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title: GRÃOS: Safra de verão no Paraná pode chegar a 25,61 milhões de toneladas | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2021-11-26T07:46:07Z
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![graos 26 11 2021](https://paranacooperativo.coop.br/images/comunicacao/2021/noticias/11/26/graos/graos_26_11_2021.webp)O volume de grãos produzidos pelo Paraná na safra de verão 2021/2022 deve chegar a 25,61 milhões de toneladas em uma área de 6,2 milhões de hectares, segundo [relatório mensal](https://paranacooperativo.coop.br/images/resumo_pss.pdf) divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Caso a expectativa se confirme, a produção será 10% superior à do ciclo 2020/21, em uma área 1% maior.

**Avanço** - As chuvas um pouco mais regulares na maior parte do Estado permitiram avanço da semeadura das principais culturas, chegando na reta final. Assim, a safra tem perspectivas positivas e grande parte das lavouras está com boas condições, de acordo com o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

**Aumento** - “A expectativa de produção aumentou em quase 300 mil toneladas em relação ao que se esperava no mês de outubro”, afirma. Ainda que algumas regiões necessitem de mais chuva para o desenvolvimento das plantas, o cenário está favorável para a safra paranaense de maneira geral, principalmente se o clima colaborar.

**Produção** - O relatório do Deral sinaliza que o Paraná deve produzir 20,98 milhões de toneladas de soja, 6% a mais do que no ciclo anterior, enquanto a primeira safra de milho pode ter um aumento de 35% na produção, chegando a 4,2 milhões de toneladas.

**Torcida** - “Estamos na torcida para que a safra corra bem, que façamos a colheita na época certa e, com isso, o calendário permita uma boa instalação, especialmente da segunda safra de milho, importante para o abastecimento interno, para recompor estoques e manter custos sob controle”, diz Ortigara.

**Milho primeira safra** - Com o plantio praticamente encerrado, a primeira safra de milho tem uma boa perspectiva e pode recompor as perdas dos últimos ciclos. Hoje, a produtividade média esperada no Paraná é de 9.750 quilos por hectare, levemente abaixo do recorde de 10 mil quilos.

**Estimativa** - O relatório deste mês estima um volume de 4,2 milhões de toneladas, 35% a mais do que na safra anterior. Já a área está estimada em 430 mil hectares, alta de 15% sobre o ciclo 2020/21, segundo o analista do Deral, Edmar Gervásio.

**Preços** - Embora os preços tenham apresentado queda nos últimos meses, os valores ainda estão satisfatórios. Na última semana, os produtores de milho receberam, em média, R$ 76,00 pela saca de 60 kg, valor aproximadamente 12% superior ao recebido em novembro de 2020, e 61% maior do que a média do ano passado. Com uma oferta maior do produto, após cerca de seis meses de déficit que exigiram mais importação, o mercado tende a se ajustar e os preços das proteínas animais devem equalizar.

**Soja** - O ciclo 2021/22 apresenta boas condições neste período e, mesmo com o excesso de chuvas que castigou parte das lavouras no último mês, as expectativas para a safra são positivas. O levantamento de novembro apontou que já foram semeados 5,47 milhões de hectares, cerca de 97% dos 5,62 milhões estimados.

**Projeção** - Espera-se a produção de 20,98 milhões de toneladas de soja nesta safra, estimativa que, se confirmada, supera em 6% a do ano passado, em uma área 1% maior.

**Condições** - Das lavouras a campo, 95% estão em boas condições, e 5% se encontram em condições médias. Os números ainda serão reavaliados no decorrer da safra. Isso porque, devido à seca, neste ano algumas regiões produtoras como Oeste, Sudoeste e Norte precisaram fazer o replantio.

**Comercialização** - Até o mês de novembro foram comercializados cerca de 8% da produção (1,72 milhão de toneladas), índice bem menor do que no mesmo período do ano passado, quando os produtores paranaenses já haviam vendido 42% do total estimado para a safra à época. Segundo o economista do Deral, Marcelo Garrido, a expectativa dos produtores por patamares maiores de preço ajuda a explicar a retração na comercialização.

**Valor** - Na semana passada, a saca de 60 kg de soja foi comercializada, em média, por R$ 152,00, o que representa um aumento de 3% sobre o valor recebido em 2020, de R$ 147,00. Por outro lado, é um preço menor do que o praticado nos últimos meses. Em outubro de 2021, por exemplo, a saca era comercializada por R$ 155,00, em média.

**Feijão primeira safra** - Cerca de 99 % da área total de feijão, estimada em 140 mil hectares, está plantada. Do volume semeado, 82% apresentam boas condições e 18% condições médias. Já o volume produzido pode chegar a 276,1 mil toneladas, aumento de 7% em relação à safra anterior, enquanto a área é 8% menor.

**Impacto** - Segundo o agrônomo do Deral Carlos Alberto Salvador, o clima no mês de novembro, quando muitas áreas estão em fase de floração, impactou o desenvolvimento da safra, com precipitações reduzidas e temperatura elevada. “Na região de Francisco Beltrão, por exemplo, 60% das lavouras estão em condições médias. Agora, dependemos do clima para ter uma boa safra”, explica.

