cabecalho informe

ENCONTRO DE AGENTES II: O problema não é a mudança, mas a rapidez com que ela acontece, diz Clóvis de Barros Filho

Inove no sentido de querer mais e mais. Esta mensagem pontuou a palestra do professor Clóvis de Barros Filho, no Encontro Estadual de Agentes, realizado na última sexta-feira (20/11), por meio do Microsoft Teams. Com seu bom humor característico, domínio das palavras e clareza de ideias, Clóvis de Barros Filho falou sobre "Mudança: Um Convite à Realidade". “Mudar faz parte da vida. O mundo é o tempo inteiro cambiante, mutável.  Tudo está em transformação. O esquisito seria se não fosse assim, porque daí não haveria renovação. Havendo vida, haverá mudança sempre. O que talvez mude é a nossa habilidade de entender a mudança, a natureza dela, o ritmo, e tudo isso marca o nosso momento na vida hoje, porque o mundo com certeza nunca mudou tão rapidamente”, disse.

A rapidez das mudanças - Se a mudança sempre existiu, o problema que permeia a humanidade contemporânea, portanto, não é a certeza de que a vida é, por si só, mutável, e sim a rapidez com que os fatos acontecem. Clóvis de Barros explica que “nunca tendo mudado tão rapidamente, o mundo nunca cobrou do ser humano uma mudança correlata”, ou seja, na velocidade que hoje se faz necessária. “Hoje quando os alunos se formam na faculdade já estão defasados, pois o seu conhecimento não dá conta nem dos problemas contemporâneos ao curso. Perceba então, que a exigência na hora de viver é infinitamente maior hoje. O que temos é que o homem nunca foi tomado por tamanha incerteza e isso atingiu o ponto máximo na pandemia, na quarentena, quando o homem não tem noção nenhuma do dia de amanhã. Paradoxalmente, o homem esteve tão bem informado e, ao mesmo tempo, nunca foi tão ignorante sobre o seu futuro”.

Ansiedade, flutuação da alma - Nas palavras de Clóvis de Barros, “esta incerteza permite que o homem imagine o que está por vir, do jeito que lhe der na veneta”. “Ora, tem horas que ele acha que vai ficar tudo bem, mas no momento seguinte acha que não. E no fim das contas, se sente na mão. Dependendo do que lhe vem a cabeça o corpo acusa. Será que teremos vacina? Será que continuaremos trabalhando da mesma forma? O mundo vai ser o mesmo após o fim da pandemia? São muitas dúvidas. A incerteza é a consequência imediata desse mundo que muda alucinadamente. E isto patrocina em nós a ansiedade, que nada mais do que a pressa de encontrar respostas, de encontrar aquilo que nos tira da dúvida. A ansiedade é nefasta, é o que se chama de flutuação da alma. O homem nunca foi tão ansioso, porque nunca teve tanta incerteza em relação ao mundo que está por vir, porque este mesmo mundo se transforma em velocidade alucinante”.

Inovação - Após colocar o mundo, sob a perspectiva de um elemento em constante mudança, e destacar que o ritmo das mudanças como algo que diferencia o mundo contemporâneo de tudo o que a humanidade já viveu, Clóvis de Barros chama a atenção para o fato de que muito do que vivemos é resultado da ação do próprio homem. “Neste mundo que nos assola, é preciso buscar o novo o tempo todo, porque se não fizermos isso, somos atropelados pela concorrência, e isto naturalmente nos remete a uma ansiedade nunca vista. Inovação é a mudança do mundo operada pelo homem, mas não de qualquer jeito. Ela é decidida, escolhida. Portanto, a inovação integra um projeto de transformação do mundo, realizado pelo homem”, disse.

Ouça, relembre, aprenda - Ouça aqui a palestra na íntegra do professor Clóvis de Barros. Para quem não teve a oportunidade de participar do Encontro de Agentes, é uma oportunidade de aprender com um dos principais pensadores contemporâneos. E para aqueles que tiveram o privilégio de assistir a sua palestra, aproveitem para relembrar o que ele disse sobre mudança e o que depende de mim, ou seja, o protagonismo de cada um nesse processo, bem como sobre os diversas esferas da inovação, como a inovação a serviço da excelência, do servir, da generosidade, do amor e da alegria, passagem para um estado mais potente de si mesmo. Nas palavras do professor, faça isso mantendo seu “copo vazio, porque só assim podemos enchê-lo de água, ou melhor, em conhecimento que enriquece a alma”.

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias