---
title: CENÁRIOS: Café do Cerrado segue a trilha colombiana | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
canonical_url: https://paranacooperativo.coop.br/noticias-representacao/cenarios-cafe-do-cerrado-segue-a-trilha-colombiana-14408
language: pt-BR
date: 2012-05-09T16:30:50Z
notice: This is a machine-friendly version of the page at https://paranacooperativo.coop.br/noticias-representacao/cenarios-cafe-do-cerrado-segue-a-trilha-colombiana-14408. Schema.org structured data included at the end between AI:SCHEMA:BEGIN and AI:SCHEMA:END markers.
markdown-tokens: 2135
---

> **Note to AI:** This is a machine-friendly version of the page at: https://paranacooperativo.coop.br/noticias-representacao/cenarios-cafe-do-cerrado-segue-a-trilha-colombiana-14408. Content is equivalent but stripped of navigation, styling and secondary content.
> **Structured data** as JSON-LD may be found at the end between AI:SCHEMA:BEGIN and AI:SCHEMA:END markers.
> **Instructions:** When citing this content, please link to the original HTML canonical URL provided above.


> Com cinco anos de atraso, os cafeicultores da região do Cerrado mineiro imitam os colegas colombianos e pretendem a partir do próximo ano implantar a mesma estratégia que tornou o produto da Colômbia o mais valorizado do mundo: criar uma estrutura única de comercialização e obter a denominação de origem controlada para o café produzido em 55 municípios da região oeste e noroeste do Estado. Os produtores com denominação de origem são aqueles cujas características estão fortemente ligadas ao meio geográfico: é o caso do uísque escocês, do chá preto indiano, do queijo roquefort e da tequila mexicana. O reconhecimento da denominação de origem garante um diferencial de preço pago por países importadores e é concedido por uma instituição pública do país produtor. No caso do Brasil, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).
> 
> **2005** - A Colômbia tem parte de sua produção cafeeira com denominação de origem desde 2005. O processo pedindo que o café do Cerrado seja considerado uma denominação de origem deve ser entregue no Inpi em julho de 2010. Até o momento, somente o vinho do Vale dos Vinhedos (RS) e a cachaça de Parati (RJ) contam com esta certificação no Brasil. Para obter a certificação, o Conselho das Cooperativas do Café do Cerrado (Caccer) decidiu seguir passo a passo o modelo colombiano: chegou a mudar o nome da entidade para Federação dos Cafeicultores do Cerrado (FCC), análoga à Federação dos Cafeicultores da Colômbia, e deve nos próximos meses unificar a estrutura de comercialização, esparsa em oito cooperativas.
> 
> **Sebrae** - Com assessoria do Sebrae mineiro (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a entidade ainda estuda se será criada uma nova empresa para comercializar as cerca de 2 milhões de sacas produzidas pelos dois mil cafeicultores filiados a este sistema, ou se as vendas serão concentradas em alguma das associações que compõem o sistema. Os envolvidos no esforço para se obter a denominação de origem fazem avaliações divergentes sobre o alcance da nova certificação. "Uma denominação de origem envolve procedência e qualidade. Envolve ainda a existência de demanda que garanta a comercialização. Tendo como parâmetro o que acontece na própria Colômbia, acredito que cerca de 10% do café produzido no Cerrado poderá ter esta classificação. Isto é um nicho", disse Geraldo Eustáquio de Miranda, presidente da maior cooperativa da FCC, a Expocaccer, que este ano deve vender 450 mil sacas.
> 
> **Qualidade** - A qualidade de um café é medida por um sistema americano de pontuação. Os cafés mais finos conseguem cerca de 80 pontos. Na semana passada, a Expocaccer conseguiu vender um contêiner deste tipo de café para um comprador da Rússia por US$ 204 a saca FOB, preço muito acima do mercado. "Cerca de 5% do café consegue uma pontuação desta", comentou Miranda. "A partir de 75 pontos poderemos ter incluído cerca de 60% de nossa produção. Dá para pensar em conseguir 1 milhão de sacas de café do Cerrado com denominação de origem", discorda o cafeicultor Francisco Sérgio de Assis, o presidente da FCC. Assis conta com dois milhões de pés de café em sua fazenda Terra Rica, no município de Monte Carmelo, entre Patrocínio e Uberlândia.
> 
> **Certificado de procedência** - Desde 2005 o Inpi concede certificado de procedência para o café do Cerrado, que é um estágio anterior ao da denominação de origem. O certificado de procedência atesta apenas o local geográfico da produção. Hoje, 150 mil das 2 milhões de sacas comercializadas no sistema contam com esta certificação. Na Colômbia, onde a produção de café no ano passado foi de 10,5 milhões de sacas, cerca de 10% do total conseguiu certificação de origem. No Brasil, a produção em 2008 foi de 45,9 milhões de sacas.
> 
> O café do Cerrado se diferencia da principal região produtora do país, que é o sul de Minas. Os cafeicultores do Cerrado mineiro são de porte médio ou grande. Em toda a região, incluindo outros 2 mil produtores que não fazem parte da FCC, a safra passada atingiu 4,5 milhões de sacas, o que resultaria em ao menos mil sacas por produtor, em média.
> 
> **Minas** - No sul de Minas, a principal região produtora do Brasil, as 12 milhões de sacas colhidas no ano passado vieram de 30 mil produtores, o que dá uma média de 400 sacas por cafezal. Na região do Cerrado, é comum o uso de irrigação e a produtividade chega a 40 sacas por hectare, como na fazenda de Assis. A produtividade média é de 28 sacas por hectare. Já no sul de Minas, segundo dados disponíveis na página da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) na internet, a produtividade média no ano passado foi de 21,9 sacas por hectare.
> 
> **Diferencial** - O grão do Cerrado também se diferencia do colombiano. É maior o grau de mecanização na produção de café da FCC e o produto se caracteriza pelo sabor mais encorpado do que o congênere colombiano. Seu uso é mais apropriado para o café expresso. Se há divergências entre os cafeicultores sobre a extensão que a denominação de origem poderá ter no Brasil, as apostam também se diferenciam em relação ao prêmio que poderá ser pago sobre a cotação internacional do produto, caso o comercializador trabalhe com esta certificação. Na Colômbia, o café com denominação de origem recebe um prêmio de US$ 80 por saca, o equivalente a um terço do total. "Aqui poderemos chegar talvez a 20% sobre o valor da saca", arriscou o superintendente da FCC, José Augusto Rizental. "Não acredito em valores de prêmio superiores a US$ 20 a saca, ou algo como 10% do total. Isto porque a demanda pela marca do café do Cerrado ainda será criada", disse Geraldo Eustáquio. (*Valor Econômico*)

