GESTÃO: Resultado de evento técnico sinaliza a instituição de programa voltado à gestão de riscos para as cooperativas

Realizado na manhã desta quinta-feira (30/07), o Workshop Virtual Gestão de Riscos Corporativos, conduzido pelo especialista no assunto, Marco Antonio Nutini, contou com a participação de 155 representantes de cooperativas dos ramos agropecuário, crédito, saúde e trabalho. O intuito do evento promovido pelo Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, foi evidenciar a relevância estratégica da gestão de riscos, por meio de resposta ágil e atuação segura no processo de tomada decisão em momentos de crise, para a sustentabilidade das cooperativas. 

Abertura - O superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche disse, ao abrir o evento, que a gestão de riscos é um dos instrumentos que, somados ao de outros programas, consolidarão os projetos e ações desenvolvidos pelo Sistema Ocepar visando otimizar as práticas de governança de gestão das cooperativas, que resultarão em benefício paras as  organizações, cooperados, funcionários e, por extensão, para a sociedade. Em síntese, é a busca do equilíbrio entre o econômico e social em toda a sua essência dentro do cooperativismo. 

Evolução - Boesche ponderou que o que se busca com a gestão de risco é complementar os programas da entidade na capacitação das cooperativas, o que está previsto no pilar Governança e Gestão do PRC 100, o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense. Lembrou que, em decorrência disso, foram resgatados os trabalhos de auditoria interna, com o programa de formação de auditores internos, com capacitações específicas. Dentro desse encadeamento, lembrou o superintendente, foi lançado o Programa de Compliance, com adesão muito grande das cooperativas.

Gestão -  No caso do tema do workshop, Boesche disse que a intenção é levar o assunto às cooperativas para que possam, por meio de suas equipes, adequar mecanismos da gestão de riscos à realidade de cada uma e adaptá-los às ações que já são adotadas. “É importante incorporar os conceitos e ações da gestão de riscos dentro dos programas de excelência e gestão do cooperativismo, especialmente no momento em que se está formalizando um novo ciclo no planejamento  estratégico do setor, visando ao faturamento de R$ 200 bilhões. E a gestão de riscos poderá vir a ser um instrumento que ajudará a horizontalizar as ações para atingir esta meta”, ponderou.

Visão - Em sua palestra, que durou quase duas horas, o especialista em Gestão de Riscos, Marco Antonio Nutini, disse que, inicialmente voltada para as áreas financeiras das corporações, a gestão de riscos atualmente está presente em todas as disciplinas técnicas, “com uma habilidade inata para enxergar riscos, tanto no indivíduo como nas corporações. Afinal, todo negócio só existe porque se sabe gerenciar riscos para ter resultados no final do dia”.

Conceitos - Segundo o especialista, dentro da gestão de riscos há seis pontos a serem considerados: o evento disruptivo; desvio da normalidade ou da conformidade; objetivos e metas insustentáveis; exploração de brechas de controle; decisões com informação insuficiente e mudanças equivocadas, também chamada de mudanças inconsequentes. “O conceito de risco é o efeito decorrente da quantificação dessas seis incertezas, pois é preciso enxergar a empresa como um todo, com todo um histórico. E para gerir isso é preciso uma linguagem comum que esclareça em todas as esferas, com precisão e agilidade, problemas que podem ocorrer, como preveni-los ou corrigí-los”, pontuou.

Programa - O Sistema Ocepar, por meio do Sescoop/PR, irá estruturar um Programa de Formação em Gestão de Riscos incorporando uma visão estratégica para avançar no tema. A previsão é iniciar os módulos de forma virtual nos próximos meses, voltados para diretores, gestores e demais profissionais que atuam na gestão de riscos (compliance, auditoria interna, controle interno e outras áreas da segunda linha de defesa). As particularidades dos ramos do cooperativismo serão consideradas na estruturação, para desenvolver um programa personalizado e aderente às necessidades das cooperativas. “Com isso, pretende-se contribuir para que as cooperativas paranaenses possam ter respostas cada vez mais ágeis e atuação mais segura nos seus processos de tomada de decisão em momentos de crise”, informou o coordenador de Gestão Estratégica, Alfredo Benedito Kugeratski Souza.

 

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