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title: COOPERATIVISMO: A experiência internacional para o fortalecimento do cooperativismo | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2012-05-09T16:23:21Z
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#  COOPERATIVISMO: A experiência internacional para o fortalecimento do cooperativismo 

> Matthias Arzbach, da Confederação Alemã das Cooperativas, relata no seu livro "Conjuntura e Perspectivas do Cooperativismo de Crédito" - que reúne uma coletânea de artigos de figuras ilustres do cooperativismo - quais são os pontos que o Brasil deve ter em vista para consolidar um desenvolvimento sadio. Acompanhe abaixo os principais trechos:
> 
> **1** - Evitar o canibalismo dentro do setor. "O fenômeno de concorrência entre as cooperativas que observamos em países como Colômbia pode ser um perigo às cooperativas no Brasil no futuro."
> 
> **2** - Preparar-se para pressões regulatórias cada vez maiores. "A normativa tende a ser cada vez mais homogênea para todo o sistema financeiro, tornando-se um desafio grande às cooperativas."
> 
> **3** - Profissionalização das cooperativas e esforços enormes no treinamento serão necessários. "Diretores eleitos dentro do quadro social da cooperativa, mas sem experiência bancária vão ter cada vez mais dificuldades para poder cumprir com as responsabilidades."
> 
> **4** - Fusões e incorporações vão tornar-se um fenômeno cada vez mais comum. "Isso não deve ser visto como instrumento para solucionar situações de insolvência, como ferramenta de resgate."
> 
> **5** - A maior integração no mercado financeiro e a pressão regulatória de fora vão tornar a preservação dos valores cooperativos e o atual esquema de governança mais difícil.
> 
> **6** - Como a cooperativa vai se diferenciar na sua atuação frente a um banco? Vai ter sempre um enraizamento local, mas em nível de produtos e atendimento ao cliente, haverá uma convergência às características do setor bancário tradicional. *(Sicoob Central Cecresp)*
> 
> **IBGE: PIB cresce 1,9%, agronegócio recua**
> 
> A economia brasileira cresceu 1,9% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro trimestre. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma que o Brasil saiu da recessão técnica. O PIB é a produção de bens e serviços no País. Em relação ao segundo trimestre de 2008, no entanto, o PIB brasileiro teve queda de 1,2%. No primeiro semestre de 2009, o PIB caiu 1,5% ante o mesmo período de 2008. Por setores, o PIB da indústria apresentou expansão de 2,1% no período entre abril e junho de 2009 em relação ao trimestre anterior. Na mesma base de comparação, o PIB da agropecuária registrou queda de 0,1% e o PIB do setor de serviços teve expansão de 1,2%.A expansão do PIB no segundo trimestre deste ano mostra que o País deixou o período de recessão técnica, quadro que se estabeleceu com a queda de 1,0% (revisado) do PIB no primeiro trimestre após já ter amargado uma retração de 3,4% (revisado) no período de outubro a dezembro de 2008. Estatisticamente, configura-se um quadro de recessão técnica em uma economia quando ela apresenta variação negativa por dois trimestres consecutivos. No que se refere à comparação com o mesmo período do ano passado, a queda do PIB, de acordo com economistas entrevistados pela Agência Estado, está atrelada à forte base de comparação no ano passado. No segundo trimestre de 2008, o PIB havia crescido 1,60% ante o primeiro trimestre e 6,20% na comparação a idêntico período de 2007.
> 
> Há que se lembrar que o ponto mais agudo da crise internacional, que contaminou a economia real a partir da quebra de confiança no setor bancário por meio do corte de crédito para o setor produtivo, deu-se a partir de 15 de setembro de 2008, com a quebra do banco investimento norte-americano Lehman Brothers. Tanto que, no terceiro trimestre do ano passado, a economia brasileira cresceu 1,80% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 6,80% na comparação anual. Os efeitos da crise se fizeram presentes mesmo só no quarto trimestre do ano passado e no primeiro deste ano. Embora o PIB possa dar, no segundo trimestre deste ano, sinais de que tenha saído da recessão técnica, a sua possível expansão ainda não gera euforia por causa das condições em que o eventual crescimento acontece. A expansão prevista está ainda embasada sobre os estímulos fiscais do governo, o que dá margens aos analistas para desconfiarem que, se não fosse a ajuda governamental, a economia não teria ainda condições de andar por suas próprias pernas.
> 
>  ![](https://paranacooperativo.coop.br/images/unidades/pr/upl/image/1(11.09.09).jpg)
> 
> Na mesma comparação, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal1, o maior destaque foi a indústria (2,1%), seguida pelos serviços (1,2%). A agropecuária apresentou variação negativa de 0,1%.