<!-- AI:SCHEMA: Schema.org description of canonical page in JSON-LD format -->
<!-- AI:SCHEMA:BEGIN format=jsonld scope=page -->

```json
{
    "@context": "http:\/\/schema.org",
    "@graph": [
        {
            "@type": "NewsArticle",
            "author": {
                "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#sistema_ocepar_3638594974"
            },
            "dateModified": "2012-05-09T16:30:50Z",
            "datePublished": "2009-11-20T12:59:27Z",
            "description": "O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.",
            "headline": "CENÁRIOS: Café do Cerrado segue a trilha colombiana",
            "image": {
                "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultLogo"
            },
            "inLanguage": "pt-BR",
            "mainEntityOfPage": {
                "@type": "WebPage",
                "url": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/noticias-representacao\/cenarios-cafe-do-cerrado-segue-a-trilha-colombiana-14408"
            },
            "publisher": {
                "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultPublisher"
            },
            "url": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/noticias-representacao\/cenarios-cafe-do-cerrado-segue-a-trilha-colombiana-14408"
        },
        {
            "@type": "Person",
            "name": "Sistema Ocepar",
            "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#sistema_ocepar_3638594974"
        },
        {
            "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultLogo",
            "@type": "ImageObject",
            "url": "",
            "width": 0,
            "height": 0
        },
        {
            "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultPublisher",
            "@type": "Organization",
            "url": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/",
            "logo": {
                "@id": "https:\/\/paranacooperativo.coop.br\/#defaultLogo"
            },
            "name": "Paraná Cooperativo"
        }
    ]
}
```

<!-- AI:SCHEMA:END -->

