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title: IBGE: Serviços variam 0,4% em novembro, após três meses no campo negativo | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2024-01-16T07:33:00Z
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![ibge destaque 16 01 2024](https://paranacooperativo.coop.br/images/comunicacao/2024/noticias/01/16/ibge/ibge_destaque_16_01_2024.webp)Na passagem de outubro para novembro, o volume de serviços prestados no país variou 0,4%, quebrando uma sequência de três meses no campo negativo, período em que o setor havia acumulado uma perda de 2,2%. Três das cinco atividades investigadas pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) avançaram em novembro: outros serviços (3,6%), profissionais, administrativos e complementares (1,0%) e serviços prestados às famílias (2,2%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16/01) pelo IBGE.

**Taxas negativas** - “As últimas três taxas negativas reduziram os ganhos, mas o resultado de novembro coloca o setor bem acima (10,8%) do patamar pré-pandemia”, observa o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. Além disso, o setor de serviços operava 2,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em dezembro de 2022.

**Maior impacto** - O maior impacto sobre o resultado geral veio da atividade de outros serviços (3,6%), que cresceu pelo terceiro mês seguido, acumulando alta de 4,9% no período. “Esse setor foi impulsionado pelos serviços financeiros auxiliares, especialmente pelo aumento da receita das empresas de uso do dinheiro digital, como as de máquinas eletrônicas de cartões de crédito e débito. Essa atividade não só impactou o resultado de outros serviços como também posicionou o setor de serviços como um todo no campo positivo”, diz o pesquisador.

**Serviços profissionais** - Já os serviços profissionais, administrativos e complementares (1,0%), que exerceram a segunda maior contribuição sobre a variação de 0,4% do setor, já haviam registrado alta de 1,1% em outubro, após uma queda de 1,0% no mês anterior. “Nesse segmento, os destaques foram as atividades jurídicas e as empresas de cartões de desconto e programas de fidelidade”, detalha Lobo.

**Famílias** - Os serviços prestados às famílias, com o avanço de 2,2% em novembro, recuperaram a perda registrada em outubro (-1,8%). “Nesse mês, a maior influência veio da alta de alojamento e alimentação, mas também houve avanço em outros serviços prestados às famílias, impulsionado, especialmente, pelo crescimento da atividade de espetáculos teatrais e musicais, em função dos shows da cantora Taylor Swift no país”, diz.

**Atividades** - Por outro lado, as duas atividades de maior peso no setor de serviços ficaram no campo negativo. O volume dos transportes recuou 1,0%, quarta taxa negativa seguida do setor, que acumulou uma retração de 5,3% nesse período. Em novembro, o transporte de passageiros recuou 2,9%, terceira taxa negativa seguida, enquanto o de cargas avançou 0,6%, após três meses seguidos de queda.

**Transportes** - “Os transportes representaram o impacto negativo mais importante no total do setor de serviços. Esse resultado foi influenciado especialmente pelo transporte aéreo, que caiu 16,1% em novembro, a retração mais intensa desde maio de 2022 (-18,6%). Essa queda ocorreu em decorrência dos preços das passagens, que subiram 19,12% naquele mês”, diz o gerente da pesquisa.

**Informação e comunicação** - Os serviços de informação e comunicação, que representam cerca de 23% do total do setor, variaram -0,1%, após terem avançado 0,2% no mês anterior. “Em novembro, o segmento de telecomunicações caiu 3,2% e impediu um crescimento mais acentuado do setor de serviços como um todo”, analisa Lobo. Os serviços de tecnologia da informação (TI) cresceram 1,3% no mesmo período.

**Unidades da Federação** - Apenas 12 unidades da Federação acompanharam o resultado positivo do volume de serviços em novembro. Os maiores impactos vieram de São Paulo (1,1%), Paraná (2,4%), Mato Grosso (3,1%) e Mato Grosso do Sul (4,8%). Do lado negativo, destacaram-se Rio Grande do Sul (-2,0%), Distrito Federal (-2,6%), Maranhão (-7,6%) e Amazonas (-4,8%).

