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title: Governadores do Sul e Sudeste divulgam Carta de Curitiba e reforçam compromissos ambientais | Paraná Cooperativo
description: Governadores do Sul e Sudeste divulgam Carta de Curitiba e reforçam compromissos ambientais
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#  Governadores do Sul e Sudeste divulgam Carta de Curitiba e reforçam compromissos ambientais 

![consud 20 08 2025](https://paranacooperativo.coop.br/images/comunicacao/2025/noticias/08/20/cosud/consud_20_08_2025.webp)**FOTO**: *Jonathan Campos / AEN*Os governadores Ratinho Junior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Romeu Zema (Minas Gerais), Claudio Castro (Rio de Janeiro) e Renato Casagrande (Espírito Santo), e os vice-governadores Felício Ramuth (São Paulo) e Marilisa Boehm (Santa Catarina), se reuniram em Curitiba para a 13ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud). O evento ocorreu dentro da Conferência da Mata Atlântica, que reúne especialistas de diversas áreas para discutir avanços na preservação do bioma.

A solenidade foi marcada pela defesa do meio ambiente, divulgação de exemplos de sustentabilidade e compromisso com a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que será realizada em Belém, no Pará, em novembro. Um dos produtos do encontro é a Carta de Curitiba, que elenca as principais propostas do grupo a respeito desses temas.

Confira a carta abaixo e [AQUI](https://paranacooperativo.coop.br/images/carta_dos_governadores_cosud_2025_-_v10_1.pdf) em arquivo:

*Os Governadores dos Estados do Sul e do Sudeste e membros do Consórcio Brasil Verde (CBV), reunidos no 13° encontro do Consórcio de Integração Sul-Sudeste (COSUD), em Curitiba, no Estado do Paraná, durante a Conferência da Mata Atlântica, evento preparatório para a COP30 de Belém, divulgam uma carta com o seguinte teor:

*O futuro do Brasil passa pela Mata Atlântica. O principal bioma do Sul e Sudeste, que está presente em 17 estados e abriga mais de 70% da população e 80% do PIB do País, é uma grande reserva com milhões de espécies de fauna e flora que merece atenção nas discussões climáticas globais. Esse é o berço da civilização brasileira, terra de povos originários e tradicionais, e advém desse bioma a árvore que dá origem ao nome do País. A Mata Atlântica precisa ser valorizada e preservada.

*Considerando que a ciência no mundo e no Brasil reconhece a necessidade de enfrentamento das mudanças climáticas, torna-se imperioso que se conheça o seu impacto sobre o bioma da Mata Atlântica e por consequência medidas de adaptação sejam adotadas para garantir que todos possam se preparar para seus efeitos. Em que pese a importância da Amazônia em termos planetários, há que se considerar os demais biomas brasileiros pela sua inegável megabiodiversidade, fazendo com que os recursos financeiros sejam a ele destinados, garantindo-se desse modo implementação de boas políticas públicas de desenvolvimento sustentável.

*Os Estados do Sul e do Sudeste, que, juntos, mostram que é possível aliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade, firmaram o Tratado da Mata Atlântica para compartilhar experiências e boas práticas em matéria de meio ambiente e uso harmônico e racional dos recursos naturais. Os principais temas em desenvolvimento desde então são restauração e conservação do ecossistema, fiscalização rigorosa, bioeconomia, incentivo ao uso de fontes renováveis de energia e mapeamento do uso e cobertura da terra, principalmente em função das áreas de risco.

*Os Estados têm trabalhado de maneira integrada e com a perspectiva de fortalecimento de políticas verdes. Há diferentes exemplos em andamento, que vão do plantio de mais de 35 milhões de mudas nativas e ampliação do monitoramento por satélite às compensações financeiras por áreas preservadas, além do estímulo à educação ambiental e criação de novas Unidades de Conservação.

*Os Estados estão comprometidos a apoiar seus municípios na elaboração de planos específicos para adaptação às mudanças climáticas e redução de riscos associados, olhando também para a construção de melhores Planos Diretores e inclusão de prioridades ambientais nos orçamentos públicos. Esse suporte está sendo crucial para assegurar a aplicação dos objetivos comuns sobre a Mata Atlântica.

*Um dos avanços concretos é que as Defesas Civis estão totalmente integradas e compartilham dados e expertises para mitigação de riscos e atuação em eventos extremos. Essa união já foi aplicada em situações de crise nos últimos anos, como no atendimento às enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul.

*Outro projeto que avança é a contratação de uma empresa especializada para a elaboração de diagnósticos territoriais, estruturas de proteção e Defesa Civil instaladas e cenários de riscos existentes e potenciais para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. A contratação integrada deve ser o primeiro grande símbolo de investimento do Cosud, o que demonstra que essa é uma pauta prioritária.

*Em outra frente, em Florianópolis, no 12° encontro, houve a assinatura de um termo de cooperação entre os estados e os respectivos Ministérios Públicos com a meta de fortalecer a atuação preventiva para mitigar riscos e danos causados por eventos climáticos extremos, promovendo a troca de informações e desenvolvimento de práticas nomeado. O Cosud ganhou apoio institucional para continuar a buscar soluções para os desafios.

