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title: Paraná confirma novo recorde e liderança nacional na produção de feijão: 865 mil toneladas | Paraná Cooperativo
description: Paraná confirma novo recorde e liderança nacional na produção de feijão: 865 mil toneladas
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#  Paraná confirma novo recorde e liderança nacional na produção de feijão: 865 mil toneladas 

![conjuntura agro 17 07 2025](https://paranacooperativo.coop.br/images/comunicacao/2025/noticias/07/17/boletim_agro/conjuntura_agro_17_07_2025.webp)**FOTO:** *Ari Dias / AEN*O Paraná encerrou a colheita da segunda safra de feijão nesta semana com 526,6 mil toneladas. Somando-se à produção de 338 mil toneladas da primeira, o Estado estabeleceu um novo recorde, chegando próximo a 865 mil toneladas. O resultado mantém na liderança nacional, com participação aproximada de um quarto da produção brasileira. O assunto é tratado no [Boletim de Conjuntura Agropecuária](https://paranacooperativo.coop.br/images/boletim_semana_29_deral.pdf) referente à semana de 11 a 17 de julho.

A segunda safra de feijão foi plantada quase toda entre janeiro e fevereiro, com semeadura de 328 mil hectares. Essa área foi 25% inferior à semeada no ano passado – 437 mil hectares. Assim, a produção também recuou quase nos mesmos percentuais – em 2024 foram colhidas 681 mil toneladas.

“Apesar desse recuo da segunda safra, a produção da primeira, ofertada especialmente em janeiro, teve um aumento expressivo de 102% em relação às 112 mil toneladas do ano anterior”, disse o agrônomo Carlos Hugo Godinho, analista da cultura no Deral. “Essas duas safras praticamente definem a oferta estadual, tendo a terceira safra uma relevância mínima”. A previsão é de 600 toneladas para essa.

De acordo com o agrônomo, um dos reflexos da oferta expressiva é a queda nas cotações. Atualmente a saca do feijão preto está cotada em cerca de R$ 121,00, valor 44% inferior a julho do ano passado, quando estava em R$ 228,38. Mas também pode levar o produtor a plantar menos. “Com maior disponibilidade interna do produto, a tendência é de redução na área a ser plantada a partir de agosto, em relação à primeira safra 2025/26”, disse Godinho.

### Milho e mel

O documento do Departamento de Economia Rural (Deral) também aborda a colheita de milho, a participação da horticultura no Valor Bruto de Produção, a exportação de suínos e as consequências da imposição de tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos na exportação da pecuária bovina e mel.

A colheita da segunda safra de milho 2024/25 alcançou nesta semana 29% da área de 2,7 milhões de hectares. O desempenho está ligeiramente acima da média registrada neste período nas últimas cinco safras, que era de aproximadamente 20%. Mas as condições das lavouras que aguardam a campo pioraram.

As áreas classificadas como em condições boas caíram de 68% para 64%. As lavouras em situação mediana foram de 18% para 20%, enquanto as consideradas ruins subiram de 14% para 15%. Provavelmente essa situação se deve às geadas ocorridas no final de junho.

Em razão das novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, o setor de mel deve ser afetado no Paraná. Os EUA absorvem 84,1% do volume total de mel exportado. No primeiro semestre de 2025 foram enviadas 16.170 toneladas, totalizando US$ 52,2 milhões. O Paraná é o terceiro maior exportador de mel natural no Brasil, atrás de Minas Gerais e Piauí. No primeiro semestre foram enviadas ao exterior 3,8 mil toneladas de mel paranaense com arrecadação de US$ 12,3 milhões. Para os Estados Unidos foram 2,9 mil toneladas por US$ 9,6 milhões.

### Horticultura

O boletim também fala sobre o levantamento do Valor Bruto de Produção (VBP) de 2024 em relação à horticultura. Nesse segmento, a olericultura apresentou R$ 6,2 bilhões, com base em mais de 50 hortaliças. A batata, com R$ 1,4 bilhão, ocupa a dianteira, seguido pelo tomate, com R$ 1,1 bilhão.

Na fruticultura, a liderança ficou com a laranja, que teve valor bruto de R$ 1,2 bilhão. É seguida pelo morango, com R$ 705,3 milhões, uva (R$ 323 milhões) e banana (R$ 256,5 milhões). Já a floricultura movimentou R$ 271,7 milhões.

“Mesmo com participação acanhada na economia rural do estado, a horticultura se reveste de importância nas regiões e nos municípios onde está inserida, gerando empregos e renda tanto no campo como nas cidades nos mais diversos elos das cadeias de fornecimento e produção”, afirmou o engenheiro agrônomo do Deral Paulo Andrade.

### Suínos e bovinos

O Paraná se destacou como principal exportador brasileiro de suínos reprodutores de raça pura no primeiro semestre de 2025. Essas exportações geraram US$ 352 mil ao Estado, ou 48,8% da receita total de US$ 720 mil gerada no País. É seguido por Minas Gerais, com US$ 315 mil, e São Paulo, com US$ 53 mil. O Paraguai é o principal destino das exportações desses suínos.

Em relação à importação de suínos reprodutores de raça pura, o Brasil investiu US$ 1,4 milhão. O principal comprador foi Minas Gerais, com gasto de US$ 625 mil. É seguido por São Paulo, com US$ 173 mil, e o Paraná, que investiu US$ 164 mil.

No setor de bovinos, a imposição de tarifas de 50% na exportação de produtos brasileiros para os Estados Unidos gera preocupação. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), os próximos embarques estão sob análise. Essa preocupação é legítima porque em 2024 os Estados Unidos foram o segundo principal mercado comprador da carne brasileira. Em julho, as cotações da arroba bovina já acumulam queda de 5,29%, com negociação a R$ 300,65. (*Agência Estadual de Notícias*)

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