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title: Força do campo e infraestrutura transformam Paraná em polo industrial de ração pet | Paraná Cooperativo
description: Força do campo e infraestrutura transformam Paraná em polo industrial de ração pet
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date: 2024-09-11T08:17:20Z
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#  Força do campo e infraestrutura transformam Paraná em polo industrial de ração pet 

O protagonismo na produção de proteínas e grãos, aliado a uma infraestrutura eficiente e um mercado consumidor em crescimento, está transformando o Paraná em um polo industrial de ração para cães e gatos. Além de ter a fábrica com maior capacidade de produção da América Latina, mais de dez indústria do segmento se instalaram no Estado nos últimos cinco anos, reforçando a vocação local para a fabricação de alimentos para animais de estimação.

Hoje, o Paraná produz cerca de 300 mil toneladas por ano de rações pet, o que corresponde a cerca de 7% de toda a produção nacional, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). A capacidade instalada das fábricas recém-instaladas no Estado, no entanto, indica que este volume deve mais do que dobrar nos próximos anos.

“O Paraná é um dos principais polos agroindustriais do Brasil, com uma produção diversificada que inclui cereais, carnes e outros insumos essenciais para a fabricação de alimentos para animais. Isso garante uma cadeia de suprimentos local robusta e de alta qualidade”, explicou o presidente-executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França.

Entre os dois principais ingredientes para a fabricação de alimentos para pets,[ o Paraná é o maior produtor nacional de frango](https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Com-recordes-Parana-lidera-aumento-na-producao-de-frangos-e-suinos-em-2024), com mais de um terço de toda a produção nacional, e o segundo maior produtor de milho, atrás apenas do Mato Grosso.

“Sendo um dos líderes na produção de proteína, o Paraná já movimentava muita ração para alimentar estes animais. A derivação deste mercado para a produção de alimentos para pets foi então um processo natural”, afirma o diretor-presidente da Invest Paraná, agência de captação de negócios do Governo do Estado, Eduardo Bekin.

### Referência

Um marco nesta transformação em curso no Estado foi [a construção da unidade industrial da PremieRpet](https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Com-investimentos-de-R-11-bilhao-fabrica-de-alimentos-para-pets-entra-em-producao-no-Parana) em Porto Amazonas, nos Campos Gerais - resultado da negociação feita pelo Governo através da Invest Paraná. As obras iniciaram em 2019 e a fábrica foi inaugurada em 2022. “Quando uma fábrica deste porte se instala no Estado, a região se transforma naturalmente em um polo, com várias outras indústrias de menor porte também surgindo e se aproveitando desta cadeia de fornecedores”, explica Bekin.

Fruto de um investimento de R$ 1,1 bilhão, a planta tem capacidade para produzir mais de 600 mil toneladas de ração para cães e gatos ao ano, o que faz dela o maior empreendimento do ramo na América Latina.

A marca é líder nacional no segmento de rações pet premium e super premium, que são alimentos de maior qualidade por terem uma maior proporção de proteína animal. Nestes casos, a principal matéria-prima para a fabricação de rações é a farinha de frango, que contém cerca de 70% de proteína. O produto, em geral, é um derivado da produção de frango de corte. O abate de frango é a segunda principal cultura do agronegócio paranaense, atrás apenas da soja, com Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 30 bilhões por ano.

De acordo com o diretor de Operação da PremieRpet, Marcos Roberto de Oliveira, o Paraná foi escolhido pela companhia por conciliar a proximidade com os fornecedores de frangos de qualidade com um mercado consumidor em expansão. São cerca de 9 milhões de animais de estimação no Estado, o que faz do Paraná o quinto maior mercado do País, segundo a Abinpet.

“Nós queríamos uma planta que estivesse próxima dos clientes, o que melhora nosso nível de serviço. Entre os estados do Sul, o Paraná foi o escolhido por ter muitos produtores de commodities e por ter uma infraestrutura logística que facilita tanto a importação de produtos, como o escoamento da nossa produção”, explicou o executivo.

Na comparação com a outra fábrica do grupo, por exemplo, o milho usado nas rações tem que viajar centenas de quilômetros do Mato Grosso até a planta de Dourado, no interior paulista. Já na unidade paranaense, a matéria-prima está próxima da fábrica, assim como o Porto de Paranaguá, que fica a menos de 180 quilômetros de distância.

A facilidade logística fez com que a fábrica paranaense da PremieRpet, inclusive, passasse a abastecer os mercados do Norte e do Nordeste. “Por conta dessa posição estratégica, a gente passou a atender estes mercados via cabotagem pelo Porto de Paranaguá. A proximidade com o porto também ajuda na importação de alguns produtos importantes como óleo de peixe, do Chile, e polpa de beterraba, da Europa”, disse Marcos Roberto de Oliveira.

### Verticalização da produção

Outra indústria de rações inaugurada recentemente no Estado foi a [unidade da Coamo](https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/Coamo-inaugura-fabrica-de-racao-e-inicia-investimento-de-R-17-bilhao-para-produzir-etanol), em Campo Mourão, no Noroeste, com investimento de R$ 178 milhões. O que motivou o investimento da cooperativa foi verticalizar a produção de milho dos cooperados. A verticalização é uma estratégia em que se aproveita várias etapas de um produto, com diferentes processos que agregam valor à produção.

“O milho era o único produto dos cooperados que continuava sendo comercializado exclusivamente como commodity. A indústria de rações agora agrega valor a uma parcela desse produto transformando milho em alimentação animal e fechando o ciclo de verticalização da cadeia”, disse o diretor industrial da Coamo, Divaldo Correa.

A planta começou a funcionar em agosto produzindo rações para gado, equinos, suínos, aves e peixes, mas está preparada para, no futuro, fabricar alimentos para pets. O objetivo da Coamo é explorar um mercado que praticamente não sofre com sazonalidades e que cresce ano após ano acima da média.

“A expectativa inicial da Coamo é de uma produção em torno de 4 mil toneladas por ano, atendendo inicialmente os nossos cooperados. Na sequência, a ideia é ampliar esse volume com a distribuição das rações pet nos locais já atendidos com a nossa linha de alimentos", afirmou o diretor da cooperativa.

De acordo com a Abinpet, o segmento pet brasileiro vai faturar R$ 77 bilhões em 2024, o que representa um crescimento em relação de 12,1% em relação a 2023. A industrialização de alimentos pet representa mais da metade deste valor, com faturamento de R$ 42,3 bilhões por ano. (*Agência Estadual de Notícias*)

**FOTOS**: *José Fernando Ogura e Roberto Dziura / Arquivo AEN*

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