*O desmatamento do bioma, que ainda é preocupante, vem caindo nos últimos anos, de acordo com o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, da iniciativa MapBiomas Alerta. A visão desse Comitê e a consolidação das metas estabelecidas no Tratado da Mata Atlântica trarão resultados importantes para a política ambiental, sendo possível fazer mais diante das mudanças climáticas, e os Estados do Sul e do Sudeste se comprometem a trabalhar para ampliar a fiscalização para proteger a vida da floresta.

*Nesse processo de maior protagonismo dos atores subnacionais nas agendas de clima nacional e internacional, destaca-se também o papel do Consórcio Brasil Verde (CBV), consórcio público interestadual que reúne estados de todos os biomas brasileiros. O CBV atua como espaço de articulação subnacional, garantindo que as diversidades territoriais do País estejam representadas na construção de soluções para mitigação e adaptação climática, fomentando a implementação nos estados. Sua atuação fortalece a cooperação federativa e assegura que a agenda climática subnacional do Brasil dialogue de forma consistente com a Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC) e a Agenda de Ação da Presidência da COP30.

*A COP 30, que acontecerá em Belém, no Pará, será a COP da implementação e atrairá as atenções globais para a Amazônia e a região Norte do Brasil, dentro da ideia de fazer desse evento uma bandeira diplomática. A Mata Atlântica e outros biomas brasileiros, que são irmãos da Floresta Amazônica, muitas vezes fogem das atenções dos negociadores internacionais da justiça climática, mas também inspiram bons exemplos.

*Há consenso de que as Conferências das Partes (COP) têm papel importante para a humanidade e a clareza de que se trata de um processo diplomático de negociação, mas elas não podem deixar de lado os atores subnacionais. Sempre é bom lembrar que os compromissos brasileiros são partilhados pelos entes públicos participantes do pacto federativo constitucional, sugerindo com isso a necessidade de engajamento dos estados e municípios na formulação e implementação de uma política nacional de mudanças climáticas. Além, obviamente, do setor empresarial, comunidade científica e sociedade civil.

*O Brasil pode ficar mais verde se os entes da Federação tiverem mais força, e se trabalharmos de forma unida em torno de uma agenda de implementação, fortalecendo a governança climática brasileira. A emergência climática é uma realidade global que afeta a todos e todas e é responsabilidade dos três níveis de governo: Municípios, Estados e União. Portanto, polarizações políticas não devem prevalecer. Dogmas não favorecem a discussão. É preciso união e cooperação em torno do combate às mudanças climáticas.

*Não há avanço sem proteção da biodiversidade. Os Estados que compõem o corredor verde da Mata Atlântica, que também se estende ao Nordeste e Centro-Oeste, estão olhando para aspectos mais amplos, como a busca pela universalização do saneamento básico, o cuidado com as nascentes, a promoção de uma agricultura sustentável, a transformação energética do campo e das cidades a partir de fontes renováveis, a saúde única, a defesa da fauna e flora ameaçadas e a cultura da preservação.

*Para dar ainda mais corpo ao Tratado da Mata Atlântica, os Estados do Sul e do Sudeste estão trabalhando para consolidar a criação de um Fundo da Mata Atlântica para a conservação ambiental, com apoio também dos outros estados que conservam o bioma, criar corredores ecológicos terrestres e marinhos e manter o incentivo à descarbonização.

*Cosud e Consórcio Brasil Verde caminham em parceria institucional, unindo forças regionais e nacionais para dar robustez às contribuições subnacionais brasileiras no cenário internacional. Essa cooperação amplia a capacidade de mobilização, cria sinergias entre políticas estaduais e promove um canal permanente de coordenação entre os diferentes biomas, assegurando protagonismo aos estados na implementação de compromissos climáticos globais.

***Funcionamento permanente do Cosud***

*Os Estados do Sul e do Sudeste também formalizaram no 13° encontro o sistema de rateio para o funcionamento permanente do Consórcio de Integração Sul-Sudeste (COSUD) com aporte inicial de R$ 10,5 milhões. O escritório de representação ficará em Brasília. O COSUD já tem CNPJ, Conselho de Administração e foi formalizado em lei em todos os membros.

*Registrando agradecimento a todos que contribuíram para a realização do 13° encontro do Cosud, os governadores abaixo listados firmam a continuidade da integração regional e também desejam que a Conferência da Mata Atlântica, iniciativa inédita que vai reunir a comunidade científica, atores do Poder Público e a sociedade civil, com apoio do Consórcio Brasil Verde, ajude a apontar caminhos que potencializem os esforços da sociedade na pauta ambiental.*

Curitiba, PR - 19 de agosto de 2025

CLÁUDIO CASTRO  
 Governador do Estado do Rio de Janeiro

EDUARDO LEITE  
 Governador do Estado do Rio Grande do Sul

FELICIO RAMUTH  
 Vice-governador do Estado de São Paulo

MARILISA BOEHM  
 Vice-governadora do Estado de Santa Catarina

RATINHO JUNIOR  
 Governador do Estado do Paraná

RENATO CASAGRANDE  
 Governador do Estado do Espírito Santo

ROMEU ZEMA  
 Governador do Estado de Minas Gerais

(*Agência Estadual de Notícias*)

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