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title: ESTUDO: Governo lança radiografia inédita para ampliar base exportadora brasileira | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2023-06-27T07:38:25Z
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#  ESTUDO: Governo lança radiografia inédita para ampliar base exportadora brasileira 

![estudo 27 06 2023](https://paranacooperativo.coop.br/images/comunicacao/2023/noticias/06/27/estudo/estudo_27_06_2023.webp)Desde essa segunda-feira (260/6) o público já pode ter acesso a um estudo inédito realizado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que fez uma radiografia do comércio exterior brasileiro. O objetivo do estudo "[Perfil das Firmas Exportadoras Brasileiras - Um Panorama](https://paranacooperativo.coop.br/images/perfil_exportadoras-secex.pdf/view)" foi mapear os desafios a serem enfrentados no trabalho de promoção do comércio exterior das empresas do nosso país, para avançar na agenda de competitividade do Brasil.

**Informações para agentes públicos e privados** - O estudo apresenta uma radiografia abrangente das empresas que exportam, no Brasil, detalhando onde elas estão localizadas, quais os mercados de destino preferidos, e como elas se diferenciam das demais empresas que não exportam. O trabalho também identifica como se dá a dinâmica de entrada e permanência dessas firmas no comércio internacional.

**Desafio** - São informações que ajudarão o leitor a compreender melhor o desafio imposto às empresas que buscam a inserção internacional. O levantamento serve de subsídio para agentes públicos e privados responsáveis por desenhar políticas e estratégias empresariais destinadas a induzir a internacionalização das empresas brasileiras.

**Identificação** - Na avaliação da secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o diagnóstico identifica desafios a serem enfrentados para que mais empresas exportem. De acordo com Tatiana, a reforma tributária, por exemplo, poderá dar uma enorme contribuição, não apenas para que a produção nacional seja mais competitiva, mas também para que o país pare de exportar tributos, o que, infelizmente, ainda é uma realidade.

**Demanda crescente** - Segundo o Diretor de Planejamento e Inteligência comercial da Secex, Herlon Brandão, há uma demanda crescente por conhecer o perfil do comércio internacional por características de empresas. “Ainda poucos países possuem iniciativas para a produção desses dados e o Brasil é um dos primeiros a disponibilizar essas informações”, afirmou. Além do presente estudo, a Secex lançou neste ano as [estatísticas de Exportação e Importação por Porte Fiscal de Empresas](https://balanca.economia.gov.br/balanca/outras/porte/relatorio_porte.html). “A capacidade em produzir essas informações fez com que o Brasil integrasse o grupo de especialistas das Nações Unidas que está construindo um manual internacional com recomendações para a produção sistemática de dados de comércio por características de empresas, conta o diretor.

**Importância da integração regional e de mercados grandes** - O levantamento identificou que somente 1% das empresas brasileiras vende para o exterior. Em números absolutos, são aproximadamente 25 mil firmas as que já conquistaram seu lugar no mercado externo. Ao mesmo tempo, elas respondem por cerca de 15% dos empregos formais do país.

**América Latina** - "Chamou a nossa atenção o fato de que a grande maioria (61%) dessas empresas realiza negócios na América Latina, o que reforça a importância da integração regional", diz a secretária. Segundo ela, além das vantagens da proximidade geográfica e cultural, os produtos brasileiros encontram tarifas mais baixas na região, fruto de acordos comerciais.

**Tarifas médias** - De fato, segundo o diagnóstico inédito da Secex, as tarifas médias impostas pelos parceiros comerciais do Brasil figuram como um fator relevante para empresas exportadoras definirem o destino de suas mercadorias.

**Tamanho do mercado** - Por outro lado, o estudo identifica que o tamanho do mercado consumidor passa a ser, cada vez mais, um elemento importante na definição do país alvo das empresas exportadoras. De 2018 a 2020, aumentou em 24% o número de empresas exportando para a China. Para os EUA, o crescimento foi de 21%. Para a União Europeia, de 16%. Por outro lado, o número de firmas exportando para o Mercosul cresceu apenas 2%.

**Salários até 124% maiores** - O estudo constatou, ainda, que empresas exportadoras, em média, pagam salários maiores, contratam mais e empregam uma proporção maior de trabalhadores com ensino superior em comparação com as empresas não-exportadoras. O prêmio salarial pago pelas empresas exportadoras em relação às não-exportadoras varia de 36% a 124%, dependendo do setor de atividade da empresa.

**Chance de 65% de seguir exportando depois do primeiro ano** - Entre as firmas que conseguem vender para outros países, a chance de seguir exportando após o primeiro ano de vendas externas é de aproximadamente 65%. O estudo também revelou que a maior parte das empresas exporta de maneira esporádica. Períodos de exportações ininterruptos possuem duração mediana de 3 anos. Manter as empresas no mercado externo é um desafio importante.

**Concentração regional** - O estudo da Secex mostra que as empresas atuantes no comércio exterior são concentradas em regiões específicas do Brasil. 54% das firmas brasileiras que venderam ao exterior em 2020 estavam localizadas nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. O estudo também verificou que o percentual de firmas que exportaram para países do Mercosul foi quase 2,5 vezes maior nas regiões Sul e Sudeste do que nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Foi constatado, também, que as exportadoras localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste possuem maior escala (tamanho) em média, com 30% mais empregados do que as firmas exportadoras estabelecidas no Sul e Sudeste.

**Vetor de desenvolvimento econômico** - De acordo com a Secex, entender a dinâmica das firmas exportadoras é fundamental para que possamos estimular nossa participação no comércio exterior. A inserção das empresas de um país no comércio internacional é tradicionalmente vista como um importante vetor de desenvolvimento econômico. Empresas que acessam os mercados internacionais são positivamente impactadas no seu crescimento, demandam mão de obra mais qualificada e precisam aumentar continuamente a sua produtividade para se manterem competitivas.

**Competição** - Apesar desses efeitos benéficos, competir em mercados estrangeiros não é considerada uma tarefa fácil. As empresas que quiserem trilhar esse caminho precisam enfrentar, além da competição a nível global, os mais diversos tipos de obstáculos tarifários e regulatórios impostos por governos estrangeiros para aceitar que produtos importados sejam comercializados em seu território.

**Dificuldades** - Por isso, essas dificuldades fazem com que apenas uma parcela das empresas com potencial exportador efetivamente participe do comércio internacional, a despeito dos potenciais benefícios que elas poderiam adquirir ao fazê-lo. Justamente por isso, é preciso estudar as características das empresas exportadoras e, principalmente, entender como funciona a dinâmica da exportação e as principais dificuldades enfrentadas no processo de exportar.

**Oportunidades para ampliar a base exportadora do Brasil** - Para fazer com que mais empresas se beneficiem do mercado externo, a Secex tem entre as suas prioridades a facilitação de comércio, o fomento à cultura exportadora e a promoção comercial, com foco nas MPMEs. Além disso, a Secex também atua para abrir mercados para os produtos brasileiros, tanto por meio da negociação de novos de acordos comerciais e do aprofundamento daqueles já existentes, quanto pela superação de barreiras que afetam as exportações brasileiras. Ademais, o governo federal trabalha para concluir até 2026 o Portal Único de Comércio Exterior, aprimorando processos, integrando sistemas e reduzindo burocracia, custos e prazos para os operadores de comércio exterior. “Ampliar a base exportadora gerará ganhos concretos para o Brasil”, destacou Tatiana Prazeres. (*Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços*)

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