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LIVE III: Cooperativismo e melhoria do status sanitário podem ajudar a ampliar exportações ao bloco europeu, afirma Todeschini

A solidez do cooperativismo e o trabalho de melhoria do status sanitário podem ajudar a criar oportunidades de crescimento para as exportações paranaenses aos países que compõem a União Europeia. A opinião é do adido agrícola do Brasil no bloco europeu, Bernardo Todeschini, que participou da primeira live do ciclo de palestras com os representantes brasileiros em países estratégicos para o comércio do agronegócio, transmitida na tarde desta terça-feira (27/10) pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, a TV Paraná Cooperativo.

Comunicação - Na avaliação do adido agrícola na União Europeia (UE), a solidez do cooperativismo paranaense, aliado aos esforços do estado em aprimorar seus controles sanitários, em específico o trabalho para obter o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, são pontos que devem ser melhor comunicados e podem contribuir na concretização de novos negócios com os países europeus. “Diversas áreas podem ser exploradas, são fortalezas e riquezas da agropecuária brasileira, tais como energias renováveis, a produção e transferência de tecnologia, no qual o país é exemplo, pois ninguém no mundo conhece sobre plantio direto e agricultura de baixo carbono tanto quanto o produtor brasileiro. Temos uma estrutura sólida em termos de certificações e um sistema produtivo com sustentabilidade social, com acesso a políticas públicas e assistência técnica, além da criatividade e adaptabilidade do produtor, aspectos que podem abrir muitas oportunidades de comércio”, afirmou Todeschini.

UE - A União Europeia é formada por 27 países, com 450 milhões de habitantes, um Produto Interno Bruto (PIB) de 18,5 trilhões de dólares e uma renda per capita de 25 mil dólares. Anualmente, o bloco importa cerca de 140 bilhões de dólares em produtos agropecuários. O Brasil é hoje o segundo maior fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu. Em 2018, foram exportados US$ 14 bilhões. A participação média do Brasil na pauta de importações do bloco europeu, por produtos: complexo soja (38%), café (19%), carnes (12%), sucos (9%), fumo (6%), frutas (5,5%).

Referência - Segundo Todeschini, o mercado europeu possui regras rigorosas nas áreas fitossanitária, bem-estar animal, resíduos, entre outras. “Quando uma empresa ou cooperativa brasileira passa a comercializar com a União Europeia, ela passa a ter uma espécie de carta certificatória que favorece os negócios com outros países do planeta. É uma referência de qualidade num mercado que muitas vezes inicia tendências que se tornam globais”, explicou.

Acordo comercial - Na visão do adido agrícola, as discussões sobre a implementação do acordo comercial Mercosul e União Europeia seguem “sua tramitação normal”, de acordo com o cronograma pré-estabelecido. Apesar das controvérsias sobre questões ambientais, envolvendo principalmente os temas Amazônia e queimadas, Todeschini acredita que não há prejuízos ainda para as negociações entre os blocos. “Estamos numa fase que antecede a apresentação oficial do acordo assinado aos parlamentos. As tratativas estão ocorrendo normalmente. Está sendo feita a revisão legal do texto, para que o conteúdo do documento possa ser então traduzido para os 24 idiomas oficiais do bloco”, relatou. “As atenções da mídia na Europa estão voltadas aos problemas da Covid-19 e à renovação da política agrícola comum, elemento fundamental ao sistema agropecuário do bloco, que está em discussão neste momento”, conclui.

Reserva legal - Segundo Todeschini, um dos temas em debate no bloco, dentro do Pacto Ecológico Europeu, é a estratégia “From Farm to Fork” (Do campo ao prato), visando reduzir os impactos ambientais em toda a cadeia produtiva. “Uma das propostas em discussão é a exigência da criação da reserva legal nas propriedades agropecuárias da Europa, algo que já é consolidado no Brasil, que possui o Código Florestal mais desenvolvido e restritivo do mundo”, relata. O código brasileiro exige que todo o imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa a título de reserva legal, sendo 20% no Paraná e até 80% na Amazônia.

Intercâmbio - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, fez o encerramento do evento e afirmou que as discussões foram oportunas e esclarecedoras. “O setor cooperativista está à disposição dos adidos agrícolas brasileiros, que estão prestando um serviço importante ao país. Estamos prontos a ajudar com um constante intercâmbio de informações. Entendemos que já passou a época de produzir e depois tentar vender: hoje, temos que identificar demandas e atendê-las com excelência”, afirmou. Também realizaram palestras na live desta terça-feira (27/10) os adidos agrícolas nos Estados Unidos, Filipe Guerra Sathler, na Arábia Saudita, Marcel Moreira Pinto, e na África do Sul, Jesulindo Nery de Souza Júnior. No Informe Paraná Cooperativo de amanhã (29/10), serão veiculadas as informações das demais palestras da live.

Agentes do agro - Os adidos agrícolas do Ministério da Agricultura atuam na facilitação ao acesso de produtos brasileiros nos diferentes mercados internacionais, prospectando oportunidades, analisando e repassando informações sobre tendências de consumo, legislação, política agrícola, padrões de qualidade, além de apoiar a promoção e negócios, viabilizar contatos e parcerias, acompanhando notícias de interesse nas mídias locais. 

 

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