**Comparativo** - Frente a novembro de 2022, serviços variam -0,3% - O setor de serviços variou -0,3% na comparação com novembro de 2022. Apenas duas das cinco atividades investigadas ficaram no campo negativo nesse indicador: o de transportes (-3,7%) e o de informação e comunicação (-0,4%). No caso dos transportes, o resultado é explicado pela queda da receita nos segmentos de gestão de portos e terminais, rodoviário coletivo de passageiros, transporte aéreo, atividades de agenciamento marítimo, operação de aeroportos e armazenamento.

**Impacto** - Já o setor de informação e comunicação foi impactado pelo comportamento negativo das atividades de telecomunicações, atividades de TV aberta, suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação, consultoria em tecnologia da informação, e operadoras de TV por assinatura por satélite.

**Expansão** - As outras três atividades registraram expansão na comparação contra novembro de 2022: serviços profissionais, administrativos e complementares (4,4%), prestados às famílias (5,4%) e outros serviços (3,3%).

**Destaques** - Só oito das 27 unidades da Federação acompanharam o resultado negativo do Brasil, com destaque para São Paulo (-4,6%). “Esse estado, que representa cerca de 47% do total do setor de serviços, tem bastante impacto sobre esse resultado”, explica Lobo.

**Acumulado no ano e em 12 meses** - Até novembro de 2023, o setor de serviços acumula alta de 2,7%. Já no acumulado em 12 meses, houve perda de dinamismo, uma vez que os serviços passaram de um avanço de 3,6%, em outubro, para uma expansão de de 3,0% em novembro.

**Atividades turísticas caem 2,4% em novembro** - Pelo segundo mês consecutivo, as atividades turísticas do país recuaram, com perda acumulada de 3,4%. Em novembro, a queda foi de 2,4%. Com esse resultado, o turismo se encontrava 2,2% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 5,0% abaixo do ponto mais alto da série (fevereiro de 2014).

**Locais pesquisados** - Dez dos 12 locais pesquisados acompanharam o comportamento da atividade turística nacional (-2,4%). São Paulo (-1,0%), Bahia (-7,0%), Minas Gerais (-2,6%), Paraná (-5,3%) e Ceará (-9,4%) exerceram as maiores influências negativas. Por outro lado, os únicos avanços vieram de Santa Catarina (0,7%) e do Espírito Santo (0,9%).

**Índice** - “Dentro das 22 atividades que compõem o índice de turismo, o maior impacto negativo veio do transporte aéreo de passageiros, que foi influenciado pelo aumento do preço das passagens. Isso gerou uma pressão negativa para o setor de transportes, para as atividades turísticas e para os serviços como um todo. Outro fator a impactar o turismo nesse mês foi a menor receita real vinda da locação de automóveis, pelo mesmo motivo, já que o aluguel de veículos, mensurado pelo IPCA, subiu 8,27% em novembro”, destaca Lobo. Ele ressalta ainda que tanto no resultado interanual (2,8%) quanto no acumulado do ano (7,5%), as atividades turísticas ficaram no campo positivo.

**Mais sobre a pesquisa** - A [PMS](https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/servicos/9229-pesquisa-mensal-de-servicos.html?=&t=o-que-e) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as Unidades da Federação. Os resultados podem ser consultados no [Sidra.](https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/pms/tabelas)

**Nova série** - Esta é a décima primeira divulgação da [nova série da pesquisa,](https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/36396-pesquisas-de-industria-comercio-e-servicos-sao-atualizadas-para-retratar-mudancas-economicas) que passou por atualizações na seleção da amostra de empresas, além de alterações metodológicas, com o objetivo de retratar mudanças econômicas na sociedade. São atualizações já previstas e implementadas periodicamente pelo IBGE. A próxima divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, referente a dezembro de 2023, será em 9 de fevereiro de 2024. (*Agência IBGE de Notícias*)

**FOTO**: *Marcello Casal Jr / Agência Brasil*

![ibge tabela 16 01 2024](https://paranacooperativo.coop.br/images/comunicacao/2024/noticias/01/16/ibge/ibge_tabela_16_01_2024.webp)

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