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title: INSUMOS I:  Com crise de crédito, \"escambo\" ganha peso na agricultura | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2012-05-09T15:57:20Z
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> As grandes fabricantes de defensivos agrícolas preparam ações para ampliar a troca de insumos pela produção dos agricultores na safra 2009/10. A ferramenta, também conhecida como "barter" em algumas empresas, não é nova, mas ganha espaço em um momento de oferta mais restrita de crédito para financiar o plantio no próximo ciclo.
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> **Diversificação** - Para as fabricantes, a troca não apenas garante vendas para agricultores que, por falta de dinheiro, reduziriam suas encomendas, mas também diversifica as fontes de receita. Aos agricultores, além de garantia de insumos para o plantio, a troca oferece a possibilidade de proteção contra a variação cambial e também contra eventuais quedas bruscas do preço do produto no momento da comercialização. A Monsanto, que realiza trocas tanto por sementes quanto pela sua linha de defensivos, utiliza a ferramenta com produtores de soja, milho, café e algodão. Neste ano, vai desenvolver as trocas também no mercado de açúcar e álcool para passar a ofertá-la ao mercado a partir de 2010.
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> **Lacuna** - "As trocas funcionam muito bem em mercados em que a oferta de crédito ainda não está tão desenvolvida, como o brasileiro. Elas preenchem uma lacuna", diz Alfredo Nicolau y Benito, diretor financeiro da companhia. Embora o projeto de ampliar as trocas por produção ocorra no momento em que a oferta de crédito aos agricultores tornou-se mais apertada, Benito afirma que a estratégia já existia antes do recrudescimento da crise econômica.
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> **Exportando a experiência** - O avanço das trocas de insumos por produção agrícola fez a Monsanto brasileira "exportar" a experiência. Profissionais da companhia no país têm ajudado a implantar as trocas no México, na África do Sul e no Leste Europeu. A Monsanto não foi a única a exportar a experiência. Após a visita de um grupo de altos executivos ao Brasil, a Syngenta enviou dois profissionais à sede da companhia em Basiléia, na Suíça, para desenvolver o barter no Leste Europeu. A companhia começou a oferecer as trocas em 2001 para cafeicultores, mas depois levou a ferramenta para os mercados de soja, milho, café, algodão, frutas, trigo e açúcar. O "barter" já representa 30% da receita da Syngenta no Brasil, segundo informações da empresa. Seu faturamento no país é superior a US$ 1 bilhão.
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> **Maior freqüência** - As trocas costumam ser mais usuais no Centro-Oeste, que tem, na média, produtores de maior porte que o Sul do país. "As trocas ocorrem menos no Sul que no Centro-Oeste porque, no Sul, a presença das cooperativas é mais forte. Elas acabam fazendo esse papel da troca. No Centro-Oeste, com uma presença menor das cooperativas, o produtor está mais preocupado com o travamento dos custos", diz Eduardo Leduc, diretor da área de proteção de cultivos da Basf. A empresa também pretende fortalecer a ferramenta. "Saímos praticamente do zero em 2006 e temos tido um crescimento consistente", afirma.
> 
> **Peça importante** - As trocas de insumos por produção agrícola serão peça importante para o projeto da Arysta LifeScience de dobrar de tamanho no Brasil nos próximos cinco anos. Boa parte da estratégia está centrada no aumento das vendas de defensivos para o cultivo de cana-de-açúcar, e é justamente no mercado de cana que as trocas serão reforçadas, segundo João Marcos Ferrari, diretor de vendas da companhia.
> 
> **Segmentos** - No segmento de defensivos para cana, o "barter" representa hoje 10% das vendas, fatia que a empresa pretende elevar gradativamente até atingir 30% - percentual que a modalidade já representa, por exemplo, nas vendas de defensivos para soja. No mundo, a Arysta faturou US$ 1,3 bilhão em 2008. O Brasil responde por cerca de 15% do bolo. A América do Sul somada teve receita de US$ 330 milhões.
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> **Empecilho** - As fabricantes de defensivos mostram-se dispostas a ampliar o "escambo", mas, com agricultores endividados e sob um cenário de crise econômica, a demanda por recursos pode ser um empecilho. Na safra 2009/10, as empresas do setor deverão ser responsáveis por 15%, ou US$ 959 milhões, dos recursos para o financiamento do plantio de soja em Mato Grosso, segundo levantamento da Agroconsult. No ciclo 2008/09, a fatia foi de 16%, ou US$ 1,114 bilhão. (*Valor Econômico*)

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