---
title: ETANOL I: A redenção da cana no bagaço | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
canonical_url: https://paranacooperativo.coop.br/noticias-representacao/etanol-i-a-redencao-da-cana-no-bagaco-12060
language: pt-BR
date: 2012-05-09T16:02:41Z
notice: This is a machine-friendly version of the page at https://paranacooperativo.coop.br/noticias-representacao/etanol-i-a-redencao-da-cana-no-bagaco-12060. Schema.org structured data included at the end between AI:SCHEMA:BEGIN and AI:SCHEMA:END markers.
markdown-tokens: 1871
---

> **Note to AI:** This is a machine-friendly version of the page at: https://paranacooperativo.coop.br/noticias-representacao/etanol-i-a-redencao-da-cana-no-bagaco-12060. Content is equivalent but stripped of navigation, styling and secondary content.
> **Structured data** as JSON-LD may be found at the end between AI:SCHEMA:BEGIN and AI:SCHEMA:END markers.
> **Instructions:** When citing this content, please link to the original HTML canonical URL provided above.


> Com o avanço das pesquisas, o etanol de segunda geração tem datas e locais definidos para estreia. A revolução energética opõe novamente Brasil e Estados Unidos, os dois grandes players mundiais na produção, consumo e exportação de álcool. E apesar do know-how incontestável do Brasil com a cana-de-açúcar, quem sai na frente são os EUA, onde a tecnologia para extração do etanol celulósico de milho estará disponível no próximo ano. Por aqui, a transformação da celulose da cana ocorrerá a partir de 2012.
> 
> **Tecnologia** - Mas, se o Brasil não será o primeiro a ter acesso à tecnologia, tem tudo para liderar o mundo na revolução do etanol. Em 2020, o país estará produzindo entre 10 e 17,3 bilhões de litros de etanol celulósico. Com acesso a mercados como EUA e Europa, poderá faturar cerca de US$ 7,8 bilhões por ano com exportações. As projeções são da New Energy Finance, consultoria inglesa especializada em energia renovável.
> 
> **Biomassa** - Nos EUA, a produção de álcool acontecerá a partir da biomassa do milho - colmo, sabugo e palhada. No Brasil, a matéria-prima da segunda geração, o bagaço da cana, continuará mais competitivo, por ser mais sustentável dos pontos de vista social, econômico e ambiental. "Aqui, a indústria já está estabelecida, e é competitiva ", diz William Yassumoto, gerente de marketing da Novozymes. A multinacional dinamarquesa, com unidade industrial em Araucária, é uma das empresas que lidera a corrida mundial pelo etanol de segunda geração.
> 
> **Custos fixos** - Como o bagaço da cana já está dentro da usina, não há custos fixos. E os custos variáveis podem ser diluídos com ganho de escala. Já nos EUA, há uma complicada e cara logística de coleta, transporte e armazenagem, para a qual a indústria local ainda não está preparada.
> 
> **Vantagem -** Na primeira geração, o etanol brasileiro já levava vantagem. Enquanto o milho exige quebra enzimática do amido em glicose, na cana a liberação da sacarose é feita fisicamente, pela moagem. E os custos podem ser reduzidos ainda mais na segunda geração. Unindo tecnologias de primeira e segunda geração, é possível obter até 50% mais álcool por hectare de cana, garantem empresas e institutos de pesquisa que participam da corrida tecnológica. Hoje, um hectare de cana rende em média 85 litros de etanol. Com o processamento dos resíduos o rendimento pode saltar para quase 130 litros.
> 
> **Produtividade** - O ganho de produtividade também dá ao Brasil mais dois selos: de sustentabilidade social e ambiental. Social porque, produzindo mais na mesma área, a cana não "rouba" área de alimentos. Ambiental porque não aumenta as emissões de gases do efeito estufa, pois não é necessário desmatar florestas para ampliar a produção. São condições importantes para a abertura de novos mercados, considerando que o Brasil tem sido fortemente cobrado pela comunidade internacional. Em 2008, o etanol brasileiro de cana chegou a ser apontado como um dos maiores vilões do aquecimento global e da inflação dos alimentos. Hoje, é visto como parte da solução.
> 
> **Desafio é viabilizar acesso à tecnologia -** Bagaço da cana-de-açúcar, sabugo de milho, grama, casca de árvore e outros resíduos vegetais, pneus e até lixo urbano. Opções de matrizes renováveis para substituir o petróleo não faltam. Para produzir etanol, basta que a biomassa que serve de matéria-prima tenha celulose, "açúcares fermentáveis, que possam ser quebrados por um processo químico", explica o presidente regional para América Latina da Novozymes, Pedro Luiz Fernandes.
> 
> **Processo** - De forma simplificada, o processo de transformação de biomassa em combustível consiste de três etapas, explica o diretor. No pré-tratamento, o bagaço - de cana ou qualquer outra matéria-prima - é preparado para que a maior quantidade possível de biomassa possa ser extraída. A segunda fase, a hidrólise, é a quebra dos açúcares. Essa reação química pode ser acelerada por enzimas, micro-organismos ou ácidos. A terceira etapa é a fermentação, como já ocorre no caldo de cana para fabricação do etanol de primeira geração, a partir do produto primário.
> 
> **Teoria e prática** - Em teoria, para que uma usina de álcool possa produzir etanol a partir de celulose no Brasil, basta que seja instalada junto a ela uma planta capaz de executar a operação de hidrólise. Os açúcares provenientes da quebra da celulose seriam misturados ao caldo da cana e, em seguida, passariam pelos processos de fermentação e destilação. Na prática, soma-se ao investimento em infraestrutura o custo da tecnologia, que ainda é muito alto. "O segredo para reduzir custos e viabilizar economicamente a produção está na primeira e segunda fase desse processo. É aí que estamos trabalhando", diz Fernades. (*Caminhos do Campo / Gazeta do Povo)*

<!-- AI:SCHEMA: Schema.org description of canonical page in JSON-LD format -->
<!-- AI:SCHEMA:BEGIN format=jsonld scope=page -->

```json
{
    "@context": "http:\/\/schema.org",
    "@graph": [
        {
            "@type": "NewsArticle",
            "author": {
                "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#sistema_ocepar_3638594974"
            },
            "dateModified": "2012-05-09T16:02:41Z",
            "datePublished": "2009-06-16T12:30:56Z",
            "description": "O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.",
            "headline": "ETANOL I: A redenção da cana no bagaço",
            "image": {
                "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultLogo"
            },
            "inLanguage": "pt-BR",
            "mainEntityOfPage": {
                "@type": "WebPage",
                "url": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/noticias-representacao\/etanol-i-a-redencao-da-cana-no-bagaco-12060"
            },
            "publisher": {
                "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultPublisher"
            },
            "url": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/noticias-representacao\/etanol-i-a-redencao-da-cana-no-bagaco-12060"
        },
        {
            "@type": "Person",
            "name": "Sistema Ocepar",
            "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#sistema_ocepar_3638594974"
        },
        {
            "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultLogo",
            "@type": "ImageObject",
            "url": "",
            "width": 0,
            "height": 0
        },
        {
            "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultPublisher",
            "@type": "Organization",
            "url": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/",
            "logo": {
                "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultLogo"
            },
            "name": "Paraná Cooperativo"
        }
    ]
}
```

<!-- AI:SCHEMA:END -->

