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title: AGROENERGIA: Estudo da UE apoia etanol brasileiro | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2012-05-09T16:41:46Z
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> A União Europeia divulgou na quinta-feira (25/03) os resultados de um estudo científico que apoia o uso de etanol na Europa, aponta a produção no Brasil como a mais eficiente do ponto de vista ambiental e sugere medidas de liberalização para permitir uma importação "considerável" do combustível brasileiro. O estudo "Comércio mundial e impacto ambiental do mandato da UE sobre biocombustíveis" foi encomendado pelo bloco e preparado pelo International Food Policy Research Institute (IFPR). O objetivo é atender às demandas do Parlamento europeu sobre os efeitos de uma mudança do uso indireto da terra na produção de biocombustíveis. O documento foi divulgado justamente pela área de comércio da UE, o que sinaliza que pelo menos parte da Comissão Europeia aprova a ideia.
> 
> **Diagnóstico positivo** - O estudo apresenta diagnósticos positivos sobre os efeitos da redução de emissões com o uso do biocombustível de primeira geração, e sugere liberalização para o produto. Mostra que a mudança do uso indireto da terra de fato diminui os benefícios do corte de emissões, mas que isso não é uma ameaça à viabilidade ambiental da política da UE de elevar para 5,6% o uso de biocombustível no transporte até 2020, necessário para a meta de uso de 10% de energia renovável neste período.
> 
> **Impacto ambiental** - As conclusões sobre o impacto ambiental do etanol brasileiro são muito positivas", disse o embaixador do Brasil na UE, Ricardo Neiva Tavares. O documento dá ao etanol de cana um selo de eficiência ecológica semelhante ao da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, sigla em inglês).
> 
> **Importância**- A importância do estudo aumenta tendo em vista que nos últimos três anos cresceu a desconfiança europeia sobre os impactos dos biocombustíveis na produção de alimentos, cuja alta de preços globais gerou grave crise entre 2007 e 2008. Estudos também apontaram impactos negativos do etanol sobre o uso indireto da terra, com suposta elevação do desmatamento sendo apontada como necessária para a expansão da produção, o que é negado por governo e empresas no Brasil.
> 
> **Mais eficientes** - Mas o novo estudo, considerado o mais sério dos quatro encomendados - e, portanto, com maior influência -, faz comparações e aponta o etanol brasileiro como o mais eficiente, capaz de reduzir em 71% as emissões de gases de efeito-estufa em relação aos combustíveis fósseis.
> 
> **Consumo** - O cenário central para que a meta de utilização de 5,6% de biocombustíveis no transporte terrestre em 2020 na UE seja alcançada aponta um aumento do consumo de etanol e biodiesel de 17,8 milhões de toneladas nos 27 países-membros. No caso do biodiesel, a maior parte da produção virá da própria UE. Mas o grosso do etanol deverá ser brasileiro. Isso implica considerável incremento das importações, apesar das tarifas aplicadas por Bruxelas.
> 
> **Terras** - Se as tarifas forem abolidas, a expansão da produção para atender às metas da UE deverá demandar no Brasil entre 4,8 mil e 6,8 mil quilômetros quadrados a mais de terra, o que representa, no máximo, 0,77% das terras disponíveis no país. O estudo calcula que das terras a serem utilizadas no Brasil para o avanço de etanol e biodiesel de soja visando atender à demanda europeia, 58% serão no Cerrado, 14% de pastagens, 15% de florestas primárias (Amazônia) e 12% de outras terras. Mas nota que o cenário é baseado no desmatamento passado, sem considerar a redução recente.
> 
> **Efeitos** - Há efeitos da mudança no uso indireto da terra por causa do mandato europeu, mas são minimizados. O uso indireto resultaria em emissões adicionais de 5,3 milhões de toneladas de CO2. Mas a poupança de emissões com o uso de bicombustíveis é maior, de 18 milhões de toneladas. Ou seja, os bicombustíveis reduzem a emissão de quase 13 milhões de toneladas de carbono em 20 anos.
> 
> **Alerta** - A UE alcançará esse resultado, diz o estudo, em razão da produção e do consumo que privilegiará o biocombustível mais eficiente - a partir da cana e do Brasil. O documento alerta para 'consideráveis incertezas' sobre impacto de critérios de sustentabilidade nos biocombustíveis. O papel da certificação e a emergência na diferenciação de biocombustíveis, culturas para a produção e preços da terra, baseados em conteúdo de carbono e respeito de sustentabilidade, ainda precisam de mais estudos. (*Valor Econômico*)

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