> 
> Na comparação com o segundo trimestre de 2008, o PIB registrou queda de 1,2%, resultado da retração de 0,9% no valor adicionado a preços básicos e da redução de 2,8% nos impostos sobre produtos. Dentre as atividades, destacaram-se, nesse confronto, os serviços (2,4%). Por outro lado, a indústria caiu 7,9%, e a agropecuária teve redução de 4,2%. Nos quatro trimestres (12 meses), o PIB apresentou crescimento de 1,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no acumulado no ano (1º semestre de 2009), o PIB caiu 1,5%, em relação a igual período de 2008, sendo que, somente os serviços cresceram (2,1%), enquanto a indústria (-8,6%) e a agropecuária (-3,0%) caíram. Em valores correntes, o PIB, no segundo trimestre de 2009, alcançou R$ 756,2 bilhões.
> 
> ![](https://paranacooperativo.coop.br/images/unidades/pr/upl/image/2(11.09.09).jpg)
> 
> Na comparação com o primeiro trimestre do ano, em relação aos componentes da demanda interna, o crescimento da despesa de consumo das famílias foi de 2,1%. Já a despesa de consumo da administração pública registrou variação negativa de 0,1%. A formação bruta de capital fixo (FBCF, o mesmo que investimento planejado) permaneceu estável, sem variação. No setor externo, tanto as exportações como as importações de bens e serviços apresentaram crescimento, de 14,1% e 1,5%, respectivamente.
> 
> **Apenas serviços crescem em relação a 2008**
> 
> O PIB registrou queda de 1,2% no segundo trimestre de 2009, em relação a igual período de 2008, sendo que o valor adicionado a preços básicos apresentou retração de 0,9%; e os impostos sobre produtos, uma redução de 2,8%, resultado principalmente da queda da indústria, em especial a de transformação, e da diminuição do volume das importações. O destaque nesse confronto ficou com os serviços, que cresceram 2,4%, enquanto a indústria decresceu 7,9%, e a agropecuária caiu 4,2%.
> 
> A taxa da agropecuária pode ser, em grande parte, explicada pelo desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no trimestre e têm estimativas de queda na produção em 20092, caso da soja, do milho e do café. As estimativas para a pecuária, a silvicultura e a exploração florestal também apontam para um fraco desempenho no trimestre.
> 
> Na indústria, todas as atividades apresentaram taxas negativas. A maior queda foi na indústria de transformação (-10,0%), influenciada principalmente pela redução na produção de máquinas e equipamentos; metalurgia; peças e acessórios para veículos; mobiliário; vestuário e calçados. Também houve retração de 9,5% na construção civil; queda de 4,0% em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana; e redução de 0,8% na extrativa mineral, onde a extração de minérios ferrosos caiu 27,4%, e a extração de petróleo e gás natural aumentou 5,9%.
> 
> O aumento dos serviços (2,4%) resultou das variações positivas da intermediação financeira e seguros (8,2%), que voltou a crescer no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2008; outros serviços (7,3%); serviços de informação (6,8%), devido principalmente aos desempenhos da telefonia móvel e dos serviços de informática; administração, saúde e educação públicas (2,8%); e serviços imobiliários e aluguel (1,4%). Por outro lado, transporte (de carga e passageiros), armazenagem e correio teve queda de 5,3% no segundo trimestre, bem como o comércio (atacadista e varejista), que caiu 4,0% - ambos influenciados pelo resultado da indústria de transformação.
> 
> **Despesa de consumo das famílias aumenta pelo 23º trimestre consecutivo**
> 
> Ainda em relação ao segundo trimestre de 2008, pelo lado da demanda interna, a despesa de consumo das famílias alcançou a taxa positiva de 3,2%, 23º crescimento consecutivo nessa base de comparação. Um dos fatores que contribuíram para o resultado foi o comportamento da massa salarial real3, que cresceu 3,3% no segundo trimestre de 2009. Além disso, houve aumento de 20,3%, em termos nominais, do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas4.
> 
> A despesa de consumo da administração pública cresceu 2,2% nesse confronto, enquanto a formação bruta de capital fixo teve decréscimo de 17,0%, o maior nessa base de comparação desde o início da série, em 1996, explicado, principalmente, pela redução da produção interna de máquinas e equipamentos. Pelo lado da demanda externa, tanto as exportações (-11,4%) quanto as importações (-16,5%) de bens e serviços continuaram em declínio.
> 
> **Pela ótica da produção, só indústria tem taxa negativa no acumulado em 12 meses**
> 
> No acumulado nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2009, o PIB cresceu 1,3%, em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, com elevação de 1,2% do valor adicionado e de 1,6% nos impostos sobre produtos. Nessa comparação, os serviços cresceram 3,1%; a agropecuária, 0,2%; e a indústria caiu 3,0%.
