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title: Sistema Ocepar orienta sobre aspectos jurídicos do Programa Jovem Aprendiz | Paraná Cooperativo
description: Sistema Ocepar orienta sobre aspectos jurídicos do Programa Jovem Aprendiz
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Aspectos jurídicos sobre as cotas alternativas para jovens aprendizes e a extinção antecipada de contratos foram objeto de discussão no III Fórum de Aprendizagem, que reuniu nesta quarta-feira (30/09), de forma online, cerca de 120 pessoas, entre agentes responsáveis pelo Programa Jovem Aprendiz, parceiros de instituições formadoras e funcionários do Sistema Ocepar. Também foram apresentados exemplos de sucesso da Coamo e da Lar Cooperativa.

Segundo o superintendente do Sescoop/PR, José Ronkoski, 51 cooperativas participam atualmente do programa, com envolvimento de mais de 7 mil jovens. “O propósito do Sistema Ocepar não é só cumprir as cotas, mas criar oportunidades reais para conectar os jovens ao mercado de trabalho”, disse.

O advogado Wesley de Oliveira, assessor jurídico do Instituto de Aprendizagem Profissional Maringá (Inamare), orientou sobre a extinção antecipada de contratos. Segundo ele, isso pode acontecer por pedido voluntário, sem necessidade de justificativa, por ausência injustificada à escola ou por alguma falta grave da empresa em relação ao jovem.

Também há possibilidade da extinção por desempenho insuficiente provado por laudo prévio ou por falta disciplinar grave. O fim antecipado do contrato também pode ocorrer por fechamento da empresa ou morte do empregador, se a empresa for individual. No andamento normal, ele se encerra no prazo determinado ou quando o aprendiz completa 24 anos.

Oliveira alertou que, quando for identificado algum dos motivos que podem acarretar a extinção antecipada do contrato, é importante que a empresa tente corrigir o rumo, antes de tomar a decisão. “As entidades têm importância na formação do aprendiz, então precisa agir para evitar o desligamento antecipado, pois se trata de pessoas”, afirmou. “A rescisão é uma ferramenta de gestão, não de punição. Proteger a integridade do programa é proteger as futuras oportunidades.”

### Cotas alternativas

Advogado e coordenador da Assessoria Jurídica do CIEE Paraná, Marlus Eduardo Losso salientou que a legislação estabelece a cota de alunos nos programas de aprendizagem entre 5% e 15% do número de trabalhadores existentes. A formação técnico-profissional deve ser desenvolvida sob orientação de entidade qualificada. A preferência é por jovens entre 14 e 18 anos. “Não significa exclusividade”, ponderou o advogado. A CLT estende até 24 anos.

No caso de ambientes em que os jovens possam estar sujeitos a insalubridade nas aulas práticas, a própria legislação prevê cotas alternativas. Nesses casos, as práticas podem ser realizadas nas entidades qualificadas em formação técnico-profissional ou pode ser requerido ao Ministério do Trabalho e Emprego assinatura de termo de compromisso para outra entidade concedente de experiência prática de aprendizagem, como órgãos públicos, organizações da sociedade civil ou unidades do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo.

### Exemplos de sucesso

A Coamo possui cerca de 500 aprendizes espalhados por 90 municípios de três estados. Segundo o coordenador de Soluções de Desenvolvimento de Pessoas, Jackson Douglas de Oliveira Ribeiro, o novo contexto regulatório, que exigia formação teórica presencial em municípios com demanda superior a 100 aprendizes, colocou um desafio em 2023.

“O interesse pela comunidade pautou nossas decisões”, afirmou. Além das orientações normais de integração entre teoria e prática, a Coamo optou por jovens entre 16 e 24 anos cursando o 2.º ano ou com ensino médio concluído e ampliou o prazo de um ano para um ano e sete meses. “Estamos fazendo a transição e já temos 200 aprendizes com esse modelo”, disse Ribeiro.

Segundo ele, os resultados transcendem os números, com mais tempo para desenvolver competências, menor necessidade de reposições frequentes e manutenção de oportunidades em comunidades. “A gente vai além da cota para impactar a vida dos aprendizes. Desenvolver pessoas também é uma forma de desenvolver as comunidades onde estamos presentes”, registrou.

Na Lar Cooperativa, o número de aprendizes ultrapassa 1.300, com 154 em cotas alternativas. Segundo a analista de RH da cooperativa, Silvia Regina Gapiglia, a Lar decidiu ampliar o olhar sobre a aprendizagem profissional, a partir do questionamento sobre como transformar uma obrigação legal em oportunidade real de desenvolvimento.

Assim os jovens aprendizes estão focados em diferentes caminhos. Alguns têm a formação centrada no agro, outros tendo a visão para a arte e a música, há os que têm a atenção voltada à tecnologia e aqueles cujos processos envolvem o abate, praticado no Rio Grande do Sul.

“Os jovens têm oportunidade de aprender, desenvolver e transformar sua realidade”, salientou Gapiglia. “Quando ampliamos os caminhos da aprendizagem, ampliamos também os futuros possíveis.”

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