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FÓRUM DAS FIAÇÕES: Setor discute cenários e soluções para superar a crise causada pela pandemia

Na tarde desta quarta-feira (25/06), o Sistema Ocepar realizou o Fórum das Fiações, reunindo representantes de quatro cooperativas agropecuárias que atuam neste segmento: Coamo, Cocamar, Cocari e Copasul (MS). O objetivo do encontro virtual, que contou com a participação de 30 cooperativistas, foi discutir cenários e soluções para o setor, diante dos impactos econômicos causados pela pandemia do coronavírus. O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que enfatizou a importância da atividade têxtil para o país e “a necessidade das cooperativas se articularem em torno de soluções para a crise, antecipando novas tendência de consumo, para ampliar sua participação no mercado”. Participaram do Fórum, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, o gerente técnico Flavio Turra, além de analistas e técnicos da entidade.

Indicadores - O primeiro painel do fórum debateu sobre a recuperação do setor têxtil num contexto de pandemia e consequente retração de negócios. O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Valente Pimentel, falou sobre os indicadores atuais, as políticas necessárias para amenizar os danos da crise e as mudanças trazidas pelos meios digitais que podem transformar a relação com os consumidores. “O setor têxtil gera 1,5 milhão de empregos no Brasil. A pandemia causou fortes impactos: a maioria das empresas está atuando com 50% de sua capacidade operacional, e muitas delas tiveram que demitir parte do quadro de funcionários. É uma crise dramática que certamente trará lições importantes ao segmento”, afirmou.

Recuperação - Segundo Pimentel, pesquisas da Abit indicam que a maioria dos empresários estima que a recuperação da economia se dará somente a partir de 2021. “Muitas empresas estão fazendo ajustes e conseguiram preservar e até gerar novos postos de trabalho. São movimentos estratégicos que estão sendo feitos, em específico nas vendas de e-commerce, por aplicativos e na internet, e também em determinados segmentos que estão tendo resultados positivos por atuarem com artigos mais demandados neste período de quarentena. Exemplo, as roupas mais confortáveis estão ganhando destaque nas vendas em detrimento de outras mais formais, como ternos, calças sociais e gravatas”, explicou.

Vantagens - O segundo palestrante do Fórum foi o sócio administrador da GL Têxtil e fundador e gestor da Multiplier, Caetano Laudelino, que abordou os desafios do setor para a retomadas nas vendas. Ele abordou as características do mercado de fios no Brasil, abrangendo os segmentos de malharias, confecções de varejo, magazines, atacadistas e licitações para uniformização. “O Paraná tem vantagens logísticas que podem favorecer as empresas e cooperativas do estado, quando a retomada dos negócios se iniciar. É um fator que pode ser melhor explorado, com o foco na agilidade de entregas e qualidade dos produtos”, disse. A GL Têxtil tem sede em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Cadeia produtiva - O último a falar no Fórum, foi o gerente de gestão de fornecedores das Lojas Renner, Vinicios Meneguzzi Malfatti, que fez um relato das ações da empresa diante da crise provocada pela pandemia. “Foram mantidos todos os 23 mil empregos, apesar das 597 lojas do grupo terem permanecido fechadas durante 45 dias. Buscamos organizar a operação, revisar as coleções, e mantivemos todos os pagamentos aos nossos 258 fornecedores. Precisamos manter a cadeia produtiva do setor em pé”, afirmou. 

União - Segundo ele, a tarefa de prever cenários para o segundo semestre é complexa, pois tudo se modifica rapidamente, com decretos governamentais que abrem e fecham o comércio de forma contínua. “Não vamos tapar o sol com a peneira, o momento é muito desafiante, mas somos um país que consegue dar a volta por cima. Tivemos várias crises no Brasil e vamos superar a atual situação, embora alguns fiquem no caminho. A união da cadeia do setor têxtil é importante, temos que nos dar as mãos para construir soluções conjuntas. Vamos sair mais fortes como empresa e como ecossistema”, concluiu. 

 

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