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title: LOGÍSTICA: Ferroeste teve alta de 13% na movimentação em 2021 | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2022-02-11T13:00:55Z
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![logistica 11 02 2022](https://paranacooperativo.coop.br/images/comunicacao/2022/noticias/02/11/logistica/logistica_11_02_2022.webp)Reflexo do bom momento vivido pela produção agropecuária do Oeste do Estado e da confiança dos investidores, a Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná S/A) terminou 2021 em alta. O balanço anual da empresa, divulgado na quinta-feira (10/02), aponta para a movimentação de 1.566.200 toneladas de produtos, um volume 13% maior do que no ano anterior (1.382.600 ton) e 33% maior do que 2019 (1.172.000 ton). A maior parte desse saldo positivo se deve à circulação de grãos, basicamente soja. Passaram pela Ferroeste 920.339 toneladas dessa commodity, número 15% maior que em 2020 (795 mil/ton), o que ajudou a impulsionar os [recordes de movimentação da Portos do Paraná](https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Terminais-portuarios-do-Parana-tem-recorde-historico-de-movimentacao-em-2021), que administra os terminais de Paranaguá e Antonina, e a [balança comercial do Estado](https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Com-alta-de-17-nas-exportacoes-balanca-comercial-do-Parana-fecha-positiva-em-2021), que encerrou 2021 positiva.

Os contêineres com proteína animal também engordaram o volume de escoamento pelo modal ferroviário administrado pelo Estado. Em 2021 foram transportadas 384.230 toneladas de carne de porco e frango in natura e congelada, um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano retrasado (340 mil/ton).

“Melhoramos os indicativos em todas as frentes, no volume de grãos e no número de contêineres, o que se traduziu num resultado financeiro cada vez mais positivo. A Ferroeste passou anos sendo deficitária e desde 2019 conseguimos fechar as operações no azul, honrando os compromissos e facilitando o transporte para os produtores rurais que estão mais distantes do Litoral”, afirma o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves.

A produção escoada pelos trilhos da estrada de ferro é oriunda das cooperativas instaladas em Cascavel e municípios da região. Caminhões do Mato Grosso do Sul e de outras regiões descarregam grandes volumes de soja e milho no terminal central da empresa. Desse total, cerca de 40% desembarca em Guarapuava para beneficiamento e 60% segue viagem até o Porto de Paranaguá, de onde a produção embarca para outros continentes, em especial a Ásia.

O lucro operacional da empresa fechou em R$ 5,4 milhões em 2021 (já descontada a depreciação), em crescimento constante desde 2019 (R$ 450 mil) e 2020 (R$ 1,4 milhão).

**Bastidores** – Para o diretor de produção da Ferroeste, Gerson Almeida, o investimento de R$ 8,1 milhões em infraestrutura, com a troca de dormentes e a correção geométrica dos trilhos nos 248 quilômetros do trecho entre Cascavel e Guarapuava, ajudaram no crescimento gradual do transporte de grãos, granéis e contêineres observado. As adequações também diminuíram pela metade o número de incidências, transformando o escoamento em um dos mais seguros do País. O acordo de passagem com a Rumo, ainda em vigor, é outro fator de sucesso.

“Ganhamos no deslocamento, o que possibilitou uma melhora no tempo de trânsito”, destacou. "Também houve uma reforma completa em seis locomotivas e 50 vagões. Estamos nos adaptando à realidade do mercado porque o volume de transporte de grãos cresceu 145% nos últimos cinco anos. Precisamos estar cada vez mais preparados".

A relação com os clientes e o controle interno reduziram o custo operacional em 35% em 2021, o que também ajudou a impactar os números. “Essa gestão conseguiu fazer um bom planejamento estratégico e em três anos cumprimos 80% das metas. Esse ano pretendemos concretizar todos os nossos objetivos”, complementou Gonçalves.

Para 2022, segundo ele, estão previstas a compra de equipamentos de tecnologia embarcada, como computadores de bordo e detectores de quedas de barreiras, e a melhora da captação da chamada carga de retorno, que sai do porto em direção ao Interior do Estado. Na lista dos produtos estão cimento ensacado e fertilizantes. Este último representa 8% do total transportado. Com a crescente demanda do agronegócio a empresa vê nesse item uma oportunidade de aprimorar o desempenho.

**Futuro** – Para aumentar a participação do modal ferroviário no Paraná, justamente nesse movimento ininterrupto de crescimento das empresas e cooperativas do agronegócio, o Governo do Estado trabalha na elaboração e aprovação do projeto da Nova Ferroeste. A Ferroeste funciona desde 1991 e administra 248 quilômetros de trilhos entre Guarapuava e Cascavel. Essa linha será ampliada nos dois sentidos, fazendo a ligação entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul e o Porto de Paranaguá. Está previsto ainda um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu para captar carga do Paraguai e da Argentina.

"É um sonho que estamos tirando do papel. É uma demanda histórica do setor produtivo, por conta da vocação do Paraná para a produção e a logística. Com a nova estrada de ferro, o objetivo é que o Paraná dê um salto produtivo para se tornar uma referência em comércio internacional", afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Dois grandes estudos já avaliaram a viabilidade técnica e econômica e o impacto ambiental da obra. Estima-se que a nova estrada terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos no primeiro ano de operação plena. O projeto está em análise no Ibama. Depois do [aceite do Estudo de Impacto Ambiental](https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Ibama-aprova-Estudo-de-Impacto-Ambiental-da-Nova-Ferroeste), será aberto nos próximos dias o prazo para os 49 municípios do traçado solicitarem a realização das audiências públicas sobre as questões ambientais.

O projeto deve ir a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) no segundo trimestre de 2022. O investimento de R$ 29,5 bilhões será feito pela empresa ou consórcio vencedor do leilão, que vai construir e explorar a estrada de ferro por 70 anos. (AEN PR)

Foto: José Fernando Ogura/AEN

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