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SEAB II: Boletim agropecuário registra avanço no plantio de milho

seab II 19 10 2020A ocorrência de chuvas nos últimos dias permitiu que produtores paranaenses da primeira safra de milho acelerassem o plantio. Esse é um dos temas abordados pelo Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 16 de outubro. O documento, produzido por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, também analisa a situação de outras culturas do Estado.

Semeadura - As chuvas foram observadas nos últimos dez dias em algumas regiões produtoras do Estado, possibilitando que os trabalhos de plantio da primeira safra do milho se intensificassem. Com isso, a semeadura atingiu 78% da área estimada de 360 mil hectares. As condições das lavouras permanecem estáveis, com 85% delas consideradas boas.

Preços - Em relação aos preços para os produtores do cereal, a perspectiva é muito boa. Semana após semana, são batidos recordes. Os últimos números apontam que a saca de 60 quilos foi negociada em torno de R$ 55,30, o que representa alta de 3,07% em comparação com a semana imediatamente anterior.

Soja e trigo - Já os sojicultores do Estado não conseguiram avançar muito na plantação. Até o dia 13, haviam semeado pouco mais de 900 mil hectares (16% da área estimada para a safra). No mesmo período, em 2019, cerca de 1,83 milhão de hectares já estavam plantados. Comparado com a média das últimas três safras, o atraso é ainda maior. No período, a área semeada era de 2,38 milhões de hectares.

Colheita - Em relação ao trigo, o boletim mostra que 79% foram colhidos. A seca antecipou o ciclo do cereal e possibilita colheita antes do esperado. No entanto, a ausência de água prejudicou o enchimento dos grãos, o que deve refletir em revisão para baixo em termos de produção.

Feijão e mandioca - O feijão da primeira safra também voltou a ser semeado, em razão das chuvas dos últimos dias. A estimativa é que 72% do total da área já estejam com sementes. O índice é superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando estava em 67%.

Clima e transporte - O clima, no entanto, aliado à dificuldade com transporte, devido à pandemia do coronavírus, não têm ajudado os produtores de mandioca. Com a escassez do produto, o preço teve uma elevação de 58% em um prazo de 40 dias e, na última semana, atingiu R$ 537,00 a tonelada.

Banana e tomate- O documento preparado pelos técnicos do Deral fala, também, da cultura da banana, abordando o panorama mundial, brasileiro e paranaense. O Paraná é o 11.º produtor nacional em volume (194,7 mil toneladas em 2019) e o 15.º em Valor Bruto de Produção (R$ 164,9 milhões).

Diversos ângulos - A produção do tomate, do qual o Brasil é tradicional plantador, também é visto sob diversos ângulos. Em âmbito estadual, a cultura cobre aproximadamente 3,6 mil hectares, com volume de 221 mil toneladas na última safra. O plantio da primeira safra 2020/21 já atinge 45% do total estimado de 2,2 mil hectares.

Leite e avicultura - Na atividade leiteira, o boletim analisa as incertezas e reviravoltas causadas pela pandemia tanto em relação aos preços quanto nos estoques do produto. Mas registra que, em relação ao comércio, a situação melhorou, sobretudo a partir do segundo semestre com a abertura de várias atividades que utilizam o leite como um dos insumos.

Avicultura de corte - O documento traz, ainda, uma análise sobre o comportamento dos preços da avicultura de corte para o produtor, no mercado atacadista e no varejo. Para os exportadores da carne de frango, o ano tem sido bom, com acréscimo de 1,3% em relação ao volume vendido em 2019, e de 12,1% se considerar a receita acumulada pelo setor. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira  AQUI  o Boletim de Conjuntura Agropecuária. 

 

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