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LIVE I: Participação e oportunidades das cooperativas no mercado internacional ancoraram evento internacional

Realizada na manhã desta terça-feira (27/10), a primeira  live “Mercado Internacional – Oportunidades para o cooperativismo e o agronegócio brasileiro”, que reuniu os adidos agrícolas lotados na União Europeia, Estados Unidos, Arábia Saudita e África do Sul e teve a participação do  professor da USP e da FGV, Marcos Fava Neves, que abordou a participação e as oportunidades nesses mercados para as cooperativas e o estado do Paraná. A abertura do evento, transmitido pela TV Paraná Cooperativa, pelo Youtube, teve a participação dos presidentes dos Sistemas Ocepar e OCB, José Roberto Ricken e Márcio Lopes de Freitas, respectivamente, da Fetaep, Marcos Brambilla, do profissional do Departamento Técnico Econômico (DTE) do Sistema Faep,  Luiz Eliezer Ferreira, e dos secretários estaduais da Agricultura, Norberto Ortigara, e do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes, que também representaram as entidades promotoras da live.

Potencial - Ricken destacou que o evento representa oportunidade de conhecer mais detalhes do mercado internacional e as estratégias que devem ser adotadas  para aumentar a participação das cooperativas paranaenses neste cenário, bem como conquistar novos clientes externos. “É um tema importante e oportuno para mostrar o potencial do agronegócio paranaense e, por extensão, brasileiro, no qual estão inseridas as cooperativas, que produzem alimentos de qualidade e com sustentabilidade”, destacou.

Imagem - Também externou a preocupação com a imagem do Brasil que se formou nos mercados internacionais a partir de questões na Amazônia e no Pantanal. “Isso é bastante injusto, porque as pessoas não conhecem o Brasil, não sabem de sua dimensão. Nós, do setor de produção, por exemplo, estamos a cinco mil quilômetros distantes da Amazônia.  Há uma confusão muito grande com essa questão, por isso, temos de melhorar a nossa comunicação e mostrar ao mundo o que fazemos, o nosso potencial, a nossa legislação ambiental, uma das mais modernas e rígidas do mundo. Temos de fazer prevalecer a verdade e, com isso, não ter medo de nada”, enfatizou o presidente do Sistema Ocepar.

Sintonia - O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, frisou a importância de, por meio de uma discussão proposta pela live, integrar o Brasil cooperativista ao mundo global, com a visão especialmente dos adidos, que realizam trabalho importante e estratégico para o país. “É importante termos profissionais, como os adidos, afinados com o setor. Mais importante, no entanto, é estarmos afinados com o que vocês estão percebendo. Esse intercâmbio é fundamental.” Destacou ainda que o mundo global não é responsabilidade do Itamaraty e nem só dos adidos. “O mundo global é responsabilidade de todos nós, principalmente de quem produz alimentos, como é o nosso caso. Temos de estar sintonizados no mundo consumidor, pois quem manda nesse mercado é o consumidor e temos de saber, o que ele pensa, como age. E quem tem de saber isso são os nossos dirigentes de cooperativas, são os nossos produtores, nossos cooperados”, acrescentou.

Desenvolvimento - O presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Marcos Brambilla, enfatizou que no Paraná há o predomínio da sintonia entre governo, por meio de suas políticas públicas, e as organizações em busca do desenvolvimento do estado. “Temos essa sintonia para produzir o que há de melhor. A agricultura paranaense, além de produzir alimentos de qualidade, tem a preocupação de atender os consumidores em qualquer canto do mundo. Então, todo esse desenvolvimento carrega consigo não só o desenvolvimento econômico, mas também o social”, complementou.

Destinos - O técnico do Departamento Técnico Econômico (DTE) do Sistema Faep, Luiz Eliezer Ferreira, que representou o presidente da entidade, Ágide Meneguette, falou sobre o protagonismo da Faep na criação da adidância agrícola, em 2008. E lembrou que, no último dia 15, o decreto foi ampliado, elevando de 24 para 28 o número de adidos agrícolas, que são profissionais de carreira do Ministério da Agricultura. E enfatizou que os adidos que participaram da live estão em regiões responsáveis por 20% das exportações paranaenses, destinos de mais de US$ 2 bilhões de vendas para esses destinos nos nove primeiros meses do ano.  

Portfolio - O secretário Norberto Ortigara evidenciou o esforço do Paraná em ampliar a internacionalização de seu mercado agrícola, sustentando o propósito no volume, qualidade e diversidade de produção, a ponto de ter elevado suas exportações de 6% para 13%, não só em commodities, mas também com alimentos processados, citando como exemplo, carnes de boi, frango, suíno e peixe, produtos lácteos, além de madeira, papel e celulose, fécula de mandioca, frutas e produtos do setor sucroalcooleiro. E enfatizou que o estado segue todos os protocolos sanitários estabelecidos pelos países importadores, destacando que poderá obter o status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação em maio de 2021, bem como ter o reconhecimento da erradicação da peste suína clássica.

Sustentabilidade - O secretário Márcio Nunes garantiu que o Paraná tem programas que visam ao desenvolvimento agropecuário com a sustentabilidade. “É, ao mesmo tempo, o estado que mais produz por metro quadrado e o mais sustentável do Brasil”, afirmou, ao lembrar que, por meio do programa Paraná Mais Verde, teve início, nesta terça-feira, o plantio de cerca de 46 mil mudas de araucária em várias regiões. “É importante também a atuação do Instituto Água e Terra (IAT) na fiscalização da sustentabilidade no campo. O produtor tem seu patrimônio em jogo e precisa agir com responsabilidade ambiental.” Informou ainda que o Paraná é o estado que mais notificou por crimes ambientais no Brasil, ao mesmo tempo em que foi o que mais autorizou licenciamentos para novos empreendimentos.

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