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title: AGRONEGÓCIOS: Argentina quer tarifa de exportação para produtos | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2012-05-10T10:53:43Z
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> A Argentina quer debater a introdução de uma tarifa de exportação para produtos agrícolas para todo o Mercosul. Ontem (21/11), o secretário de Comércio da Argentina, Alfredo Chiaradia, deixou claro que Buenos Aires gostaria de ver a medida aplicada nos demais países do bloco. O Brasil foi sempre contrário à idéia. Com a alta nos preços das commodities, um número cada vez maior de países vem indicando que poderia introduzir a taxa.
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> **Para OMC prática não é ilegal** - Na Organização Mundial do Comércio (OMC), a prática não é considerada como ilegal. Mas altos funcionários estimam que ela não seria uma solução já que a alta nos preços deve ser algo de longo prazo e a tarifa, portanto, teria de se perpetuar para que desse resultado. A taxa às exportações tem como objetivo evitar que os produtores agrícolas optem por exportar toda sua safra, deixando o mercado interno desabastecido e encarecendo o preço dos alimentos no país. Segundo Chiaradia, a situação do mercado internacional é um estímulo às exportações, já que os preços pagos são bem mais altos do que um produtor poderia conseguir internamente. "Se não houvesse a taxa, toda a produção seria exportada", alertou.
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> **Brasil não aceita a proposta** - Para Chiaradia, o Mercosul deveria avaliar a aplicação dessa medida. "Há vantagens claras para todos se for aplicada", garantiu. Buenos Aires acenou que estaria disposto a tratar do assunto na próxima cúpula do Mercosul, em meados de dezembro no Uruguai. O Itamaraty admite que o setor privado brasileiro não quer nem ouvir falar na proposta de taxar exportações. "Vamos dar um tiro no pé se adotamos algo assim", afirmou um funcionário do governo.
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> **Ataque aos subsídios** - Hoje, o governo brasileiro ainda atacou os subsídios americanos em uma reunião na Organização Mundial do Comércio (OMC) destinada a avaliar as notificações feitas pela Casa Branca em relação aos recursos que distribui a seus produtores entre 2002 e 2005. Todos os países são obrigados a informar à OMC o valor de seus subsídios. Para o Brasil, os números mostram que os americanos deram mais recursos que estavam autorizados a distribuir. Além disso, as distorções geradas em determinados setores, como algodão, são significativas. "Levantamentos muitas questões sobre os programas americanos. Como não houve uma resposta satisfatória, nos sentimos obrigados a levar o caso a um painel na OMC", afirmou o governo em uma declaração.
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> **Atraso no envio de dados** - O Brasil ainda criticou a demora dos americanos em apresentar seus números, com mais de cinco anos de atraso. "A notificação americana é um exemplo das fraquezas do sistema", disse a declaração brasileira, que aponta que enquanto uma nova lei agrícola está sendo negociada nos Estados Unidos para o período de 2007 a 2011, a Casa Branca ainda está enviando informações sobre 2002. "Os Estados Unidos confirmam a necessidade urgente de uma ampla reforma no sistema de monitoramento", completou o Brasil. O País sugere a criação de um mecanismo que avalie, todos os anos, os volumes de recursos distribuídos aos fazendeiros.
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> **Crítica aos países ricos** - Chiaradia, da Argentina, também criticou os países ricos, acusando-os de não estar querendo a conclusão de uma rodada da OMC. Sua lógica é de que, com a alta nos preços de alimentos, esse seria o melhor momento para reformar as políticas dos países ricos e abrir mercados. "Se você ouvir aqueles que resistem à abertura, o comentário não é esse, já que afirmam que não sabem até quando os preços estarão elevados", afirmou Pascal Lamy, diretor-geral da OMC. "Se há uma resistência até mesmo nesse momento, alguém está querendo que as coisas fiquem como estão", alertou Chiaradia.
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> **Opiniões diferentes** - "Há um excesso de demanda e não há carne, grãos ou lácteos em volumes suficientes", afirmou o argentino, apontando que essa seria a situação ideal para que europeus e americanos aceitassem abrir seus mercados e evitar inflação interna. Lamy tem outra avaliação. Segundo ele, o tempo das negociações e o tempo dos preços de commodities não são os mesmos. "Os negociadores não tomam decisões baseado em algo que passe em seis meses, um ano ou nem mesmo cinco anos", afirma.
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> **China estuda imposto de importação para a soja** - Com medo da escalada da inflação, o governo da China está estudando estender para todo o ano de 2008 uma redução na tarifa de importação sobre a soja em grão (de 3% para 1%) que venceria ao fim de dezembro. Além disso, o governo chinês pensa em reduzir também a tarifa de importação de óleo de soja e isentar os dois produtos do imposto de valor agregado no país. As medidas vão beneficiar os exportadores de soja do Brasil e a Bolsa de Chicago já refletiu isso, com a soja atingindo as maiores cotações dos últimos 34 anos. As importações de soja e óleo de soja aumentaram 81% nos primeiros 10 meses do ano, numa tentativa do governo de reduzir os preços dos alimentos, seja os de consumo direto da população, seja as rações para animais.
> 
> **Inflação em alta** - A inflação na China voltou a crescer e atingiu o recorde histórico de 6,5% em outubro - o mesmo de agosto, a maior taxa nos últimos 11 anos - pressionada pelos aumentos nos preços dos alimentos, que subiram em média 17,6%. No acumulado do ano, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pelo Escritório Nacional de Estatísticas, o IBGE chinês, a inflação na China acumula uma alta de 4,4% este ano, bem acima da meta de 3% fixada pelo governo.
> 
> **Autoridades negam** - Em setembro, quando o índice de inflação recuou para 6,2%, as autoridades se apressaram a dizer que a situação estava sob controle e os preços tenderiam a recuar a partir de então, negando mais uma vez que a economia estivesse atravessando uma fase de superaquecimento. Mas desta vez, as evidências de um impacto inflacionário do crescimento chinês parecem mais irrefutáveis. Afinal, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação no atacado, cresceu 3,2% em outubro, o maior aumento dos últimos nove meses. O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou ontem que a preocupação maior do governo agora é reduzir a inflação e estabilizar os preços dos alimentos. (Jornal do Comércio)

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