> 
> O gráfico a seguir, da evolução do PIB acumulado em quatro trimestres desde 1996, mostra como, após elevação de 3,3% no segundo trimestre de 2006, houve um aumento progressivo da taxa, que chegou a 6,3% no terceiro trimestre de 2008, recuando para 1,3% no segundo trimestre de 2009.
> 
> ![](https://paranacooperativo.coop.br/images/unidades/pr/upl/image/3(11.09.09).jpg)
> 
> Dentre as atividades industriais, destaca-se a extrativa mineral (1,5%), seguida pela eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (estável em 0,2%). Por outro lado, a indústria de transformação registrou redução de 5,2%, seguida da construção civil, com queda de 1,3%.
> 
> Nos serviços, as maiores elevações foram nos serviços de informação (7,8%); intermediação financeira e seguros (6,9%); e outros serviços (6,1%). Também cresceram administração, educação e saúde públicas (2,9%) e serviços imobiliários e aluguel (2,0%). Em contrapartida, houve queda em transporte, armazenagem e correio (-1,8%); e no comércio (-0,4%).
> 
> Na análise da demanda, a despesa de consumo da administração pública cresceu 4,2%, seguida pela despesa de consumo das famílias (3,5%). A formação bruta de capital fixo, por sua vez, caiu 2,2%, depois de 20 trimestres de crescimento seguidos nessa base de comparação. No setor externo, tanto as exportações (-7,6%) como as importações (-0,8%) de bens e serviços caíram.
> 
> **No 1º semestre de 2009, o PIB registra queda de 1,5%**
> 
> No primeiro semestre de 2009, o PIB caiu 1,5%, em relação a igual período de 2008, com crescimento apenas entre os serviços (2,1%) e quedas na indústria (-8,6%) e agropecuária (-3,0%).
> 
> Todas as quatro atividades da indústria apresentaram taxas negativas na comparação semestral, sendo a maior redução na indústria de transformação (-11,2%), seguida pela construção civil (-9,6%); eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-4,1%); e indústria extrativa (-0,9%).
> 
> Nos serviços, as maiores elevações foram em outros serviços (7,2%); instituições financeiras e seguros (7,0%); serviços de informação (6,1%); administração, educação e saúde públicas (3,0%); e serviços imobiliários e aluguel (1,5%). Já transporte, armazenagem e correio (-5,4%) e comércio (-5,0%) apresentaram quedas.
> 
> Na análise da demanda interna da comparação semestral, destacam-se os crescimentos de 2,5% da despesa de consumo da administração pública e de 2,3% na despesa de consumo das famílias. A formação bruta de capital fixo, por sua vez, caiu 15,6%. Analisando-se o setor externo, as importações (-16,3%) e a exportações (-13,1%) de bens e serviços tiveram quedas.
> 
> **Em valores correntes, PIB fecha 2º trimestre em R$ 756,2 bilhões**
> 
> No segundo semestre, o PIB medido a preços de mercado alcançou R$ 756,2 bilhões, sendo R$ 652,4 bilhões referentes ao valor adicionado e R$ 103,8 bilhões aos impostos sobre produtos.
> 
> A agropecuária registrou R$ 56,1 bilhões; a indústria, R$ 163,4 bilhões; e os serviços, R$ 432,9 bilhões. A despesa de consumo das famílias totalizou R$ 471,2 bilhões; a despesa de consumo da administração pública, R$ 155,9 bilhões; e a formação bruta de capital fixo, R$ 118,8 bilhões.
> 
> A balança de bens e serviços ficou superavitária em R$ 7,6 bilhões, e a variação de estoques foi positiva em R$ 2,8 bilhões.
> 
> ![](https://paranacooperativo.coop.br/images/unidades/pr/upl/image/4(11.09.09).jpg)
> 
> A taxa de investimento no segundo trimestre de 2009 ficou em 15,7% do PIB, inferior à do mesmo período do ano anterior (18,5%). A taxa de poupança ficou em 15,0%.
> 
>  ![](https://paranacooperativo.coop.br/images/unidades/pr/upl/image/5(11.09.09).jpg)
> 
> 1 As séries da agropecuária, indústria, serviços, valor adicionado, PIB, despesa de consumo da administração pública, despesa de consumo das famílias, formação bruta de capital fixo, exportações e importações são ajustadas individualmente.
> 
> 2 Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE- Julho), divulgado em agosto.
> 
> 3 Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE).
> 
> 4 Segundo a Nota para Imprensa "Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro".
> 
> (Com informações da Assessoria de Imprensa do IBGE e Agência Estado)

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