**Preço médio** - Na semana passada, o preço médio recebido pelos agricultores foi de R$ 253,37 pela saca de 60 kg do feijão tipo cores e R$ 225,48 para o tipo preto. Segundo Salvador, o Paraná registra redução desses valores comparativamente ao primeiro semestre, principalmente pela redução do consumo.

**Arroz** - As estimativas do Deral sinalizam que a produção de arroz no Paraná pode somar 150 mil toneladas de arroz na safra 2021/22. Segundo o economista Methodio Groxko, o abastecimento do mercado está normalizado, com o bom andamento da safra no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

**Mandioca** - As condições climáticas estão favorecendo as práticas de campo, tanto na colheita quanto no plantio da safra 2021/22, segundo Groxko. A oferta de mandioca para as indústrias de fécula e de farinha continua baixa e, por isso, a demanda é complementada com o produto de outros estados. A área para a safra 2021/2022 está estimada em 128,4 mil hectares. Já a produção deve somar 2,9 milhões de toneladas. Esta posição, se confirmada, será menor em 7% na área e 10% na produção em relação à safra anterior.

**Satisfatórios** - Na semana de 15 a 19 de novembro, os valores pagos aos produtores foram considerados satisfatórios. Eles receberam, em média, R$ 602,00 pela tonelada de mandioca posta na indústria. Este preço é cerca de 35% maior em relação a novembro de 2020. A saca de 25 kg de fécula foi comercializada a R$ 84,00 e a saca de 50 kg de farinha crua por R$ 128,00.

**Fatores** - A reduzida oferta de mandioca, a necessidade de reposição dos estoques de farinha e de fécula de final de ano, e a aproximação da entressafra alavancaram a subida dos preços em todos os segmentos da comercialização. Outro fator foi o aumento das vendas para o Exterior. Neste ano, houve crescimento de 50% das exportações de fécula paranaense, volume comprado principalmente pelos Estados Unidos e países do Mercosul. O Estado responde por 70% da produção nacional.

**Cevada** - Nesta semana, a cultura da cevada praticamente encerrou a colheita no Estado, já atingindo cerca de 98% da área estimada em 76 mil hectares. Na região de Guarapuava, principal produtora, 95% da área está colhida.

**Redução** - Segundo o agrônomo do Deral Rogério Nogueira, registrou-se neste relatório uma redução de 18% no potencial produtivo da região, especialmente por conta das geadas e chuvas, mas a produção chega a 193 mil toneladas e tem boa qualidade.

**Ponta Grossa** - No núcleo de Ponta Grossa, onde o plantio inicia em maio, a colheita já foi finalizada, e foram produzidas 88 mil toneladas de cevada. No entanto, conforme o Deral já indicava no relatório de outubro, metade desse volume não atingiu o padrão cervejeiro, devido ao excesso de chuvas durante a colheita, e deve ser destinado à ração animal.

**Estado** - A produção em todo o Estado está estimada em 311,2 mil toneladas de cevada, uma redução de 12% com relação ao potencial inicial, mas um volume 14% superior ao produzido no ano passado. Aproximadamente 62% da produção está comercializada. Os preços estão atraentes para os produtores. Na média de novembro, eles receberam R$ 105,00 pela saca de 60 kg, valor 23% superior ao registrado em novembro de 2020, de R$ 85,00.

**Trigo** - Na safra 2020/21, o Paraná produziu 3,2 milhões de toneladas de trigo, conforme já apontava o relatório de outubro. Esse volume é quase 20% inferior ao potencial estimado no início do ciclo, mas 1% superior ao produzido na safra anterior. A área de plantio é de 1,22 milhão de hectares, 7% superior ao ano passado.

**Problemas** - “Neste ano, tivemos mais problemas com seca e geadas comparativamente ao ano passado”, explica o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho. Com este cenário, e se as estimativas para a safra do Rio Grande do Sul se confirmarem, o Paraná pode perder a liderança na produção nacional de trigo. Considerando os preços recebidos pelos produtores, que estão, em média, 20% melhores do que no ano passado, a safra deve fechar com um bom rendimento.

**Indicadores** - De acordo com Godinho, em dezembro serão divulgados dois indicadores importantes para a definição do futuro próximo da triticultura paranaense: a intenção de plantio de milho safrinha e a atualização dos custos de produção de trigo. “Este último tem sido fator de preocupação para os produtores de cereais do Paraná, principalmente em relação aos preços e disponibilidade de fertilizantes”, diz.

**Boletim Agropecuário** - O Deral também divulgou nessa quinta-feira (25/11) o [Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária](https://www.agricultura.pr.gov.br/Pagina/Conjuntura-Boletim-Semanal-442021). Além de informações sobre as principais culturas do Estado, o documento destaca a produção de banana no município de Guaratuba, no Litoral, principal produtor paranaense em 2020. Também há informações sobre batata, cujo volume de produção esperado pode alcançar 459,9 mil toneladas. O Boletim traz ainda dados sobre as cotações e perspectivas para a pecuária de leite, sobre a exportação de mel e os custos de produção da avicultura. (*Agência de Notícias do Paraná*)

**FOTO:** *Jonathan Campos / AEN*

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