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title: COTRIGUAÇU: Novo corredor de exportações custará R$ 25 bilhões e precisará de 9 anos para ficar pronto | Paraná Cooperativo
description: O Sistema OCEPAR reúne e representa as cooperativas do Paraná, promovendo desenvolvimento, capacitação e fortalecimento do cooperativismo paranaense.
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date: 2021-06-28T07:54:00Z
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#  COTRIGUAÇU: Novo corredor de exportações custará R$ 25 bilhões e precisará de 9 anos para ficar pronto 

O Paraná, em parceria com o governo federal, dá passos largos e consistentes no cumprimento de etapas decisivas à implantação de um dos maiores e mais sofisticados corredores ferroviários do País. A nova ferrovia terá 1.285 quilômetros lineares, exigirá R$ 25 bilhões em investimentos e precisará de nove anos para ficar pronta. A informação é do coordenador do Plano Ferroviário do Paraná, Luiz Henrique Fagundes, e foi dada em recente recepção a uma equipe técnica formada por diretores dos ministérios de Infraestrutura e da Economia.

**Apresentação** - O diretor da Cotriguaçu, Dilvo Grolli, fez uma apresentação que mostra a força econômica da região e do Estado. “O Oeste é um grande celeiro de grãos e proteínas, mas para seguir crescendo, e as projeções são excelentes, precisamos de boas condições logísticas. Temos que manter nossa competitividade e a ferrovia, com redução nos custos do frete e mais agilidade para chegar ao porto, é caminho fundamental nessa direção”. A nova ferrovia, com extensões a Foz do Iguaçu e ao Mato Grosso do Sul e correções em trechos críticos no Paraná, abrirá uma demanda enorme. O Paraguai produz 11 milhões de toneladas de soja por ano e escoá-la pelo Porto de Paranaguá é mais fácil, rápido e econômico.

**Produção** - O Oeste produziu 105 sacas de grãos por hectare em 2016 e chegou a 125,6 em 2020, crescimento médio de 4,8% ao ano. O Paraná é o único estado brasileiro que faz três safras por ano – soja, milho e trigo. E em área de 1,99 milhão de hectares, produz 7,66 milhões de toneladas de grãos. A estrutura fundiária do Estado, com 380 mil propriedades rurais e 74% delas de pequenas, foi propícia à consolidação do Paraná como expoente na produção de carnes.

**Carnes** -Do total da carne de frango produzida no Brasil, de 13,8 milhões de toneladas, o Paraná responde por 4,9 milhões. O País exportou em 2020 4,2 milhões e o Estado, 1,7 milhão de toneladas. E por que agregar valor é tão importante, perguntou Dilvo. Porque a tonelada da carne de frango é comercializada por três vezes mais que a da soja e seis vezes mais que a do milho.

**Exportações** - Ele mostrou também o desempenho de exportações por municípios e deu destaque para Cascavel, que em 2015 vendeu US$ 172 milhões e em 2021 deverá chegar a US$ 325 milhões. O crescimento do Oeste de 2015 a 2020 foi de 32,5% nas exportações, com pauta basicamente formada por carnes de frango, suínos, soja e derivados.

**Cotriguaçu** - Dilvo Grolli apresentou dados também da Cotriguaçu, central logística formada pela Coopavel, Copacol, Lar e C. Vale. O investimento em seu terminal foi de R$ 300 milhões, mas isso é menos da metade do que está previsto. “Investimentos, mesmo sem a logística de transporte apropriada, porque acreditamos no Paraná e no Brasil”, afirmou o diretor. O embarque de contêineres em Cascavel em 2020 foi de 10.940 unidades, mas a demanda atual é de 36 mil e será de 72 mil contêineres em 2025. O custo do modal ferroviário, em comparação ao rodoviário no trajeto entre Cascavel e Paranaguá, é inferior em R$ 1 mil por contêiner, afirmou Dilvo.

**Solução ao Brasil** - “A nova ferrovia não será apenas uma solução para o Paraná, mas sim para o País. Esse empreendimento prevê redução média de 28% do Custo Brasil, hoje na casa de R$ 1,5 trilhão por ano”, afirmou Luiz Henrique Fagundes. O desafio, além de viabilizar e estruturar um projeto dessa envergadura, segundo ele, é fazer com que o País seja também excelente da porteira para fora, não somente da porteira para dentro como acontece hoje. Os trabalhos técnicos seguem e a intenção é buscar o licenciamento ambiental em Brasília nos próximos dias e levar a obra para licitação na Bolsa, em abril de 2022, já com o licenciamento aprovado.

**Proposta** - A proposta de novo traçado da Ferroeste foi verificada, durante três dias de visita ao trecho, por Marcos Félix, assessor especial do Ministério de Infraestrutura, e por Gustavo Gomes, membro do Projeto de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia. “Pudemos ver a situação como está hoje. Saber das melhorias de operação necessárias ao bom funcionamento desse traçado que permitirá então o escoamento de riquezas daqui mas também do Paraguai e do Mato Grosso do Sul. Essas conexões interessam muito ao Brasil”, afirmou Félix.

**Prioridade** - Com a qualificação do projeto da Ferroeste no PPI em setembro do ano passado, esse corredor virou uma prioridade nacional, ressaltou Gustavo. “Estar no PPI é sinal de prioridade nacional do projeto. Assim, o governo federal está envolvido em todas as etapas e ajuda a atrair investimentos privados para esse empreendimento tão importante”. A recepção à comitiva contou também com as participações do presidente da Ferroeste, André Gonçalves, e do superintendente da Cotriguaçu, Gilson Anizelli. Em sua passagem por Cascavel, a comitiva de Brasília também pode conhecer o Moinho de Trigo da Coopavel. (*Imprensa Coopavel*)

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