciada em 1987.

**Aquisição de leite tem queda recorde (-9,3%) ante o trimestre anterior** - Caiu também a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal). No 1º trimestre de 2022, a aquisição de 5,90 bilhões de litros representou redução de 10,3% em relação ao 1° trimestre de 2021, e queda de 9,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior, a maior da série nesta comparação.

**Captação** - Foram 678,01 milhões de litros de leite a menos captados entre o 1º trimestre de 2022 e o de 2021. As maiores reduções se deram em Goiás (-160,15 milhões de litros), Minas Gerais (-158,73 milhões de litros) e Rio Grande do Sul (-100,77 milhões de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 25,5% da captação nacional.

**IBGE divulga o “Preço do leite cru pago ao produtor” como estatística experimental** - O IBGE também divulgou hoje o preço do leite cru pago ao produtor no escopo da Pesquisa Trimestral do Leite. No 1º trimestre de 2022, o preço médio por litro, em nível nacional, chegou a R$ 2,14. No trimestre equivalente de 2019, ficou em R$1,36. Em 2020, foi de R$1,38 e em 2021, R$1,90.

**Consulta** - Desde 2019, o questionário da pesquisa passou a ter uma consulta às empresas sobre o preço médio pago, mensalmente, pela matéria-prima adquirida (leite cru in natura, resfriado ou não). Desde então, a variável investigada foi utilizada apenas internamente para subsidiar a coleta e a crítica dos dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM). Acesse as tabelas clicando [aqui](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/agricultura-e-pecuaria/32982-preco-do-leite-cru-pago-ao-produtor-3leite.html?t=resultados).

**Mais sobre a pesquisa** - A pesquisa fornece informações sobre o total de cabeças abatidas e o peso total das carcaças para as espécies de bovinos (bois, vacas, novilhos e novilhas), suínos e frangos, tendo como unidade de coleta o estabelecimento que efetua o abate sob fiscalização sanitária federal, estadual ou municipal. A periodicidade da pesquisa é trimestral, sendo que, para cada trimestre do ano civil, os dados são discriminados mês a mês.

**Divulgação** - A partir do primeiro trimestre de 2018, atendendo solicitações de usuários para acesso mais rápido às informações da conjuntura da pecuária, passaram a ser divulgados os "Primeiros Resultados" da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais para o nível Brasil, em caráter provisório. Eles estão disponíveis cerca de um mês antes da divulgação dos "Resultados Completos". Os dados completos podem ser consultados no [Sidra](https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/abate/tabelas). (*Agência IBGE de Notícias*)

**FOTO:** *Licia Rubinstein / Agência IBGE Notícias*

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